24/10/2026
Não é sobre partido. É sobre humanidade.
É sobre a partida. Sobre aqueles que, em tempos de ditadura, foram obrigados a deixar sua terra, suas famílias e suas histórias para buscar asilo em outros países. E também sobre aqueles que partiram para nunca mais voltar, deixando saudade, silêncios e perguntas que o tempo não conseguiu apagar.
É sobre as vozes que não podem ser caladas. Sobre o direito de pensar, questionar, estudar e lutar por dias melhores. Porque nenhuma sociedade evolui quando transforma o pensamento diferente em ameaça e o diálogo em campo de batalha.
É sobre respeitar as mulheres, reconhecer a dignidade de cada pessoa e compreender que o amor não precisa de autorização para existir. É sobre garantir que as minorias tenham acesso à educação, às oportunidades e às políticas sociais que promovam dignidade e reduzam desigualdades.
Não é sobre ego, palavras vazias ou disputas de poder. Muito menos sobre alimentar o ódio em nome de convicções.
É sobre o mundo que estamos construindo… e sobre aquele que deixaremos para as próximas gerações.
Sou assistente social demais para ignorar as desigualdades e advogada demais para abrir mão dos direitos. Carrego comigo a convicção de que a justiça não pode ter lado quando o que está em jogo é a dignidade humana. Direitos fundamentais não deveriam depender de quem somos, de quem amamos ou de como pensamos.
Não preciso concordar com todos para respeitar todos. Mas não posso me calar diante daquilo que ameaça a liberdade, a igualdade e os direitos que tantas pessoas lutaram, e tantas vezes morreram, para conquistar.
Que nunca nos falte coragem para defender direitos, sensibilidade para reconhecer dores e humanidade para enxergar pessoas antes de enxergar ideologias.
Porque, no fim, a democracia não se revela apenas no direito de escolher. Revela-se, sobretudo, na capacidade de conviver com as diferenças sem transformar o outro em inimigo.
Menos ódio. Menos julgamento. Mais empatia, mais consciência e mais humanidade.