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ℹ️ 𝐂𝐨𝐦 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐢𝐝𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐩𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐧𝐚 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐚?𝗥𝗲𝗴𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮A questão “Com autorização...
31/08/2026

ℹ️ 𝐂𝐨𝐦 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐢𝐝𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐩𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐧𝐚 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐚?

𝗥𝗲𝗴𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮

A questão “Com autorização de residência portuguesa posso partir trabalhar na Europa?” continua a gerar debate, porque muitos residentes acreditam que viver legalmente em Portugal permite automaticamente trabalhar noutros países. No entanto, a legislação europeia estabelece regras claras e, por isso, torna-se essencial compreender que a maioria das autorizações portuguesas apenas autoriza trabalho em Portugal. Assim, apesar de ser possível viajar pelo Espaço Schengen até 90 dias, essa mobilidade não concede qualquer direito laboral, o que frequentemente surpreende quem recebe propostas internacionais.

Além disso, muitos estrangeiros desconhecem que os países da UE não partilham um mercado laboral comum para residentes de países terceiros. Portanto, é um erro comum assumir que a autorização portuguesa funciona como um passe laboral europeu, porque essa interpretação contraria totalmente a legislação em vigor.

𝗣𝗮𝛊́𝘀𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗨𝗘 𝗲 𝗱𝗼 𝗘𝘀𝗽𝗮𝗰̧𝗼 𝗦𝗰𝗵𝗲𝗻𝗴𝗲𝗻

Convém destacar que não existe qualquer acordo especial entre Portugal e os restantes países da União Europeia que permita a um residente português trabalhar automaticamente noutro Estado-Membro. Deste modo, cada país continua a regular autonomamente quem pode trabalhar no seu território. Assim, mesmo deslocando-se livremente pelo espaço Schengen, o titular de uma autorização portuguesa permanece proibido de exercer atividade profissional fora de Portugal sem novo título emitido pelo país de destino.

Além disso, esta limitação aplica-se a todos os países Schengen, como Espanha, França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, Suíça ou Noruega, porque nenhum destes reconhece a autorização portuguesa como permissão laboral válida. Consequentemente, quem deseja trabalhar noutro Estado deve sempre solicitar uma autorização local.

𝗣𝗮𝛊́𝘀𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗮𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼𝘀 𝗯𝗶𝗹𝗮𝘁𝗲𝗿𝗮𝗶𝘀

Embora Portugal mantenha acordos bilaterais com países como Brasil, EUA, Canadá, Cabo Verde, Moçambique, Marrocos, Andorra ou Venezuela, estes instrumentos não concedem permissão de trabalho. Em vez disso, estes acordos tratam apenas de coordenação da segurança social, permitindo contagem de contribuições, transferência de períodos contributivos ou prevenção de dupla tributação. Portanto, é importante reforçar que nenhum destes acordos autoriza trabalho automático para titulares de residência portuguesa, mesmo que facilitem alguns procedimentos administrativos.

Além disso, apesar de serem úteis para quem regressa ao país de origem ou planeia uma carreira internacional, estes acordos não eliminam a necessidade de obter o visto ou autorização correta para trabalhar no território em causa.

𝗧𝗶𝗽𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝘂𝘁𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗮𝗰𝗶𝗹𝗶𝘁𝗮𝗺 𝗮 𝗺𝗼𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲

Contudo, existem dois títulos que podem simplif**ar o processo. O primeiro é a Autorização de Residência de Longa Duração UE, que, embora não permita trabalhar automaticamente noutro Estado-Membro, reduz signif**ativamente a burocracia ao solicitar uma nova autorização local. Assim, quem possui este estatuto encontra processos mais rápidos e requisitos mais previsíveis.

O segundo é o Cartão Azul UE, destinado a profissionais altamente qualif**ados. Depois de cumprir o período mínimo de residência no país emissor, torna-se possível mudar-se para outro Estado-Membro com regras simplif**adas. Ainda assim, continua obrigatório pedir um novo título laboral no país de acolhimento.

𝗗𝗲𝘀𝘁𝗮𝗰𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲𝘀𝗮 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝘀𝗲𝗿𝘃𝗶𝗰̧𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝗻𝗴𝗲𝗶𝗿𝗼

Existe, no entanto, uma exceção importante — o regime de destacamento: se uma empresa portuguesa for contratada para prestar serviços noutro país da União Europeia e te enviar como trabalhador destacado, pode ser legal exercer trabalho fora de Portugal sem precisar de nova autorização local. Para isso, a empresa deve solicitar o documento Formulário A1, que confirma que permaneces coberto pela segurança social portuguesa durante o período de destacamento.

Este destacamento é temporário, normalmente limitado a 24 meses, e implica que o contrato seja mantido com a empresa portuguesa. As tuas condições de trabalho no país de destino devem respeitar o mínimo legal desse país (salário mínimo, horas, saúde, etc.), mas a tua contribuição social continua a ser portuguesa.

𝗣𝗿𝗼𝗰𝗲𝗱𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗲𝘀𝘀𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀

Ao planear trabalhar fora de Portugal, torna-se crucial confirmar a categoria de residência detida, porque cada título implica direitos diferentes. Por isso, recomenda-se contactar previamente as autoridades de imigração do país de destino para confirmar requisitos atualizados. Além disso, é importante evitar assumir vantagens inexistentes, já que erros de interpretação frequentemente resultam em recusas de contratação.

Mesmo para quem possui títulos mais favoráveis, como o residente de longa duração UE ou o Cartão Azul, continuam a existir obrigações formais e prazos específicos. Dessa forma, o planeamento torna-se decisivo para garantir uma mobilidade laboral segura e ef**az.

𝗖𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼

Em síntese, trabalhar noutro país europeu com autorização de residência portuguesa depende essencialmente do tipo de título detido. Embora alguns estatutos facilitem a mobilidade, nenhum concede acesso laboral automático à União Europeia. Assim, a melhor estratégia envolve informação atualizada, análise prévia dos requisitos e preparação cuidadosa, garantindo uma transição profissional sem contratempos.

🟠 𝐋𝐢𝐜𝐞𝐧𝐜̧𝐚 𝐝𝐞 𝐮𝐭𝐢𝐥𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨: 𝐚 𝐢𝐧𝐜𝐨𝐞𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐚 𝐜𝐨𝐫𝐫𝐢𝐠𝐢𝐫O DL 10/2024 acabou com a obrigação de exibir a licença de utilizaç...
28/08/2026

🟠 𝐋𝐢𝐜𝐞𝐧𝐜̧𝐚 𝐝𝐞 𝐮𝐭𝐢𝐥𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨: 𝐚 𝐢𝐧𝐜𝐨𝐞𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐚 𝐜𝐨𝐫𝐫𝐢𝐠𝐢𝐫

O DL 10/2024 acabou com a obrigação de exibir a licença de utilização (ou a sua inexigibilidade) na escritura de compra e venda.

A escritura deixa de ser “posto de controlo urbanístico” e passa a focar-se só na transmissão do direito de propriedade.
Mas a montante nada foi mexido.

No CPCV, o artigo 410.º, n.º 3, do Código Civil continua a exigir reconhecimento presencial de assinaturas e certif**ação da existência da licença (ou da sua inexigibilidade). A exigência formal não foi revogada, nem expressa nem tacitamente. Celebrar contratos-promessa sem essa certif**ação é arriscar vícios de forma, nulidades e litigância fácil.

No arrendamento, mantém-se a exigência de prova da licença, nos termos do DL 160/2006 e do artigo 1070.º do Código Civil, como demonstração da aptidão do imóvel para o fim do contrato.

𝐂𝐨𝐧𝐜𝐥𝐮𝐬𝐚̃𝐨: hoje podemos vender sem exibir a licença, mas não podemos prometer vender nem arrendar sem a mesma prova formal.

O legislador simplificou o ato definitivo e esqueceu os atos preparatórios e o uso.
Falta harmonizar o sistema.

🟤 𝗢 𝘁𝗶𝘁𝘂𝗹𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗺𝗼𝗿𝗿𝗲𝘂? 𝗘𝗶𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿 𝗮𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗺𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮́-𝗹𝗮Quando alguém morre, o Estado não tem direito, ...
27/08/2026

🟤 𝗢 𝘁𝗶𝘁𝘂𝗹𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗺𝗼𝗿𝗿𝗲𝘂? 𝗘𝗶𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿 𝗮𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗺𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮́-𝗹𝗮

Quando alguém morre, o Estado não tem direito, pelo menos no imediato, a f**ar com uma parte ou a todo o dinheiro dessa pessoa que esteja depositado no banco.

Quando alguém morre, são várias as dúvidas que surgem em torno das contas bancárias. Ao contrário do que possa pensar, o Estado não f**a automaticamente com uma parte do dinheiro depositado nas contas do falecido e há forma de ter acesso a esse dinheiro e movimentar essas contas.

𝐀͟𝐥͟𝐠͟𝐮͟𝐦͟𝐚͟𝐬͟ 𝐪͟𝐮͟𝐞͟𝐬͟𝐭͟𝐨̃𝐞͟𝐬͟ 𝐦͟𝐚͟𝐢͟𝐬͟ 𝐮͟𝐬͟𝐮͟𝐚͟𝐢͟𝐬͟:

- Herdeiros pagam imposto?

- Como se movimenta a conta da pessoa falecida?

- Comunicar o óbito ao banco é obrigatório?

- Como obter informações sobre as contas bancárias?

- E quando é que o Estado f**a com o dinheiro?

Para mais informações contacte-nos.

🎚️ 𝐃𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐥𝐮𝐭𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐟𝐚𝐥𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐦𝐢𝐥𝐢𝐚𝐫: 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐬𝐚̃𝐨?
26/08/2026

🎚️ 𝐃𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐥𝐮𝐭𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐟𝐚𝐥𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐦𝐢𝐥𝐢𝐚𝐫: 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐬𝐚̃𝐨?

➡️ 𝗗𝗮𝗿 𝗮𝘂𝘁𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝗮𝗶́𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝗺𝗲𝗻𝗼𝗿 𝗱𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹Os menores de idade que residam em Portugal e vão viajar ...
25/08/2026

➡️ 𝗗𝗮𝗿 𝗮𝘂𝘁𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝗮𝗶́𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝗺𝗲𝗻𝗼𝗿 𝗱𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹

Os menores de idade que residam em Portugal e vão viajar para fora do Território Nacional, sem estar acompanhados por nenhum dos responsáveis parentais, precisam de apresentar uma autorização de saída de menor do território nacional.

Q͟ᴜ͟ᴇ͟ᴍ͟ ᴘ͟ᴏ͟ᴅ͟ᴇ͟ ᴅ͟ᴀ͟ʀ͟ ᴀ͟ᴜ͟ᴛ͟ᴏ͟ʀ͟ɪ͟ᴢ͟ᴀ͟ᴄ̧͟ᴀ̃͟ᴏ͟ ᴅ͟ᴇ͟ s͟ᴀ͟ɪ́͟ᴅ͟ᴀ͟ ᴅ͟ᴇ͟ ᴍ͟ᴇ͟ɴ͟ᴏ͟ʀ͟ ᴅ͟ᴏ͟ ᴛ͟ᴇ͟ʀ͟ʀ͟ɪ͟ᴛ͟ᴏ́͟ʀ͟ɪ͟ᴏ͟ ɴ͟ᴀ͟ᴄ͟ɪ͟ᴏ͟ɴ͟ᴀ͟ʟ͟?

Qualquer pessoa que tenha a responsabilidade parental da/o menor.

𝘘͟𝘶͟𝘢͟𝘯͟𝘥͟𝘰͟ 𝘴͟𝘦͟ 𝘱͟𝘰͟𝘥͟𝘦͟ 𝘥͟𝘢͟𝘳͟ 𝘢͟𝘶͟𝘵͟𝘰͟𝘳͟𝘪͟𝘻͟𝘢͟𝘤̧͟𝘢̃͟𝘰͟ 𝘥͟𝘦͟ 𝘴͟𝘢͟𝜄́͟𝘥͟𝘢͟ 𝘥͟𝘦͟ 𝘮͟𝘦͟𝘯͟𝘰͟𝘳͟ 𝘥͟𝘰͟ 𝘵͟𝘦͟𝘳͟𝘳͟𝘪͟𝘵͟𝘰́͟𝘳͟𝘪͟𝘰͟ 𝘯͟𝘢͟𝘤͟𝘪͟𝘰͟𝘯͟𝘢͟𝘭͟.ᐣ

Quando é necessária a autorização de saída de menor do território nacional.

A autorização de saída para menores só é necessária quando se viaja sem nenhum responsável parental.

Se a/o menor viajar apenas com um dos pais, e mesmo em casos de pais solteiros, divorciados, separados judicialmente de pessoas e bens, ou cujo casamento foi declarado nulo ou anulado, se houver responsabilidades parentais conjuntas não é necessária qualquer autorização, desde que não haja oposição do outro progenitor. Os menores emancipados também não precisam de apresentar autorização, desde que façam prova da emancipação.

𝐕͟𝐢͟𝐚͟𝐠͟𝐞͟𝐧͟𝐬͟ 𝐩͟𝐚͟𝐫͟𝐚͟ 𝐩͟𝐚͟𝛊́͟𝐬͟𝐞͟𝐬͟ 𝐟͟𝐨͟𝐫͟𝐚͟ 𝐝͟𝐨͟ 𝐄͟𝐬͟𝐩͟𝐚͟𝐜̧͟𝐨͟ 𝐒͟𝐜͟𝐡͟𝐞͟𝐧͟𝐠͟𝐞͟𝐧

A autorização deve ser apresentada sempre que:

- o menor viaje sem nenhum responsável parental
- o menor viaje com um progenitor que não tenha responsabilidades parentais

𝐕͟𝐢͟𝐚͟𝐠͟𝐞͟𝐧͟𝐬͟ 𝐝͟𝐞͟𝐧͟𝐭͟𝐫͟𝐨͟ 𝐝͟𝐨͟ 𝐄͟𝐬͟𝐩͟𝐚͟𝐜̧͟𝐨͟ 𝐒͟𝐜͟𝐡͟𝐞͟𝐧͟𝐠͟𝐞͟𝐧

Em viagens dentro do Espaço Schengen, que inclui grande parte dos países europeus, não há controlo de fronteira por parte da autoridade de fronteira responsável. No entanto, a companhia aérea deverá confirmar se tem a autorização de saída de menor. Deve confirmar com a empresa responsável pela viagem (ex. Companhia Aérea) qual o procedimento a seguir.

𝐐͟𝐮͟𝐚͟𝐢͟𝐬͟ 𝐨͟𝐬͟ 𝐝͟𝐨͟𝐜͟𝐮͟𝐦͟𝐞͟𝐧͟𝐭͟𝐨͟𝐬͟ 𝐞͟ 𝐫͟𝐞͟𝐪͟𝐮͟𝐢͟𝐬͟𝐢͟𝐭͟𝐨͟𝐬͟ 𝐩͟𝐚͟𝐫͟𝐚͟ 𝐝͟𝐚͟𝐫͟ 𝐚͟𝐮͟𝐭͟𝐨͟𝐫͟𝐢͟𝐳͟𝐚͟𝐜̧͟𝐚̃͟𝐨͟ 𝐝͟𝐞͟ 𝐬͟𝐚͟𝛊́͟𝐝͟𝐚͟ 𝐝͟𝐞͟ 𝐦͟𝐞͟𝐧͟𝐨͟𝐫͟ 𝐝͟𝐨͟ 𝐭͟𝐞͟𝐫͟𝐫͟𝐢͟𝐭͟𝐨́͟𝐫͟𝐢͟𝐨͟ 𝐧͟𝐚͟𝐜͟𝐢͟𝐨͟𝐧͟𝐚͟𝐥͟?

Para dar autorização de saída de menor do território nacional vai ter de fazer uma declaração com várias informações sobre a/o menor e da pessoa que a/o vai acompanhar na viagem, se for caso disso.

Para mais informações contate-nos.

🟢 Se tem cidadania estrangeira e quer viver e trabalhar em Portugal vai precisar de se inscrever nas Finanças e na Segur...
24/08/2026

🟢 Se tem cidadania estrangeira e quer viver e trabalhar em Portugal vai precisar de se inscrever nas Finanças e na Segurança Social.

A inscrição nas Finanças atribui um Número de Identif**ação Fiscal (NIF), que lhe permite trabalhar, abrir uma conta bancária ou cumprir as obrigações fiscais em Portugal.

A inscrição na Segurança Social atribui um Número de Identif**ação da Segurança Social (NISS), que permite aceder a direitos, como apoios e subsídios, e cumprir deveres relativos a contribuições.

Para mais informações, contacte-nos.

📍 𝗡𝗮 𝘂𝗻𝗶𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝘀𝗮̃𝗼 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗺 𝗰𝗮𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼?Embora os dois regimes estejam cada vez mais equiparad...
21/08/2026

📍 𝗡𝗮 𝘂𝗻𝗶𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝘀𝗮̃𝗼 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗺 𝗰𝗮𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼?

Embora os dois regimes estejam cada vez mais equiparados, ainda existem diferenças em questões como paternidade, separação ou morte.

O número de pessoas que vivem em união de facto tem vindo a aumentar nos últimos anos. De acordo com os Censos de 2021, há mais de um milhão de pessoas unidas de facto em Portugal. Apesar de a população casada ultrapassar os quatro milhões de pessoas, os números mostram uma tendência de crescimento nas uniões de facto e de recuo nos casamentos.
Desde 2001, o número de pessoas unidas de facto quase triplicou. Em sentido contrário, há menos um milhão de pessoas casadas.
A verdade é que a lei tem vindo a aproximar cada vez mais os dois regimes ao nível de direitos, embora ainda existam diferenças.

𝑸͟𝒖͟𝒂͟𝒊͟𝒔͟ 𝒐͟𝒔͟ 𝒅͟𝒊͟𝒓͟𝒆͟𝒊͟𝒕͟𝒐͟𝒔͟ 𝒅͟𝒂͟𝒔͟ 𝒑͟𝒆͟𝒔͟𝒔͟𝒐͟𝒂͟𝒔͟ 𝒆͟𝒎͟ 𝒖͟𝒏͟𝒊͟𝒂̃𝒐͟ 𝒅͟𝒆͟ 𝒇͟𝒂͟𝒄͟𝒕͟𝒐͟?

A lei de proteção das uniões de facto estabelece que as pessoas têm direito à proteção da casa de morada de família, bem como a beneficiar do mesmo regime aplicável a pessoas casadas em termos de férias, feriados, faltas e licenças.

Além disso, podem fazer o IRS em conjunto (como as pessoas casadas) e têm direito ao subsídio de morte e pensão de sobrevivência se um dos membros do casal falecer. Neste último caso, as entidades responsáveis pelo pagamento podem exigir provas que atestem a existência da união de facto há pelo menos dois anos.

Por fim, as pessoas unidas de facto têm ainda direito à pensão de preço de sangue e por serviços relevantes prestados ao país, quando tal se aplique.

𝑸͟𝒖͟𝒂͟𝒊͟𝒔͟ 𝒂͟𝒔͟ 𝒅͟𝒊͟𝒇͟𝒆͟𝒓͟𝒆͟𝒏͟𝒄̧𝒂͟𝒔͟ 𝒏͟𝒂͟ 𝒑͟𝒂͟𝒕͟𝒆͟𝒓͟𝒏͟𝒊͟𝒅͟𝒂͟𝒅͟𝒆͟?

No casamento, o reconhecimento do pai é automático, mas na união de facto este tem de ser feito de forma voluntária. Se tal não acontecer, há lugar a uma investigação da paternidade. Ainda assim, esta pode ser facilitada pelo facto de se assumir que o pai é a pessoa que vivia com a mãe à data da conceção.

𝑨͟𝒔͟ 𝒑͟𝒆͟𝒔͟𝒔͟𝒐͟𝒂͟𝒔͟ 𝒆͟𝒎͟ 𝒖͟𝒏͟𝒊͟𝒂̃𝒐͟ 𝒅͟𝒆͟ 𝒇͟𝒂͟𝒄͟𝒕͟𝒐͟ 𝒑͟𝒐͟𝒅͟𝒆͟𝒎͟ 𝒂͟𝒅͟𝒐͟𝒕͟𝒂͟𝒓͟?

Sim, desde que estejam a viver em união de facto há mais de quatro anos e tenham ambas mais de 25 anos.
É possível obter a nacionalidade portuguesa?

Sim. Neste capítulo, os unidos de facto têm os mesmos direitos das pessoas casadas, sendo possível pedir a nacionalidade portuguesa se a união tiver mais de três anos.

𝑸͟𝒖͟𝒂͟𝒊͟𝒔͟ 𝒐͟𝒔͟ 𝒅͟𝒊͟𝒓͟𝒆͟𝒊͟𝒕͟𝒐͟𝒔͟ 𝒆͟𝒎͟ 𝒄͟𝒂͟𝒔͟𝒐͟ 𝒅͟𝒆͟ 𝒔͟𝒆͟𝒑͟𝒂͟𝒓͟𝒂͟𝒄̧𝒂̃𝒐͟?

Ao contrário do casamento, não existe regime de bens na união de facto. Assim, em caso de separação, os bens são divididos de acordo com as regras da compropriedade ou do enriquecimento sem causa.

No primeiro caso, considera-se que os unidos de facto são proprietários de um bem na mesma proporção em que tiverem contribuído para a compra. No segundo, determina-se que quem tiver enriquecido sem justif**ação à custa do outro terá de devolver aquilo que obteve. É o que acontece, por exemplo, quando se compra algo com o dinheiro da outra pessoa.

Pode também ser feito um contrato de coabitação, no qual se estabeleça de que forma é que os bens serão divididos caso a união de facto termine.

Na falta de acordo em relação à casa, a decisão cabe ao tribunal. Este irá ter em conta as necessidades de cada uma das pessoas e o interesse dos filhos.

𝑶͟ 𝒒͟𝒖͟𝒆͟ 𝒂͟𝒄͟𝒐͟𝒏͟𝒕͟𝒆͟𝒄͟𝒆͟ 𝒂̀ 𝒄͟𝒂͟𝒔͟𝒂͟ 𝒆͟𝒎͟ 𝒄͟𝒂͟𝒔͟𝒐͟ 𝒅͟𝒆͟ 𝒎͟𝒐͟𝒓͟𝒕͟𝒆͟?

Se um dos elementos do casal morrer e for o proprietário da casa, a outra pessoa pode continuar a viver lá desde que não tenha casa própria no mesmo concelho onde residia em união de facto (nos casos de Lisboa e Porto consideram-se também os concelhos limítrofes).

Assumindo que o membro sobrevivo não tem outra habitação, pode continuar a viver naquela por cinco anos. No entanto, se a união de facto tiver durado mais do que cinco anos, a pessoa pode f**a na casa por um período igual ao da duração da união.

Em todo o caso, o tribunal pode aumentar estes prazos se o membro sobrevivo tiver prestado cuidados de saúde ao que faleceu ou se estiver em situação de carência.

Quando o prazo termina, pode f**ar na casa como arrendatário. Além disso, tem direito de preferência caso o imóvel seja posto à venda.

De resto, os membros de uma união de facto não são herdeiros legítimos um do outro. Assim, se quiserem deixar uma parte da herança à outra pessoa, devem fazer um testamento.

Para mais informações contacte-nos.

📌 𝗨𝗻𝗶𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼: 𝗖𝗮𝗿𝗮𝘁𝗲𝗿𝗶́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀, 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀A união de facto é caracterizada pela relação existente ...
20/08/2026

📌 𝗨𝗻𝗶𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼: 𝗖𝗮𝗿𝗮𝘁𝗲𝗿𝗶́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀, 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀

A união de facto é caracterizada pela relação existente entre duas pessoas que vivem como se fossem casadas, sem o ser.
A união de facto é uma relação familiar porque, à semelhança do que acontece na comunhão matrimonial, existe: a comunhão de leito, mesa e de habitação.

𝖰͟𝗎͟𝖺͟𝗇͟𝖽͟𝗈͟ 𝖾́ 𝗊͟𝗎͟𝖾͟ 𝖾͟𝗑͟𝗂͟𝗌͟𝗍͟𝖾͟ 𝗎͟𝗆͟𝖺͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖺̃𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈͟ 𝗃͟𝗎͟𝗋͟𝗂͟𝖽͟𝗂͟𝖼͟𝖺͟𝗆͟𝖾͟𝗇͟𝗍͟𝖾͟ 𝗋͟𝖾͟𝗅͟𝖾͟𝗏͟𝖺͟𝗇͟𝗍͟𝖾͟?

Em primeiro lugar, como referido acima, é necessário que haja uma comunhão de leito, de mesa e de habitação, que muitas vezes o legislador considera como sendo “viver em condições análogas às dos cônjuges".

- A comunhão de leito signif**a que a união de facto tem uma componente sexual que corresponde àquilo que no casamento traduz o “débito conjugal".

- A comunhão de mesa signif**a que há uma partilha de despesas, podendo haver também uma partilha de receitas. Contudo, basta que se partilhem as despesas inerentes à vida quotidiana.

- A comunhão de habitação signif**a que devem residir na mesma casa, a menos que haja uma razão atendível que não descaracterize a comunhão de habitação.

𝖰͟𝗎͟𝖺͟𝗇͟𝗍͟𝗈͟ 𝗍͟𝖾͟𝗆͟𝗉͟𝗈͟ 𝗍͟𝖾͟𝗆͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖽͟𝗎͟𝗋͟𝖺͟𝗋͟ 𝖺͟ 𝖼͟𝗈͟𝗆͟𝗎͟𝗇͟𝗁͟𝖺̃𝗈͟, 𝗉͟𝖺͟𝗋͟𝖺͟ 𝗌͟𝖾͟ 𝖼͟𝗈͟𝗇͟𝗌͟𝗂͟𝖽͟𝖾͟𝗋͟𝖺͟𝗋͟ 𝗊͟𝗎͟𝖾͟ 𝖾͟𝗑͟𝗂͟𝗌͟𝗍͟𝖾͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖺̃𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈͟?

De acordo com o art. 1.º/2 da Lei 7/2001, de 11 de maio, tem de durar no mínimo dois anos para que produza efeitos jurídicos. Esta duração mínima exigida serve como um sinal de estabilidade.

𝖤͟𝖿͟𝖾͟𝗂͟𝗍͟𝗈͟𝗌͟ 𝗉͟𝖾͟𝗌͟𝗌͟𝗈͟𝖺͟𝗂͟𝗌͟ 𝖽͟𝖺͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖺̃𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈

- A união de facto não gera um compromisso jurídico entre os companheiros;

- Não assumem deveres pessoais específicos, nomeadamente os deveres conjugais previstos no artigo 1672.º do CC, de fidelidade, de coabitação (fazem-no voluntariamente), de cooperação, de assistência. Não obstante, existe o dever de respeito entre a generalidade das pessoas e que poder ter uma particularidade dada a convivência dos unidos de facto. Porém, não é um dever especial da união de facto, mas sim um dever geral que conexiona todos os membros de uma comunidade;

- Não há efeitos quanto ao nome;

- Possibilidade de adquirir a nacionalidade portuguesa (art. 3.º/3 da Lei da Nacionalidade);

- Possibilidade de adoção conjunta, quando a união de facto dure há pelo menos quatro anos (art. 1979.º/1 do CC);

- Vigência de uma presunção de paternidade que funciona no âmbito da ação de investigação da paternidade (art. 1871.º/1, al. c) do CC).

Refere-se ainda relativamente à presunção de paternidade, regulada no Artigo 1826.º do Código Civil, que indica que “presume-se que o filho nascido ou concebido na constância do matrimónio tem como pai o marido da mãe” que, nas situações dos unidos de facto, esta norma não se poderá aplicar por analogia.

𝖱͟𝖾͟𝗌͟𝗉͟𝗈͟𝗇͟𝗌͟𝖺͟𝖻͟𝗂͟𝗅͟𝗂͟𝖽͟𝖺͟𝖽͟𝖾͟𝗌͟ 𝗉͟𝖺͟𝗋͟𝖾͟𝗇͟𝗍͟𝖺͟𝗂͟𝗌͟ 𝗇͟𝗈͟𝗌͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖽͟𝗈͟𝗌͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈

De acordo com o artigo 1911.º do CC, o legislador determina que se aplica o regime de casamento ao exercício das responsabilidades parentais de filho de duas pessoas que vivam em união de facto. Em suma, signif**a isto que, enquanto a união de facto dura, o regime aplicável é o da vigência do casamento, e quando cessa a união de facto aplica-se o regime previsto para a cessação do casamento (art. 1905.º e ss do CC).

𝖣͟𝗂͟𝗋͟𝖾͟𝗂͟𝗍͟𝗈͟𝗌͟ 𝗅͟𝖺͟𝖻͟𝗈͟𝗋͟𝖺͟𝗂͟𝗌͟ 𝖽͟𝗈͟𝗌͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖽͟𝗈͟𝗌͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈

Quando os companheiros trabalhem na mesma empresa, podem marcar férias no mesmo período, como os casados, salvo se causar um prejuízo para a empresa (art. 241.º/7 do Código de Trabalho)

Quanto ao regime de faltas, existe a possibilidade de faltar justif**adamente em certos casos para prestar assistência ao unido de facto (art. 252.º do Código de Trabalho e art. 134.º/2, al. i) e 3 da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas).

Para mais informações contacte-nos.

🟤 𝗘𝗺 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹, 𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗮𝘃𝗼́𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗺 𝘃𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗰𝗮𝘀𝗮𝘀 “𝗱𝗶𝗿𝗲𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲” 𝗮𝗼𝘀 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗼𝘀 𝗼𝘂 𝗻𝗲𝘁𝗼𝘀Na hora de vender um imóvel, em ...
19/08/2026

🟤 𝗘𝗺 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹, 𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗮𝘃𝗼́𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗺 𝘃𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗰𝗮𝘀𝗮𝘀 “𝗱𝗶𝗿𝗲𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲” 𝗮𝗼𝘀 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗼𝘀 𝗼𝘂 𝗻𝗲𝘁𝗼𝘀

Na hora de vender um imóvel, em vez de colocar a casa no mercado, um proprietário pode decidir fazer negócio com um familiar. Nomeadamente, pode decidir vender a casa a um filho ou a um neto. Mas esta situação, tal como acontece por vezes com a gestão das heranças, pode gerar conflitos e até desgostos no seio dos agregados. Além disso, pode correr-se o risco de desrespeitar o que está previsto na lei sobre a venda de imóveis a filhos ou netos.
Para ajudar a evitar chatices ou mesmo problemas mais sérios, explicamos agora, com fundamento legal, como se deve proceder neste tipo de transações imobiliárias.

Desde cedo, a lei e o ordenamento jurídico perceberam que o negócio de venda de bens imóveis de pais e avós para filhos e netos merecia uma especial atenção, não só pelo fato de se tornar uma problemática atual na vida das famílias portuguesas, mas também pelo fato de este negócio muitas das vezes ter como principal objetivo fugir à legalidade.

𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐢𝐳 𝐚 𝐥𝐞𝐢 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐚 𝐯𝐞𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐛𝐞𝐧𝐬 𝐢𝐦𝐨́𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐚𝐯𝐨́𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐞 𝐧𝐞𝐭𝐨𝐬?

Esta matéria está prevista no artigo 877.º do Código Civil Português que prescreve no seu n.º 1 que "os pais e avós não podem vender a filhos ou netos, se os outros filhos ou netos não consentirem na venda; o consentimento dos descendentes, quando não possa ser prestado ou seja recusado, é suscetível de suprimento judicial".

Este artigo diz-nos que a venda de bens imóveis de pais para filhos e avós para netos carece do consentimento dos outros filhos e netos, e que, na falta deste consentimento quer por incapacidade ou mesmo por recusa, os interessados poderão recorrer ao Tribunal e este por sua vez, usará a sua autoridade para prover esta falta de consentimento.
𝖰͟𝗎͟𝖺͟𝗅͟ 𝗌͟𝖾͟𝗋͟𝖺́͟ 𝖺͟ 𝗋͟𝖺͟𝗓͟𝖺̃͟𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝗌͟𝖾͟𝗋͟ 𝖽͟𝖾͟𝗌͟𝗍͟𝖾͟ 𝖺͟𝗋͟𝗍͟𝗂͟𝗀͟𝗈͟ 𝗌͟𝗈͟𝖻͟𝗋͟𝖾͟ 𝖺͟ 𝗏͟𝖾͟𝗇͟𝖽͟𝖺͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝗂͟𝗆͟𝗈́͟𝗏͟𝖾͟𝗂͟𝗌͟ 𝖺͟ 𝖽͟𝖾͟𝗌͟𝖼͟𝖾͟𝗇͟𝖽͟𝖾͟𝗇͟𝗍͟𝖾͟𝗌͟?

No fundo o que a lei aqui pretende é proteger a expetativa dos demais filhos e/ou netos em situações em que estes se encontram em desvantagem face a qualquer tipo de favoritismo. E isto é assim porque por força do disposto no artigo 287.º do Código Civil só têm legitimidade para arguir a anulabilidade as pessoas em cujo interesse a lei estabelece, e no caso da venda a um dos filhos, a legitimidade para a ação assiste aos filhos ou netos cujo consentimento 𝗇͟𝖺̃͟𝗈͟ 𝖿͟𝗈͟𝗂͟ 𝗈͟𝖻͟𝗍͟𝗂͟𝖽͟𝗈͟, 𝗇͟𝗈͟𝗌͟ 𝗍͟𝖾͟𝗋͟𝗆͟𝗈͟𝗌͟ 𝖽͟𝗈͟ 𝖺͟𝗋͟𝗍͟𝗂͟𝗀͟𝗈͟ 𝟪͟𝟩͟𝟩͟.º͟, 𝗇͟.º͟ 𝟤͟ 𝖽͟𝗈͟ 𝖢͟𝗈́͟𝖽͟𝗂͟𝗀͟𝗈͟ 𝖢͟𝗂͟𝗏͟𝗂͟𝗅͟.

A outra razão de ser deste artigo deve-se ao fato de a lei tentar evitar ao máximo as vendas simuladas em prejuízo das legítimas dos filhos/ou netos nos casos em que se entende que a simulação seria mais difícil de provar, considerando-se como tal a venda de pais e avós para filhos ou netos.
͟ ͟ 𝖰͟𝗎͟𝖺͟𝗅͟ 𝗈͟ 𝗉͟𝗋͟𝖺͟𝗓͟𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖺͟𝗇͟𝗎͟𝗅͟𝖺͟𝖼̧͟𝖺̃͟𝗈͟ 𝖽͟𝖺͟ 𝗏͟𝖾͟𝗇͟𝖽͟𝖺͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝗂͟𝗆͟𝗈́͟𝗏͟𝖾͟𝗂͟𝗌͟ 𝖺͟ 𝖿͟𝗂͟𝗅͟𝗁͟𝗈͟𝗌͟ 𝗈͟𝗎͟ 𝗇͟𝖾͟𝗍͟𝗈͟𝗌͟?

De acordo com o n.º 2 do artigo 877.º do Código Civil esta ação de anulação pode ser proposta dentro do prazo de um ano a contar do conhecimento da celebração do contrato ou do termo de incapacidade, se estivermos perante pessoa incapaz.
͟ 𝖮͟ 𝗊͟𝗎͟𝖾͟ 𝖽͟𝖾͟𝗏͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝗓͟𝖾͟𝗋͟ 𝗊͟𝗎͟𝖾͟𝗆͟ 𝖾͟𝗌͟𝗍͟𝗂͟𝗏͟𝖾͟𝗋͟ 𝖾͟𝗆͟ 𝗎͟𝗆͟𝖺͟ 𝗌͟𝗂͟𝗍͟𝗎͟𝖺͟𝖼̧͟𝖺̃͟𝗈͟ 𝗂͟𝖽͟𝖾̂͟𝗇͟𝗍͟𝗂͟𝖼͟𝖺͟?

Como vimos a lei proíbe o ascendente de vender, não porque a venda em si seja contrária ao interesse público ou a qualquer outro interesse, mas porque se receia que, em vez de vender, este esteja a fazer uma doação em vida. Ora, sendo assim, a lei exige uma fiscalização prévia, tendo em vista garantir que a venda não é simulada.

“Por isso aconselha-se, contate o seu solicitador ou advogado e exponha a sua situação a fim de ter um acompanhamento mais pormenorizado”.

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18/08/2026

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