24/07/2024
A Mentira da CNE Teve Pernas Muito Curtas
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Recentemente, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) afirmou que a decisão de desqualificar a candidatura da Coligação Aliança Democrática (CAD) foi unânime. No entanto, Salomão Moyane, membro da CNE indicado pelo próprio Filipe Nyusi, veio a público desmentir essa declaração.
Em uma entrevista ao Canal de Moçambique, Moyane declarou que ele não votou a favor da desqualificação da CAD, afirmando que "inventaram histórias sobre a queda da CAD quando souberam que era do Venâncio". Ele destacou que a decisão da CNE é ilegal, contrariando os princípios do Direito Eleitoral e as decisões do Conselho Constitucional.
Segundo Moyane, nesta fase do processo, já não é legalmente possível rejeitar a candidatura da CAD. A candidatura já tinha sido aprovada e publicada no Boletim da República, o que a torna regular mesmo que houvesse alguma irregularidade inicial. A descoberta tardia de que a CAD era do Venâncio Mondiane levou à invenção de uma narrativa de última hora para justificar a desqualificação.
Além disso, apresentamos documentos que a CNE afirmou não ter recebido. Provamos que esses documentos foram enviados e recebidos mais de uma vez. A CNE fingiu ter perdido esses documentos, revelando uma tentativa clara de manipular o processo eleitoral e enganar o povo. Agora, tudo faz sentido.
Senhoras e senhores, a CAD está e sempre esteve organizada. As narrativas de uma CAD desorganizada foram fabricadas pela própria CNE para manipular a opinião pública e fazer com que as pessoas aceitassem pacificamente essa injustiça, favorecendo aqueles que temem competir em pé de igualdade com Venâncio.
Hans Kelsen, renomado jurista, afirmou que "a democracia só pode florescer onde há transparência e responsabilidade". Quando essas qualidades são subvertidas por mentiras e manipulações, a própria essência da democracia es