Olivença é Território Português

Olivença é Território Português Movimento no facebook que pretende a retrocessão deste território português sob ocupação Espanhola. Jorge Miranda, «Manual Dir. A. R.

Nas poucas ocasiões em que a «Questão de Olivença» é assunto de conversa ou objecto de notícia nos media, verifica-se que o assunto, além de ser entendido como menos relevante, até risível, suscita os maiores equívocos e apresenta-se envolto em acentuado desconhecimento. Designadamente no que toca à legitimidade e pertinência da soberania portuguesa. Ora, se o enquadramento jurídico-diplomático da

Questão de Olivença continua a causar profundo incómodo nas relações luso-espanholas (muito mais do que a hipocrisia e cautelas das chancelarias permite revelar), é curial que sobre o tema se produza uma melhor aproximação e, logo, um melhor esclarecimento. No que importa para a atitude que tem de ser a do Estado português, tudo resulta do facto – desconhecido habitualmente – de Olivença ser, para a nossa ordem jurídica, uma parte do território nacional. Independentemente, pois, do resultante de quaisquer normas internacionais, aliás insofismavelmente legitimadoras da posição portuguesa. De facto, o Tratado de Badajoz de 1801 que concedia o território a Espanha foi denunciado (declarado «nulo e de nenhum vigor») pelo Manifesto de 1 de Maio de 1808. Por este acto legislativo, jamais revogado e plenamente em vigor, a assunção da nossa soberania sobre o território passou a constituir Direito interno, necessariamente vinculativo. O que, no devir histórico, encontrou sempre consagração nas constituições portuguesas, nomeadamente na actual que, absolutamente, atendeu a essa assunção, indicando que «Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu» (art.º 5.º-1, aspecto assinalado pelos nossos constitucionalistas, cf. Constitucional», Gomes Canotilho e Vital Moreira, «Constituição da República Portuguesa Anotada»), proclamando que «o Estado não aliena qualquer parte do território português» (art.º 5.º-3) e estabelecendo que é «tarefa fundamental do Estado (...) garantir a independência nacional» (art.º 9.º), «assegurar a defesa nacional» e, com esta, «a integridade do território» (273.º). Tendo a Constituição portuguesa o cuidado de estabelecer e proclamar, nestes termos, os nossos limites territoriais e as obrigações do Estado, salvaguardou os direitos de Portugal sobre o território oliventino e conduziu à obrigação legal de todos os órgãos de soberania e seus titulares, de todo o Estado e dos seus representantes, do mais alto magistrado ao mais modesto funcionário actuarem em conformidade. Mas, necessariamente, esse Direito também se impõe ao cidadão comum, enquanto tal, e vincula-o. O que vale por dizer que estão os órgãos de soberania obrigados à tomada das medidas apropriadas para a retrocessão de Olivença, é vedado às demais instituições públicas e à Administração em geral qualquer conduta que eventualmente possa fragilizar o desiderato constitucional e exige dos portugueses que, como cidadãos, suscitem e pugnem pela resolução do litígio.

É de deixar registado que o Estado, ao longo do tempo que Olivença leva sequestrada, tem cautelosamente publicitado a sua soberania formal: afirmação da Assembleia da República de que «de jure, Olivença é parte de Portugal»; declarações públicas e regulares do Governo sustentando que se mantém «a doutrina jurídico-política que tem sido seguida relativamente ao território de Olivença»; autonomização de Olivença, por parte do Governo, relativamente ao território do país vizinho, quando aquela se encontra abrangida em qualquer empreendimento luso-espanhol; recusa, na Comissão Internacional de Limites, em delimitar a fronteira entre o Rio Caia e a Ribeira de Cuncos; não indicação, na cartografia oficial, desse mesmo limite fronteiriço; parecer do Conselho Consultivo da PGR, homologado, que estabelece que os naturais de Olivença têm direito a Bilhete de Identidade português; decisões judiciais considerando que «o direito do estado português sobre o território oliventino é um dado adquirido face à ordem interna e internacional». Na ordem internacional continua a vigorar o entendimento assumido e proclamado no Congresso de Viena de 1815 que, reunindo todas as potências beligerantes, entre elas os dois Estados peninsulares, pôs termo às Guerras Napoleónicas e estabeleceu uma nova ordem internacional, decidindo concretamente, a respeito de Olivença, que «Les Puissances, reconnaissant la justice des réclamations formées par S. le prince régent de Portugal e du Brésil, sur la ville d’Olivenza et les autres territoires cédés à Espagne par le traité de Badajoz de 1801, et envisageant la restitution de ces objets, comme une des mesures propres à assurer entre les deux royaumes de la péninsule, cette bonne harmonie complète et stable dont la conservation dans toutes les parties de l’Europe a été le but constant de leurs arrangements, s’engagent formellement à employer dans les voies de conciliation leurs efforts les plus efficaces, afin que la rétrocession desdits territoires en faveur du Portugal soi effectuée; et les puissances reconnaissent, autant qu’il dépend de chacune d’elles, que cet arrangement doit avoir lieu au plus tôt» (Art.º 105.º do Tratado de Viena, também subscrito por Espanha).

🇵🇹 Olivença é e sempre será portuguesa! 🇵🇹Concordamos plenamente com as palavras do Ministro da Defesa. Olivença faz par...
15/09/2024

🇵🇹 Olivença é e sempre será portuguesa! 🇵🇹

Concordamos plenamente com as palavras do Ministro da Defesa. Olivença faz parte da nossa história, da nossa identidade, e o direito de Portugal sobre esta localidade não pode ser esquecido ou renegado. Devemos continuar a afirmar a nossa soberania e não abdicar dos direitos que nos pertencem.

O respeito pela nossa memória coletiva e pela integridade territorial do país são princípios inegociáveis. É fundamental que esta questão seja tratada com firmeza e clareza a nível diplomático, mas sempre com respeito e diálogo entre os dois países irmãos.

Nuno Melo recordou que o Estado português não reconhece que Olivença pertença a Espanha e afirmou que a discussão não é “caricatural” nem é “provocação nenhuma”: “Por tratado, Olivença deverá ser entregue ao Estado português”

Quando terá o Governo português a coragem de colocar a questão de Olivença da mesma forma que a Espanha coloca a questão...
01/04/2021

Quando terá o Governo português a coragem de colocar a questão de Olivença da mesma forma que a Espanha coloca a questão de Gibraltar?

18/05/2020

Todas as iniciativas pela Causa de Olivença, pelo nosso território ocupado pela Espanha, serão Bem-vindas!!!

Também não. Olivença é nossa. É um território português ocupado ilegalmente por Espanha.
25/04/2020

Também não. Olivença é nossa. É um território português ocupado ilegalmente por Espanha.

Envolvida numa histórica batalha sobre a soberania, Olivença é hoje uma região com perto de 13 mil habitantes, desenvolvida, resolvida, e reconciliada com a história.

12/09/2013

716º ANIVERSÁRIO DO TRATADO DE ALCANICES

Em 12 de Setembro de 1297 foi assinado o Tratado de Alcanices, entre D. Diniz (Portugal) e D. Fernando IV (Castela), na povoação fronteiriça de Alcañices (perto de Miranda do Douro). Por ele se restabelecia a paz, fixando-se os limites fronteiriços entre os dois reinos. Em troca de direitos portugueses nos termos raianos de Aroche e de Aracena, fixava-se definitivamente a posse de Portugal sobre os territórios e povoações de Riba-Côa, Ouguela, Campo Maior e Olivença.

Por este tratado ficaram definidos os limites definitivos do território português, vigorando até hoje, assim se constituindo a mais antiga e estabilizada fronteira nacional da Europa.

Todavia, em 1801, pela forças das armas, o Estado vizinho ocupou a vila portuguesa de Olivença, situação que se mantém desde então e apesar das determinações e acordos internacionais (designadamente o Tratado de Viena de 1815) e dos próprios compromissos assumidos pelo Estado espanhol.

Na passagem de 716 anos sobre o Tratado de Alcanices, o Grupo dos Amigos de Olivença denuncia – como nunca deixou de o fazer desde a sua fundação – a ilegalidade da ocupação daquela parcela de Portugal.

Esta associação, que ao longo dos seus 75 anos vem fazendo seus os anseios de milhares de portugueses, reclama, muito simplesmente, a posição jurídico-política portuguesa, consagrada constitucionalmente: Portugal não reconhece legitimidade na ocupação de Olivença por Espanha, considerando que o território é português de jure.

Sabida a delicadeza da Questão de Olivença no relacionamento peninsular, como ponto de fricção e causa de desconfianças e equívocos, o Grupo dos Amigos de Olivença entende que só a assunção aberta do diferendo pela diplomacia dos dois Estados peninsulares permitirá resolvê-lo com Justiça.

Olivença é Terra Portuguesa!

03/06/2013

"Olivença é Portugal. É bom não esquecer!

Olivença, a antiga vila portuguesa do Alentejo, hoje cidade da província espanhola de Badajoz e da comunidade autónoma da Estremadura, está situada na margem esquerda do rio Guadiana e tem uma forma aproximadamente triangular, com dois dos seus vértices no Guadiana. A cidade de Olivença dista 23 km de Elvas, 24 km de Badajoz, 236 km de Lisboa, 424 km de Madrid e tem mais de 12.000 habitantes e uma área de mais de 430 km2. A sua demarcação é objeto de litígio entre Portugal e Espanha e é reivindicada de jure por ambos os países.

Olivença, com mais de cinco séculos de domínio português e dois séculos de administração espanhola, foi integrada no território de Portugal, aquando do Tratado de Alcanizes (12/09/1297), que estabelecia Olivença como parte integrante de Portugal, tendo-lhe D. Dinis dado foral logo no ano seguinte e mandado reedificar o castelo antigo. Pela sua situação geográfica fronteiriça teve várias ocupações espanholas nas guerras da Independência e nas da Restauração, delas se conseguindo libertar.

Em 1801, o município de Olivença, era constituído pelas seguintes freguesias: Nossa Senhora da Talega ou Táliga (hoje município), Santa Maria do Castelo, Santa Maria Madalena, São Domingos de Gusmão e São Jorge da Lor. Foi em 1801, quando as pretensões napoleónicas atingiram Portugal, que Manuel de Godoy (político, diplomata e militar espanhol) ocupou Olivença, que foi anexada a Espanha, através do Tratado de Badajoz, denunciado em 1808 por Portugal. Desde essa data, até hoje, não foi conseguido recuperar a soberania portuguesa, apesar de sucessivas e persistentes intervenções políticas e diplomáticas e apesar do Tratado de Paris (1814) e o Congresso de Viena (1815) reconhecerem os direitos de Portugal. Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.

Na atualidade, Portugal não reclama abertamente Olivença, mas também não renuncia à sua pretensão. Em 1995, o governo português enviou às autoridades espanholas um relatório sobre o impacto ambiental da projetada Barragem de Alqueva no território espanhol, omitindo Olivença. Uma semana depois, foi enviado um novo documento intitulado "Espanha e Território de Olivença", torneando o problema de reconhecer Olivença como território espanhol. Da mesma forma, para melhorar as acessibilidades de Olivença à margem direita do Guadiana, Portugal assumiu o financiamento e a direção da obra de construção de uma nova ponte rodoviária e de recuperação da antiga Ponte da Ajuda, cuja realização foi entregue à Câmara Municipal de Elvas. Ao responsabilizar a autarquia de Elvas, pela execução do projeto, o Governo Português confirmou que Olivença é parte integrante de Portugal e que a ligação entre estas duas cidades não tem uma dimensão internacional e transfronteiriça como a Espanha pretendia. Na inauguração da nova ponte, a 11 de Novembro de 2000, não esteve presente nenhum representante do governo português, para que a presença ao lado do Presidente da Câmara de Olivença não fosse interpretada como reconhecimento da ocupação de Olivença pela Espanha.

Embora Olivença tivesse sido espanholizada, ainda mantém fortes vestígios portugueses, principalmente na fala, nos costumes e nos monumentos. É uma vergonha nacional, Olivença continuar ocupada pelos nossos vizinhos espanhóis. Também é uma vergonha nacional, Portugal nada fazer, na atualidade, para que seja cumprido o Tratado de Viena de 1815, ratificado em 1817 pelos nossos hermanos. Como sói dizer-se: “com hermanos desta espécie, Portugal não precisa de inimigos”. Já está “bem servido”."

04/12/2011

Agora também temos provocações!


http://www.publico.pt/Local/alcaide-de-olivenca-causa-polemica-com-recriacao-da-guerra-das-laranjas-1522853
Peça de teatro gera conflitos na fronteira
Alcaide de Olivença causa polémica com recriação da Guerra das Laranjas
28.11.2011 -

A Guerra das Laranjas, episódio bélico que durou 18 dias e conduziu à ocupação de Olivença em 1801, durante a 1.ª Invasão Francesa, vai ter uma recriação teatral que está programada para o primeiro fim-de-semana de Junho de 2012. O projecto está a ser posto em marcha pelo alcaide de Olivença, Bernardino Píriz, eleito pelo Partido Popular (PP), envolve cerca de 300 figurantes, e será completado por um evento gastronómico. O autarca espanhol espera ter portugueses entre os figurantes. O presidente da vizinha Câmara de Elvas, Rondão de Almeida (PS), já disse que, se a ideia for por diante, poderá haver manifestações de protesto da parte portuguesa.

A Guerra das Laranjas - designação que surge associada a um gesto do primeiro-ministro e chefe militar espanhol, Manuel Godoy, que enviou um ramo de laranjeira colhido nos campos de Elvas à rainha de Espanha Maria Luísa, de quem se dizia ser amante, para a informar de que tinha tomado Olivença - é a primeira surtida militar no âmbito das invasões francesas. Godoy, nascido em Badajoz e filho de mãe portuguesa, comandou a ocupação de uma dezena de localidades portugueses junto à fronteira.

A paz é alcançada no Tratado de Badajoz, a 6 de Junho de 1801, que restitui à coroa portuguesa as praças de Juromenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, Barbacena, Campo Maior e Ouguela, mas não Olivença. Mais tarde, a 9 de Junho de 1815, o Congresso de Viena decide a restituição de Olivença a Portugal, sem que as autoridades espanholas lhe dessem cumprimento até aos dias de hoje. É mediante este passivo histórico que o autarca de Elvas lembra: "Não interessa uma nova batalha em cima das campas dos nossos antepassados".

"Fomentar os laços de união

O objectivo, disse o alcaide de Olivença, num comunicado enviado à imprensa, "não é outro que não seja fomentar os laços de união entre oliventinos e portugueses". E define a "obra de teatro" com uma realização luso-espanhola. O texto que dará suporte à representação cénica, salienta, "está escrito para sarar as feridas e não abri-las".

Os primeiros a reagir com desagrado à iniciativa do autarca oliventino foram os seus antecessores eleitos em listas do PSOE, Manuel Cayado e Ramón Rocha. Em declarações à agência noticiosa espanhola EFE, afirmaram que a recriação histórica pode resultar numa "ofensa gratuita aos portugueses" e até "afectar" as relações entre Olivença e Portugal.

O primeiro, que é porta-voz do PSOE em Olivença, sustenta que a recriação da Guerra das Laranjas "pode afectar negativamente" as relações entre os dois países. E lembra que "este capítulo da história ainda não está superado", assinalando que o sentimento dos portugueses sobre Olivença é o mesmo dos espanhóis em relação ao território de Gibraltar, administrado pelo Reino Unido num extremo da Andaluzia.

Ramón Rocha adverte para as consequências do evento teatral, realçando que este "não é o momento" para a representação e chamando a atenção para o problema fronteiriço que "ainda não está resolvido". Com efeito, o troço da fronteira entre os dois países ibéricos entre ribeira do Caia e a ribeira dos Cuncos não está delimitado. Portugal sempre recusou a colocação dos respectivos marcos, por não reconhecer a soberania espanhola sobre Olivença.

"Com os nossos vizinhos portugueses não se pode estar em guerra toda a vida", frisa Ramón Rocha, mostrando-se contrário à realização de um espectáculo que inevitavelmente retratará uma guerra que foi "cruel" e conduziu ao "desencontro" entre os povos dos dois lados da fronteira.

Este argumento é partilhado pelo presidente da Câmara de Elvas, Rondão de Almeida, que, numa carta publicada no jornal Hoy, de Badajoz, diz estar "surpreendido" com a "macro-representação da Guerra das Laranjas". O autarca não tem a "menor dúvida" de que, para além de "ensombrar" as relações diplomáticas entre Portugal e Espanha, o projecto "parece de muito mau gosto e é inconveniente".

Rondão de Almeida deixa um aviso: o espectáculo mobilizará o grupo Amigos de Olivença, que reclama a devolução da cidade estremenha a Portugal, e dará força a manifestações contra a sua realização.

O autarca alentejano admite juntar-se a uma acção de protesto desse tipo e diz ter ficado muito "desapontado" pelo facto de o alcaide de Olivença não o ter consultado antes de avançar com a ideia da representação teatral. Mesmo assim, pede-lhe que "tenha um momento de reflexão" e que recorde que o povo de Olivença "descende daqueles que estiveram na Guerra das Laranjas."

O presidente da Câmara de Elvas está convencido de que os portugueses não participarão no evento e assegura que já falou com os presidentes das câmaras de Campo Maior e de Vila Viçosa, que também estão contra a iniciativa de Bernardino Píriz.

A Guerra das Laranjas - designação que surge associada a um gesto do primeiro-ministro e chefe militar espanhol, Manuel Godoy, que enviou um ramo de laranjeira colhido nos campos de Elvas à rainha de Espanha Maria Luísa, de quem se dizia ser amante, para a informar de que tinha tomado Olivença - é a...

04/04/2011

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