Provedor de Justiça de Moçambique

Provedor de Justiça de Moçambique Órgão do Estado que tem como função a garantia dos direitos dos cidadãos e a defesa da legalidade.

O artigo 255 da Constituição da República de Moçambique de 2004 institui o Provedor de Justiça, órgão que tem como função a garantia dos direitos dos cidadãos, a defesa da legalidade e da justiça na actuação da Administração Pública. O artigo 2 da Lei n.º 7/2006, de 16 de Agosto, estabelece que as funções do Provedor de Justiça exercem-se no âmbito da actividade da Administração Pública a nível ce

ntral, provincial, distrital e local, bem como municipal, das forças de defesa e segurança, institutos públicos, das empresas públicas e concessionárias de serviços públicos, das sociedades com capital maioritariamente público, dos serviços de exploração de bens de domínio publico. Além disso, nos termos do artigo 17 da Lei 7/2006 de 16 de Agosto, mantêm relacionamento inter-orgânico com o Presidente da República, Primeiro-Ministro e Ministros; Presidente da Assembleia da República e as Comissões de Trabalho da Assembleia da República; os Presidentes dos Conselhos Superiores das Magistraturas Judicial e do Ministério Público, Presidentes do Conselho Constitucional e do Tribunal Administrativo;Governadores Provinciais, Administradores Distritais, Chefes de Postos Administrativos e de Povoações, Presidentes dos Conselhos Municipais e as Autoridades Tradicionais. O n° 1 do artigo 3 da Lei n.º 7/2006, de 16 de Agosto, plasma que “Os cidadãos, individual ou colectivamente, podem apresentar petições, queixas ou reclamações por actos ou omissões dos poderes públicos ao Provedor de Justiça, que as aprecia, sem poder decisório, dirigindo aos órgãos competentes as necessárias recomendações para prevenir e reparar as injustiças”. Estes direitos são extensos aos estrangeiros apátridas. É de ressaltar que as actividades do Provedor de Justiça podem ser exercidas por iniciativa própria, nos casos de violação dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos e, independente dos meios graciosos e contenciosos previstos na Constituição da República e na lei (vide n° 2 do artigo 3 da Lei n.º 7/2006, de 16 de Agosto).

ESCLARECIMENTO PÚBLICO | PROVEDORIA DE JUSTIÇANo exercício das suas atribuições constitucionais e legais de defesa dos d...
11/05/2026

ESCLARECIMENTO PÚBLICO | PROVEDORIA DE JUSTIÇA

No exercício das suas atribuições constitucionais e legais de defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, o Provedor de Justiça tem vindo a registar, de forma recorrente, um número significativo de pedidos de intervenção relacionados com a não execução de sentenças judiciais proferidas pelos tribunais, muitas das quais já transitadas em julgado.

As exposições recebidas revelam uma preocupação legítima dos cidadãos que, após obterem decisões favoráveis em sede judicial como condenações ao pagamento de indemnizações ou ao cumprimento de determinadas obrigações constatam, com frustração, a ausência de resultados práticos, traduzida no não recebimento do que lhes foi reconhecido como direito.

Importa, contudo, esclarecer, com rigor institucional, que a Provedoria de Justiça não possui competência para intervir em matérias de natureza jurisdicional ou processual, nem para substituir os tribunais na condução dos processos. Nos termos da Constituição da República e da Lei n.º 10/2023, de 21 de Julho, o Provedor de Justiça actua na esfera da legalidade administrativa, não podendo interferir na independência dos tribunais, nem determinar a prática de actos processuais no âmbito de processos judiciais.

Não obstante, a análise das queixas permite identificar um equívoco recorrente quanto ao funcionamento do sistema judicial, particularmente no que respeita à fase posterior à prolação da sentença.
Uma sentença considera-se transitada em julgado quando se torna definitiva, isto é, quando já não admite recurso ordinário, quer por decurso do prazo legal sem interposição de recurso, quer por decisão final sobre os recursos apresentados. A partir desse momento, o direito reconhecido pelo tribunal torna-se juridicamente exigível.

Todavia, contrariamente à percepção generalizada, o trânsito em julgado não implica a execução automática da decisão pelo tribunal. O ordenamento jurídico moçambicano, à semelhança de outros sistemas de matriz civilista, assenta no princípio do impulso processual das partes, segundo o qual cabe ao titular do direito reconhecido promover os actos necessários à sua efectivação.

Assim, quando a parte condenada não cumpre voluntariamente o determinado na sentença, não se desencadeia, de forma automática, qualquer mecanismo coercivo por iniciativa do tribunal. Torna-se necessário instaurar um processo de execução, que constitui uma acção autónoma, destinada a assegurar o cumprimento forçado da decisão judicial.

Este processo tem como fundamento a própria sentença transitada em julgado, que funciona como título executivo, devendo para o efeito ser obtida a respectiva certidão de sentença junto do tribunal. A execução pode envolver diversas medidas coercivas legalmente previstas, tais como a penhora de bens, o bloqueio de contas bancárias ou outras formas de satisfação do crédito reconhecido.

Para a instauração do processo executivo, é necessário reunir os pressupostos legais, designadamente a existência de título executivo válido, a identificação do devedor e a quantificação da obrigação a cumprir, sendo, em regra, indispensável o recurso aos serviços de um advogado ou assistente jurídico, que assegure a adequada tramitação do processo.

Importa ainda esclarecer que a ausência de informação, por parte dos tribunais, quanto aos passos subsequentes à leitura da sentença não decorre de omissão intencional ou negligência, mas antes da própria natureza e limites da função jurisdicional. O juiz está vinculado ao princípio da imparcialidade e da equidistância entre as partes, devendo decidir com base nos factos e no direito, não lhe sendo permitido assumir um papel de aconselhamento jurídico individualizado a qualquer das partes.

A prestação de orientação específica sobre os actos processuais a praticar, como seja a instauração de um processo executivo, insere-se no domínio da assistência jurídica, que deve ser assegurada por advogados, assistentes jurídicos ou pelos mecanismos de patrocínio judiciário previstos na lei. Caso os tribunais assumissem tal função, poderia colocar-se em causa o princípio da igualdade das partes e a própria neutralidade do julgador.

A recorrência de queixas nesta matéria evidencia, igualmente, a necessidade de reforço da literacia jurídica dos cidadãos, sobretudo quanto às diferentes fases do processo judicial e aos mecanismos disponíveis para a efectivação dos seus direitos. A leitura da sentença, ainda que favorável, não esgota o percurso necessário à concretização do direito reconhecido, podendo ser exigida a adopção de diligências adicionais por parte do interessado.

Neste contexto, importa compreender que a não execução imediata da sentença não decorre, necessariamente, de inércia ou omissão do tribunal, mas antes da própria estrutura do sistema processual, que exige iniciativa da parte interessada para desencadear a fase executiva.

A Provedoria de Justiça reafirma o seu compromisso com a promoção da legalidade, da justiça e da boa administração, continuando a desempenhar o seu papel de orientação e encaminhamento dos cidadãos, dentro dos limites das suas competências legais, contribuindo para uma melhor compreensão do funcionamento das instituições e para o fortalecimento do Estado de Direito.

PROVEDOR DE JUSTIÇA VISITA NAMPULASaiba mais, nos detalhes abaixo:
11/05/2026

PROVEDOR DE JUSTIÇA VISITA NAMPULA

Saiba mais, nos detalhes abaixo:

Ismael Mussá profere palestra na Provedoria de JustiçaNo âmbito do fortalecimento das suas parcerias, visando uma célere...
06/05/2026

Ismael Mussá profere palestra na Provedoria de Justiça

No âmbito do fortalecimento das suas parcerias, visando uma célere defesa de direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, a Provedoria de Justiça tem desenvolvido debates internos, com diferentes individualidades (académicos, analistas e demais especialistas).
Para falar sobre “Assimetrias estruturais no acesso à justiça e na defesa da legalidade pelo estado”, o órgão acolhe, na próxima terça-feira, dia 12 de Maio, um debate (interno), a ser orientado pelo Académico Ismael Mussá.

FELIZ 1 DE MAIO
01/05/2026

FELIZ 1 DE MAIO

PROVEDOR DE JUSTIÇA ESCLARECE ESTUDANTES DA UNIRIS SOBRE O SEU PAPEL NA CONSOLIDAÇÃO DO ESTADO DE DIREITONo quadro da vi...
25/04/2026

PROVEDOR DE JUSTIÇA ESCLARECE ESTUDANTES DA UNIRIS SOBRE O SEU PAPEL NA CONSOLIDAÇÃO DO ESTADO DE DIREITO

No quadro da visita que efectuou esta semana à província de Cabo Delgado, o Provedor de Justiça, Isaque Chande, proferiu uma palestra dirigida aos estudantes da Universidade IRIS (UNIRIS), na cidade de Pemba, subordinada ao tema “O papel do Provedor de Justiça na consolidação do Estado de Direito Democrático”.
A iniciativa tinha como objectivo explicar aos estudantes daquela instituição de ensino superior o seu papel na garantia do respeito pela lei, bem como pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, assegurando, assim, a dignidade da pessoa humana.
Calmos e serenos, os estudantes, os docentes e o corpo directivo, acompanharam atentamente a explanação de Isaque Chande, que destacou, de forma clara, que o papel do Provedor de Justiça é garantir que os serviços da Administração Pública sejam mais sensíveis e eficazes na resolução dos problemas dos cidadãos, ressalvando, no entanto, que a direcção e orientação da actividade da Administração Pública competem ao Governo, cabendo ao órgão que dirige apenas a sua fiscalização.
Segundo Isaque Chande, a intervenção multiforme do Provedor de Justiça contribui para o respeito dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, promover a boa administração, assegurando o cumprimento das normas jurídicas e os elementos extrajurídicos que regem a actuação administrativa, o que concorre para maior justiça, equidade, eficácia e eficiência na prossecução do interesse público.
O Provedor de Justiça referiu ainda que, no exercício da sua competência de fiscalização sucessiva da constitucionalidade das leis e da legalidade dos actos normativos do Governo, a instituição reforça o princípio da separação de poderes, funcionando como um freio a possíveis investidas arbitrárias dos poderes públicos contra a Constituição da República, contribuindo, também, deste modo, na consolidação do Estado de Direito Democrático que se está a construir.
Chande enfatizou que o Provedor de Justiça concretiza o seu dever constitucional, de garantir os direitos dos cidadãos, a defesa da legalidade e da justiça na actuação da Administração Pública, através da recepção de queixas ou petições dos cidadãos que se sintam lesados por acções ou omissões da Administração Pública, podendo, igualmente, por iniciativa própria, prevenir ou promover a reparação de violações de direitos, sendo esta a sua principal função constitucional.
Noutra vertente, o Provedor de Justiça exerce o controlo e fiscalização da actividade da Administrativa Pública, emitindo recomendações tanto em casos concretos como em questões de carácter geral relacionadas com o funcionamento das instituições, com vista à melhoria da prestação de serviços ao cidadão.
Destacou ainda que a instituição contribui para o aumento da acessibilidade dos cidadãos à justiça constitucional, ao apreciar queixas sobre normas inconstitucionais e, quando necessário, requerer a declaração da sua inconstitucionalidade, contribuindo para a conformidade do ordenamento jurídico com a Constituição.
“O Provedor de Justiça promove igualmente a participação política dos cidadãos, aproximando-os da Administração Pública, levando as suas preocupações e interesses aos poderes públicos e buscando respostas às suas inquietações. Neste sentido, actua como mediador entre o Estado e a sociedade, contribuindo assim, para a construção do diálogo cidadão-poderes públicos, dando corpo ao princípio da máxima abertura da Administração Pública”, disse.

SOCIEDADE CIVIL DENUNCIA SITUAÇÃO CRÍTICA DAS CRIANÇAS DESLOCADAS E PEDE INTERVENÇÃO DO PROVEDOR DE JUSTIÇAOrganizações ...
23/04/2026

SOCIEDADE CIVIL DENUNCIA SITUAÇÃO CRÍTICA DAS CRIANÇAS DESLOCADAS E PEDE INTERVENÇÃO DO PROVEDOR DE JUSTIÇA

Organizações da Sociedade Civil (OSC) submeteram, esta quarta-feira, 22 de Abril, na cidade de Pemba, ao Provedor de Justiça, um posicionamento conjunto relativo à situação das crianças deslocadas na província de Cabo Delgado.
Trata-se de 121 Organizações da Sociedade Civil e 17 Activistas, distribuídos por todo o país, liderados pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) e pela Plataforma da Sociedade Civil de Cabo Delgado (FOCAD), que solicitam a intervenção do Provedor de Justiça, no âmbito do seu mandato constitucional, para acompanhar e monitorar a situação dos direitos das crianças deslocadas naquela parcela do país, bem como reforçar a advocacia institucional para a adopção de medidas urgentes que garantam a protecção efectiva das crianças afectadas pelo conflito armado.
O documento, entregue pela Coordenadora provincial da FDC, Benedita Langa, resulta de uma análise aprofundada sobre o impacto prolongado do conflito armado na vida de milhares de crianças, cujos direitos continuam a ser gravemente violados.
No posicionamento, as organizações referem que as crianças enfrentam deslocamentos forçados, desnutrição, interrupção do acesso à educação, violência, exploração e abuso sexual, uniões prematuras e, em casos extremos, associação a forças e grupos armados.
As organizações acreditam que a intervenção do Provedor de Justiça poderá ser determinante na promoção da justiça, na defesa dos direitos humanos dos deslocados e na salvaguarda do superior interesse da criança.
Refira-se que as crianças da província de Cabo Delgado encontram-se em situação de elevada vulnerabilidade, devido a vários factores, incluindo o terrorismo, que as coloca na condição de deslocadas, comprometendo o acesso à habitação, educação, alimentação e segurança.
O documento, para além de expor os problemas, apresenta também recomendações visando a melhoria do bem-estar das crianças.

PROVEDORIA DE JUSTIÇA E PARCEIROS REFLECTEM SOBRE IMPLICAÇÕES DA RETOMA DO PROJECTO MOZAMBIQUE LNG EM CABO DELGADOA Prov...
22/04/2026

PROVEDORIA DE JUSTIÇA E PARCEIROS REFLECTEM SOBRE IMPLICAÇÕES DA RETOMA DO PROJECTO MOZAMBIQUE LNG EM CABO DELGADO

A Provedoria de Justiça, em conjunto com representantes do Governo, sector privado, comunidades locais, sociedade civil e parceiros internacionais, reuniu-se, no dia 21 de Abril, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, numa mesa-redonda, para reflectir sobre as implicações da retoma do projecto Mozambique LNG para o país e, em particular, para a população daquela província do norte.
A retoma das operações do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL), na península de Afungi, levanta expectativas significativas quanto à geração de receitas públicas, criação de emprego, desenvolvimento empresarial e dinamização das economias locais. No entanto, especialistas alertam que, sem uma preparação adequada das instituições, do sector privado nacional e das comunidades locais, existe o risco de os benefícios se distribuírem de forma desigual, alimentando frustrações, tensões sociais e até potenciais conflitos.
A mesa-redonda, enquadrada no Programa Acesso à Justiça, tinha como objectivo promover uma reflexão crítica e inclusiva sobre as oportunidades, desafios e implicações da retoma das actividades do projecto Mozambique LNG, com enfoque na identificação de capacidades e condições necessárias para a maximização dos benefícios para o país e, em particular, para a população da província de Cabo Delgado.
Durante o encontro, foram debatidos mecanismos de governação transparente, prestação de contas, identificação de políticas e acções concretas que assegurem a transformação dos recursos de gás natural em desenvolvimento sustentável, destacando-se a necessidade de alinhar expectativas com a realidade.
Os intervenientes analisaram também as capacidades locais e nacionais para o aproveitamento das oportunidades geradas, bem como os riscos sociais, económicos e ambientais associados ao projecto, incluindo potenciais fontes de conflito, bem como os mecanismos de diálogo entre as diferentes partes.
Avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares norte-americanos, o projecto Mozambique LNG é considerado o maior investimento estrangeiro de sempre em Moçambique. A sua implementação poderá posicionar o país como um actor estratégico no mercado global de gás natural liquefeito, num contexto de crescente procura por fontes alternativas de energia.
Espera-se que a iniciativa contribua para o reforço da confiança entre as partes, para a prevenção de conflitos e construção de uma visão comum que permita o gás natural se torne, efectivamente, um catalisador de crescimento económico, coesão social e paz duradoura no país.

CABO DELGADO: FALE DIRECTAMENTE COM O PROVEDOR DE JUSTIÇA.
18/04/2026

CABO DELGADO:
FALE DIRECTAMENTE COM O PROVEDOR DE JUSTIÇA.

VÍTIMAS DAS INUNDAÇÕES EM BOANE REPÕEM DOCUMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO PERDIDOS Numa iniciativa inserida no âmbito do Progra...
15/04/2026

VÍTIMAS DAS INUNDAÇÕES EM BOANE REPÕEM DOCUMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO PERDIDOS

Numa iniciativa inserida no âmbito do Programa Promovendo o Acesso à Justiça, implementado pela Provedoria de Justiça (PJ), Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) e Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), com apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos, realizou-se recentemente, na localidade de Gueguegue, distrito de Boane, província de Maputo, uma Feira de Direitos Humanos e Acesso à Justiça.
A feira teve lugar na Escola Básica 19 de Outubro, no bairro Filipe Samuel Magaia, e destinou-se às comunidades reassentadas afectadas pelas inundações decorrentes das chuvas intensas, que provocaram o desalojamento de várias famílias para centros de acolhimento, tendo muitas dessas pessoas perdido seus documentos essenciais, como o Bilhete de Identificação Civil e as certidões de nascimento.
Para além das brigadas de identificacao civil e registo e notariado, foram destacadas igualmente disponibilizados serviços de assistência e orientação juridica às vitimas, sobre os mecanismos de reclamação e encaminhamento de casos para as instituições competentes, bem como os serviços de saúde, que prestaram aconselhamento, triagem e encaminhamento para unidades sanitárias.
Cerca de cinco dezenas de pessoas visitaram o stand da Provedoria de Justiça. Entre os visitantes destacaram-se os membros das comunidades, os alunos e outros curiosos que se encontravam no local, tendo sido prestadas explicações sobre o funcionamento e o papel do Provedor de Justiça, órgão do Estado responsável por garantir os direitos dos cidadãos e assegurar a legalidade e a justiça na actuação da Administração Pública.
Durante a feira, a equipa da Provedoria de Justiça forneceu informações detalhadas sobre as atribuições e procedimentos do órgão, esclareceu dúvidas apresentadas pelos visitantes e distribuiu material informativo, incluindo brochuras e folhetos, garantindo o acesso a conteúdos claros e completos sobre os serviços prestados.
O principal objectivo da iniciativa é contribuir para o reforço de um mecanismo de acesso à justiça que reduza as barreiras burocráticas, permitindo que as vítimas das cheias recuperem a sua identidade jurídica e acedam a serviços basicos de cidadania num único local de atendimento.
O acesso ao documento de identificação civil, é considerado a “porta de entrada” para todos os outros direitos fundamentais, sendo que a sua perda em contextos de catástrofes naturais como as cheias, aprofunda a exclusão social e a invisibilidade do cidadão perante o Estado.

Provedor de Justiça recebe estudantes de Direito da WUTIVINo âmbito das relações de cooperação, existentes entre as part...
13/04/2026

Provedor de Justiça recebe estudantes de Direito da WUTIVI

No âmbito das relações de cooperação, existentes entre as partes, o Digníssimo Provedor de Justiça, Isaque Chande, recebeu, no passado dia 10 de Abril, um universo de quarenta estudantes do Curso de Licenciatura em Direito, oriundos da Universidade Wutivi.

Num evento que serviu para partilhar informações relevantes sobre a gênese de criação e funcionamento da instituição, Isaque Chande desafiou para que os mesmos fundamentassem sua formação nos pilares da legalidade, justiça e sentido de Estado, porquanto, só dessa forma serão parte da construção de um verdadeiro Estado de Direito Democrático.

O Provedor de Justiça fez uma breve radiografia sobre os desafios que apoquentam o país, desde a corrupção, ineficácia dos serviços públicos, atendimentos que não respeitam os direitos dos cidadãos, assim como a urgente necessidade de divulgar as diversas legislações, para que os cidadãos saibam mais sobre os direitos que lhes são garantidos pela Lei-mãe e demais leis.

A Coordenadora da Provedoria de Justiça, Felismina Muhacha explicou sobre o ciclo de tratamento de uma queixa, para que os estudantes compreendessem um pouco sobre a tramitação processual, desde a submissão da queixa, até o seu encerramento.

Em representação da sua turma, o Professor Joaquim Vaz valorizou a abertura da Provedoria de Justiça, por “revelar-se uma instituição aberta ao público”, e consequentemente um alicerce para o processo do ensino e aprendizagem, dos estudantes daquela instância de Ensino Superior.

PROVEDORIA DE JUSTIÇA E CTA BUSCAM SOLUÇÕES QUE PROMOVAM AMBIENTE DE NEGÓCIOS MAIS JUSTO E COMPETITIVONuma altura em que...
09/04/2026

PROVEDORIA DE JUSTIÇA E CTA BUSCAM SOLUÇÕES QUE PROMOVAM AMBIENTE DE NEGÓCIOS MAIS JUSTO E COMPETITIVO

Numa altura em que o ambiente de negócios em Moçambique continua a enfrentar desafios estruturais que comprometem a competitividade, a confiança e o investimento, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) realizou hoje, 9 de Abril, em parceria com a Provedoria de Justiça, um business breakfast, uma plataforma de reflexão conjunta orientada para soluções concretas que promovam um ambiente de negócios mais justo, transparente e competitivo.
O encontro tinha como objectivo promover uma compreensão clara, por parte do sector privado, do mandato, das competências e dos mecanismos de actuação do Provedor de Justiça, a identificação de práticas administrativas que afectam negativamente o ambiente de negócios, com vista à sua correcção, bem como o fortalecimento da confiança institucional entre o sector privado e os órgãos do Estado, condição indispensável para o desenvolvimento económico e social do país.
Entre os principais constrangimentos apontados pelos agentes económicos, com impacto directo no custo de fazer negócios, na atracção de investimento e na capacidade do sector privado de gerar emprego, renda e desenvolvimento económico sustentável, destacam-se a excessiva burocracia e a complexidade dos procedimentos administrativos, a morosidade na tramitação de processos, a insegurança jurídica, a imprevisibilidade das decisões administrativas e, em alguns casos, práticas abusivas que fragilizam a relação entre o Estado e o sector privado, incluindo a corrupção.
As duas instituições estão convictas de que, através de um diálogo aberto e permanente, será possível transformar desafios em oportunidades e fortalecer as bases para um crescimento económico inclusivo e sustentável. A CTA acredita que o Provedor de Justiça pode funcionar como um verdadeiro mecanismo de equilíbrio institucional, promovendo a mediação eficaz de conflitos, assegurando a correcção de injustiças administrativas e contribuindo para a consolidação de uma cultura de legalidade e boa governação.
Intervindo na sessão de abertura do business breakfast, Vice-presidente da CTA, Onório Boane, destacou o papel central do Provedor de Justiça enquanto guardião dos direitos dos cidadãos, incluindo as empresas, enquanto cidadãos colectivos, e como pilar essencial na promoção de uma Administração Pública mais justa, transparente e esponsável, sublinhando que o sector privado não procura privilégios, mas sim previsibilidade, equidade e respeito pela legalidade.
“Queremos um Estado que funcione, que decida em tempo útil, que actue com transparência e que trate todos os agentes económicos de forma justa e imparcial”, disse, reafirmando a total disponibilidade do sector privado para colaborar com a Provedoria de Justiça na construção de soluções que promovam um ambiente de negócios mais justo, transparente e competitivo.
O Provedor de Justiça, Isaque Chande, afirmou, na sua intervenção, que a instituição que dirige defende uma Administração Pública dialogante, eficaz, eficiente, livre de burocratismo e de corrupção, como forma de incentivar a iniciativa privada e melhorar o ambiente de negócios, tendo assumido o compromisso e manifestado também total disponibilidade para colaborar com a CTA na construção de soluções que promovam um ambiente de negócios mais justo, transparente e competitivo, assegurando respostas céleres aos conflitos que possam surgir na relação entre o Sector Privado e o Estado.
“Tomámos nota das diversas preocupações apresentadas e iremos analisá-las internamente, com vista à definição de uma estratégia que permita iniciar um trabalho conjunto com a CTA”, afirmou Chande, acrescentando que a função do Provedor de Justiça é promover o diálogo entre o sector público e o sector privado, enfrentar os vários obstáculos existentes e encontrar soluções céleres e eficazes, de modo a tornar o ambiente de negócios mais favorável e propício à produção nacional.

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