07/16/2026
📍Naples, na costa do Golfo da Flórida, voltou aos holofotes em 20 de junho de 2026 após ser descrita pelo New York
Post como a nova capital do “quiet luxury” no estado. O termo se refere a um luxo discreto, associado a mansões, privacidade e menor exposição pública.
A cidade f**a no condado de Collier, perto dos Everglades, e integra a região Naples-Marco Island. Segundo o U.S. Census Bureau, o condado tinha 417.131 habitantes em 2025, bem menos que Miami-Dade, mas com um dos mercados imobiliários mais caros do país.
O principal dado está nos preços. Em maio de 2026, o valor de entrada para o top 10% dos imóveis em Naples-Marco Island chegou a US$ 3.746.344, segundo levantamento de mercado da Realtor.com.
Com esse patamar, a região ficou como o 4° mercado de luxo mais caro dos EUA, atrás apenas de Bridgeport-Stamford-Danbury, Los Angeles e Kahului-Wailuku. Desde 2019, o preço de entrada do segmento subiu cerca de 88%.
Naples também aparece à frente de Miami nesse recorte específico de luxo imobiliário.
Miami continua maior, mais internacional e com mais volume de anúncios milionários, mas não entrou no top 10 desse ranking de maio.
A mudança não é só de preço. A cidade, antes associada principalmente a aposentados ricos do Meio-Oeste americano, passou a atrair jovens executivos, profissionais remotos e famílias vindas do Nordeste e da Costa Oeste desde a pandemia.
O símbolo máximo é Port Royal, bairro de mansões à beira-mar em Naples. Em 2025, uma casa com construção nova foi vendida por US$ 85 milhões, recorde para uma residência não à beira da praia no condado de Collier.
No mesmo ano, um complexo de 15 acres em Port Royal foi vendido por US$ 225 milhões fora do mercado, apontado como a maior venda residencial da história da Flórida. A diferença para Miami é o perfil: Naples vende luxo, praia e privacidade longe dos holofotes.
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Juliana Noronha | Realtor®
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