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20/10/2026

Partilhamos o Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, de 14 de Outubro de 2026, proferido no processo n.º 2286/24.6T8SXL.L1-12, que se pronunciou sobre a repartição das despesas dos filhos em regime de residência alternada e a necessidade de acordo entre os progenitores quanto às actividades extracurriculares.

No caso em apreciação, a primeira instância havia determinado que as despesas de saúde, educação, telecomunicações e actividades extracurriculares fossem suportadas em partes iguais por ambos os progenitores.

A mãe recorreu, alegando que a repartição não reflectia as respectivas capacidades económicas e permitia que um dos progenitores assumisse unilateralmente despesas que o outro ficaria obrigado a suportar.

O Acórdão recordou que, nos termos do artigo 2004.º do Código Civil, a obrigação de alimentos deve ser proporcional às necessidades dos filhos e às possibilidades económicas de cada progenitor, não impondo uma repartição igualitária dos encargos.

Considerando as circunstâncias concretas, alterou a proporção fixada, determinando que o pai suportasse 55% das despesas e a mãe 45%, salientando ainda que os novos companheiros dos progenitores não são responsáveis pelo sustento dos filhos destes.

Quanto às actividades extracurriculares, o Tribunal entendeu que a sua escolha deve, sempre que possível, resultar do entendimento entre os pais, sobretudo quando implique despesas relevantes ou interfira com os períodos de convívio.

Afastou, por isso, a cláusula que excluía da comparticipação as actividades frequentadas apenas nas semanas de um dos progenitores, considerando que tal solução poderia comprometer a estabilidade das crianças.

O Acórdão reafirma, assim, que a residência alternada não implica necessariamente uma divisão das despesas em partes iguais, devendo prevalecer o superior interesse da criança e a efectiva capacidade económica de cada progenitor.

Aceda à decisão integral através do seguinte link: https://www.dgsi.pt/jtrl.nsf/33182fc732316039802565fa00497eec/809f4e8a07a58d0880258e95003dae89?OpenDocument

15/10/2026
19/08/2026

Partilhamos a Lei n.º 48/2026, de 17 de Agosto, que procede à interpretação autêntica da verba 2.23 da Lista I anexa ao Código do IVA, na redacção dada pela Lei n.º 64-A/2008, de 31 de Dezembro.

A nova lei esclarece que, para efeitos da aplicação da taxa reduzida de IVA às empreitadas de reabilitação urbana, se consideram abrangidas todas as empreitadas realizadas em imóveis ou espaços públicos localizados em áreas de reabilitação urbana legalmente delimitadas, independentemente de estar aprovada uma operação de reabilitação urbana.

O legislador afasta, assim, a interpretação segundo a qual a aplicação da taxa reduzida exigia, além da localização do imóvel numa Área de Reabilitação Urbana, a prévia aprovação de uma Operação de Reabilitação Urbana. Esta questão tinha sido objecto de controvérsia e de jurisprudência uniformizada pelo Supremo Tribunal Administrativo em sentido diferente.

A Lei n.º 48/2026 assume natureza interpretativa e determina que esta interpretação produz efeitos desde a entrada em vigor da Lei n.º 64-A/2008, de 31 de Dezembro, ou seja, desde 1 de Janeiro de 2009.

O alcance retroactivo da interpretação poderá assumir particular interesse em situações tributárias ainda susceptíveis de discussão, embora não implique, por si só, o reembolso automático do IVA anteriormente liquidado, devendo atender-se aos prazos, aos meios procedimentais e processuais disponíveis e às situações já definitivamente consolidadas.

A alteração respeita à redacção da verba 2.23 anterior às modificações introduzidas pela Lei n.º 56/2023, de 6 de Outubro, pelo que não deve ser confundida com o regime actualmente aplicável às novas empreitadas.

Aceda ao texto integral através do seguinte link: https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/48-2026-1159105694

05/08/2026

I. No contrato de mediação imobiliária, o direito da mediadora à remuneração só nasce com a conclusão e perfeição do negócio visado, em conformidade com a regra ínsita na primeira parte do nº 1 do art. 19º da lei nº 15/2013, de 8.2 (RJAMI), daí que a conclusão do contrato visado com...

21/07/2026

Apoio à decisão no novo RJUE (DL 108/2026): enquadramento, compatibilização SCIE e acessibilidades.

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