01/09/2026
Até sempre, meu amigo Cavalheiro.
Hoje partiu demasiado cedo um amigo. Um jovem artista de enorme talento, pintor, criador, inquieto, irreverente e sempre cheio de ideias.
Conheci também de perto essa sua capacidade de imaginar e criar. Entre vários projectos que fizemos juntos, quando estava na Junta, ajudou-nos a pensar, conceber e concretizar o BioArtes, deixando aí muito da sua criatividade e da sua forma diferente de olhar para os espaços, para a arte e para a nossa terra.
Éramos ideologicamente diferentes. E talvez isso torne algumas memórias ainda mais especiais. Porque nunca foi isso que nos impediu de conversar, de partilhar ideias ou de pensar Pombal.
O Cavalheiro estava sempre a aparecer com uma ideia nova, um projeto, uma provocação, uma daquelas “cenas” que imaginava que podiam tornar Pombal diferente, mais criativo, mais vivo. Pensava Pombal à maneira dele. E gostava genuinamente da nossa terra (região).
Hoje custa aceitar que já não haverá mais uma conversa, mais uma ideia inesperada, mais um projeto para discutir.
Mas f**a a amizade, as memórias, as suas obras e tudo aquilo que criou.
E f**a, sobretudo, a lembrança de alguém que passou por cá demasiado depressa, mas que deixou marca.
Até sempre, Cavalheiro.
Pombal e a região f**am também um pouco mais pobres sem a tua criatividade.