15/06/2021
Essas imagens retratam bem as principais características e as dificuldades enfrentadas por famílias que residem em áreas irregulares:
- Rede elétrica irregular (gato). Risco de incêndio e de acidentes graves com pessoas eletrocutadas, perda de eletrônicos e eletrodomésticos, entre outros.
- Ausência de drenagem e pavimentação. Ruas em condições precárias de circulação. Quando chuvas são mais intensas as ruas f**am intransitáveis. Risco de alagamento em determinados pontos em virtude da ausência de drenagem. Danos materiais e risco de doenças como leptospirose, dengue, entre outras. Certa vez, em uma de minhas visitas em uma ocupação irregular, a liderança local me contou que pessoas haviam falecido em épocas de enchente por causa da “doença do rato”. Como se fosse algo normal... que faz parte da triste rotina daquelas pessoas.
- Arruamento irregular e “estrangulado” ou muito estreito em diversos pontos, o que dificulta a passagem de caminhões de coleta de lixo, caminhões de corpo de bombeiros, ambulâncias, dentre outros. A regularização fundiária deve ser trazer soluções para esses problemas, evitando a remoção de famílias, sempre que possível.
- Saneamento básico. Como essas áreas na maioria das vezes não são atendidas por sistema de coleta e tratamento de esgoto, todos os resíduos provenientes do local são despejados em rios e córregos, o que causa um prejuízo grave ao meio ambiente. E esse impacto é absorvido por toda a população.
- Endereço formal. Em conversa com uma moradora desse local a mesma relatou que teve sérias dificuldades para conseguir uma vaga na creche para a neta. Motivo: não tinha como comprovar residência. Além disso, a mesma moradora utiliza o endereço de um vizinho da área para que sejam entregues suas correspondências, pois o serviço postal não atende áreas sem CEP.
As fotos acima são da cidade de Votorantim/SP, mas áreas com situações idênticas estão presentes em quase todos os municípios brasileiros, inclusive no seu.
Regularização Fundiária já!