28/03/2025
Estamos confrontados com a necessidade de eleger uma ou um bastonário para a nossa Ordem. Nisto não há, nem pode haver, neutralidades nem indiferenças, sendo necessário escolher, o que representa tomar posição.
Pertenço a um grupo de advogados que decidiu nestas eleições não tomar partido por nenhuma candidatura e não apoiar ninguém. Cumprindo isso, importa distinguir o voto individual que ao caso não pode ser neutro, nem branco ou inválido, porque nesta situação tal voto representaria tomar uma posição retraída, demissionária, e isso não quero.
Aqui chegados, temos dois candidatos para o mais alto cargo da Ordem. E temos as posições extremadas vistas e lidas desde ontem. O debate acutilante é salutar, já a pessoalização torna-o num ataque baixo e na verdade todos somos advogados em igualdade de respeito e consideração. Ninguém na nossa Ordem pode ser diabolizado ou ostracizado apesar das diferenças. Nem gosto de truques, golpes e indecisos sem verticalidade. Não me identifico nem dou créditos a nenhum dos dois, mas tenho que decidir para que outros não o façam por mim, e neste caso, na dúvida, votarei para que a bastonária incumbente não renove o mandato e a oportunidade perdidos porque afinal nem o merece, em contraposição com o candidato em quem votarei. Sendo um voto contra, é, ainda assim, um voto por algo diverso.
Ai tanta falta fazem homens e mulheres grandes, aglutinadores, com fibra, visão, influência, desprendidos, entregues à missão, timoneiros, prestigiantes, amantes da ordem que à Ordem tanta falta faz.
Um abraço a todos quantos votarão em verdadeira consciência do nosso bem colectivo.