Bastos Advocacia

Bastos Advocacia Bruno Bastos é advogado, OAB/ES 21298. Direito Imobiliário e Sucessões
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Advocacia e Consultoria Jurídica com ênfase em Direito Imobiliário, Urbanístico e Notarial.

Animais em condomínio: direito, limites e responsabilidade.A presença de animais em unidades residenciais é tema recorre...
27/03/2026

Animais em condomínio: direito, limites e responsabilidade.

A presença de animais em unidades residenciais é tema recorrente em conflitos condominiais.
E a resposta jurídica não é absoluta.

📚 Base legal:

• Art. 1.335, I, do Código Civil: direito de usar e fruir da unidade
• Art. 1.336, IV: dever de não prejudicar sossego, salubridade e segurança
• Art. 1.277: vedação ao uso nocivo da propriedade
• Constituição Federal: proteção ao meio ambiente e à fauna

⚖️ Entendimento predominante na doutrina e jurisprudência:

• Não se admite proibição genérica de animais
• Restrições são possíveis quando fundamentadas em riscos concretos
• O comportamento do animal e a conduta do tutor são determinantes

📌 Pontos de tensão mais comuns:

Sossego
Latidos e ruídos excessivos podem configurar perturbação

Segurança
Animais sem controle, de grande porte ou comportamento agressivo podem justif**ar restrições

Higiene e salubridade
Uso inadequado das áreas comuns e ausência de cuidados sanitários geram conflitos legítimos

Bem-estar animal
Ambientes inadequados, confinamento excessivo ou negligência também entram na análise jurídica

⚖️ O equilíbrio jurídico está justamente aqui:
nem o direito do morador é absoluto
nem o poder do condomínio é ilimitado

A análise é sempre concreta, caso a caso, considerando riscos, impactos e razoabilidade.

🔐 E um ponto que costuma ser negligenciado:

Convenções e regulamentos internos muitas vezes estão desatualizados, genéricos ou omissos, o que aumenta conflitos e insegurança.

Instrumentos bem estruturados devem prever:
• regras claras e objetivas
• critérios proporcionais
• procedimentos definidos
• compatibilização entre direitos individuais e coletivos

Não se trata de escolher um lado.
Mas de construir regras equilibradas, juridicamente seguras e aplicáveis à realidade do condomínio.

Seu condomínio tem normas claras sobre isso ou decide cada caso no improviso?

Morador ou hóspede de temporada?O uso de apartamentos para locação por plataformas como Airbnb ainda gera debates intens...
20/03/2026

Morador ou hóspede de temporada?

O uso de apartamentos para locação por plataformas como Airbnb ainda gera debates intensos em condomínios.

A convenção pode proibir?
O morador pode alugar livremente?
É atividade residencial ou comercial?

Pontos essenciais:

• O STJ já decidiu que o condomínio pode restringir locações de curtíssima temporada
• A convenção condominial é a regra do jogo
• Segurança e rotatividade pesam nas decisões judiciais
• Cada caso depende do que está escrito e da forma de uso do imóvel

Quando há alta rotatividade de pessoas estranhas ao convívio condominial, surgem impactos diretos na segurança:
controle de acesso mais rigoroso, aumento do fluxo de desconhecidos nas áreas comuns e maior exposição a riscos operacionais.

Por isso, a discussão jurídica não envolve apenas convivência, mas também o dever de proteção coletiva que orienta a gestão condominial.

Não é só “alugar e pronto”.
É direito de propriedade convivendo com regras coletivas e protocolos de segurança.

Seu condomínio permite locação por temporada?

A forma de cobrar taxas em condomínios voltou ao centro do debate jurídico.Em decisão recente, o Tribunal de Justiça de ...
17/03/2026

A forma de cobrar taxas em condomínios voltou ao centro do debate jurídico.

Em decisão recente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais entendeu que a cobrança condominial diferenciada pode ser inválida quando não houver justif**ativa proporcional nos serviços prestados.

O tema exige atenção porque envolve regras legais já existentes:

📖 O que diz a lei?

✔️ O Código Civil Brasileiro estabelece que as despesas do condomínio devem ser rateadas, em regra, na proporção da fração ideal de cada unidade (art. 1.336, I).

✔️ A convenção condominial pode definir critérios de rateio, desde que não contrariem a lei (art. 1.334, I).

✔️ A jurisprudência admite flexibilizações quando o critério legal gera distorções relevantes.

⚖️ O que discutiu o TJMG?

O tribunal analisou situações em que:

• moradores pagavam valores maiores
• os serviços e áreas comuns eram essencialmente os mesmos
• não havia justif**ativa objetiva para a diferença

Nesses casos, entendeu-se que o critério pode violar os princípios de razoabilidade e proporcionalidade.

📌 Importante:
Não se trata de nova lei.
É interpretação judicial baseada na legislação vigente.

O tema ainda pode evoluir nos tribunais e no Superior Tribunal de Justiça, responsável por uniformizar a interpretação da lei federal.

🎯 Para síndicos e administradoras, a mensagem é prática:
critérios de rateio precisam de fundamento jurídico e coerência técnica.

💬 No seu condomínio, o rateio segue a fração ideal ou há critérios diferentes?

⚠️ Seu condomínio ou empresa tem carregador para carro elétrico na garagem? Atenção às novas regras.O Corpo de Bombeiros...
14/03/2026

⚠️ Seu condomínio ou empresa tem carregador para carro elétrico na garagem? Atenção às novas regras.

O Corpo de Bombeiros do Espírito Santo publicou a Norma Técnica nº 23/2026, que estabelece exigências de segurança contra incêndio para locais com carregamento de veículos elétricos. 

A medida acompanha o crescimento da mobilidade elétrica e cria regras específ**as para instalação desses sistemas em garagens de condomínios, empresas e edifícios.

Entre os principais pontos da norma:

✔️ Instalação com responsabilidade técnica
A instalação deve ser feita por profissional habilitado, com emissão de documento técnico e laudo de conformidade. 

✔️ Dispositivo de desligamento de emergência
Cada estação de recarga deve ter um ponto de desligamento manual próximo, para uso em caso de emergência. 

✔️ Regras de segurança contra incêndio
Dependendo da edif**ação, podem ser exigidos sistemas como detecção de incêndio e chuveiros automáticos (sprinklers). 

✔️ Prazo para adequação
Edif**ações existentes terão até 3 anos para se adaptar integralmente às novas exigências. 

✔️ Responsabilidade do proprietário e do responsável técnico
A norma atribui responsabilidade direta pela segurança da instalação. 

💡 A mobilidade elétrica é uma realidade crescente.
Mas segurança, planejamento técnico e cumprimento das normas são essenciais para evitar riscos.

📌 Síndicos, administradoras e proprietários precisam f**ar atentos às novas exigências.

❓ Seu condomínio ou empresa já possui ou pretende instalar carregadores para veículos elétricos?

Conte nos comentários.





Decisão relevante do STJ sobre usucapiãoA 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que recibo de compra e venda ...
12/03/2026

Decisão relevante do STJ sobre usucapião

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que recibo de compra e venda de imóvel pode ser considerado “justo título”, sendo documento apto para instruir ação de usucapião urbana.

A relatora, Nancy Andrighi, destacou que o recibo é suficiente para demonstrar a existência de um título apto a fundamentar a pretensão possessória, desde que os demais requisitos legais da usucapião também estejam presentes.

⚠️ Importante:
O documento não dispensa a comprovação do tempo de posse exigido por lei.

📚 O entendimento foi aplicado com base no art. 1.242 do Código Civil Brasileiro, que trata da usucapião com justo título e boa-fé.

📌 Na prática:
Mesmo sem escritura ou registro, o recibo pode ajudar a demonstrar a origem da posse e reforçar o pedido de usucapião, desde que preenchidos os requisitos legais.

🧾 Processo: REsp 2.215.421.
💬 Você já viu algum caso de imóvel comprado apenas com recibo?

📌 Salve este post para lembrar desse entendimento do STJ.
📤 Compartilhe com quem atua no Direito Imobiliário.



A instalação de sistemas de videomonitoramento em condomínios tornou-se cada vez mais comum. O objetivo é legítimo: prot...
08/03/2026

A instalação de sistemas de videomonitoramento em condomínios tornou-se cada vez mais comum. O objetivo é legítimo: proteger moradores, patrimônio e áreas comuns.

Mas existe um limite jurídico claro.

A Constituição Federal garante a todos o direito à intimidade, à vida privada e à inviolabilidade da imagem (art. 5º, X). Esse direito também se conecta com a proteção da dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos do Estado brasileiro.

Nos condomínios, o monitoramento pode ser instalado para segurança coletiva. Isso é amplamente aceito pela doutrina e pela jurisprudência.

Porém, segurança não pode se transformar em vigilância abusiva.

Quando câmeras são posicionadas de forma a captar o interior de apartamentos, portas abertas, janelas ou áreas que revelem a intimidade do morador, surge um problema jurídico sério.

Nesses casos, a medida pode ultrapassar o interesse coletivo e configurar violação à privacidade.

A própria jurisprudência tem entendido que:

➡️ câmeras são legítimas em áreas comuns
➡️ mas não podem invadir a esfera privada das unidades autônomas

Além disso, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) reforça que imagens que identifiquem pessoas são dados pessoais, exigindo finalidade legítima, necessidade e proporcionalidade no tratamento dessas informações.

Em outras palavras:
🔎 monitorar o corredor é permitido
🚫 vigiar o interior do apartamento não é

Se o sistema de câmeras estiver configurado de forma abusiva, o morador pode:

✔️ solicitar ao síndico a reorientação ou ajuste das câmeras
✔️ levar a questão para assembleia condominial
✔️ registrar notif**ação formal ao condomínio
✔️ e, em último caso, buscar tutela judicial para cessar a violação e reparar danos

Segurança coletiva é essencial.

Mas privacidade dentro de casa continua sendo um direito fundamental.

E nenhum sistema de vigilância pode ultrapassar essa fronteira.

⚖️ No condomínio, o limite da câmera é a porta da sua casa.

O direito de fumar termina quando começa o direito do vizinho de respirar.A lei brasileira não proíbe alguém de fumar de...
07/03/2026

O direito de fumar termina quando começa o direito do vizinho de respirar.

A lei brasileira não proíbe alguém de fumar dentro da sua própria unidade em um condomínio.Mas isso não signif**a que o direito seja absoluto.

A Constituição garante o direito de propriedade, mas também estabelece que ele deve cumprir sua função social.

E o Código Civil é claro:o proprietário não pode usar seu imóvel de forma que prejudique a saúde, o sossego ou a segurança dos vizinhos.

Isso está no art. 1.277 do Código Civil, que permite ao morador prejudicado exigir a cessação de interferências nocivas vindas do imóvel vizinho.

Além disso, o art. 1.336, IV do Código Civil determina que o condômino não pode usar sua unidade de forma prejudicial à salubridade e ao sossego dos demais moradores.

Ou seja:

🚬 Fumar dentro da própria unidade pode ser um direito.🌫️ Fazer a fumaça invadir o apartamento do vizinho não é.

Quando a fumaça entra pela janela ou varanda do outro apartamento, pode ocorrer:

• uso nocivo da propriedade• violação dos deveres condominiais• abuso de direito

A jurisprudência brasileira tem reconhecido que fumaça, odores e partículas que invadem outra unidade podem gerar responsabilização.

E o que pode ser feito nesse caso?

✔️ Registrar a ocorrência junto ao síndico✔️ Solicitar notif**ação ou advertência ao morador✔️ Aplicação de multa prevista na convenção do condomínio✔️ Deliberação em assembleia sobre regras de convivência✔️ Em casos persistentes, ação judicial para cessar a prática

O objetivo não é proibir escolhas pessoais.

É garantir algo básico em qualquer condomínio:

🏢 convivência, respeito e direito de respirar dentro da própria casa.

Se a fumaça do cigarro do vizinho está entrando no seu apartamento, saiba:

⚖️ a lei pode estar do seu lado.

O futuro já está estacionado na garagem.A Assembleia Legislativa do Espírito Santo deve votar um projeto que garante aos...
28/02/2026

O futuro já está estacionado na garagem.

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo deve votar um projeto que garante aos moradores o direito de instalar carregadores para veículos elétricos em vagas privativas de condomínios.

A proposta estabelece:
• cumprimento de normas técnicas e de segurança
• responsabilidade profissional na instalação
• custos de instalação e consumo assumidos pelo condômino
• exigência de infraestrutura preparada em novos empreendimentos

Mobilidade elétrica não é tendência distante. É realidade batendo no portão automático.

A pergunta que f**a:
Seu condomínio está preparado para essa nova fase?

DireitoCondominial

Você sabia que é possível se divorciar sem processo judicial?O divórcio extrajudicial, feito diretamente em cartório, é ...
01/02/2026

Você sabia que é possível se divorciar sem processo judicial?
O divórcio extrajudicial, feito diretamente em cartório, é uma alternativa prática quando os requisitos legais são atendidos.

📌 Quando é possível?
✔️ Consenso entre o casal sobre o divórcio e a partilha de bens
✔️ Não haver filhos menores ou incapazes
➡️ Se houver filhos menores, guarda, visitas e pensão já devem estar definidos judicialmente
✔️ Presença obrigatória de advogado

📝 Como funciona o passo a passo?
1️⃣ Manifestação da intenção de se divorciar no cartório
2️⃣ Entrega dos documentos necessários
3️⃣ Elaboração da escritura pública
4️⃣ Assinatura do casal com o advogado
5️⃣ Averbação no Cartório de Registro Civil

📄 Documentos básicos:
• RG e CPF
• Certidão de casamento atualizada
• Pacto antenupcial (se houver)
• Comprovante de endereço
• Relação de bens (se aplicável)

⭐ Vantagens do divórcio extrajudicial:
⚡ Mais rápido
🧾 Menos burocrático
💰 Mais econômico
🚫 Sem necessidade de audiência

Em caso de dúvidas, procure o cartório ou um advogado de sua confiança.

Com a virada do ano, o mercado imobiliário começa a sentir os primeiros efeitos concretos da reforma tributária. O novo ...
22/01/2026

Com a virada do ano, o mercado imobiliário começa a sentir os primeiros efeitos concretos da reforma tributária. O novo modelo de tributação entra em fase de te**es e altera regras importantes sobre aluguéis, ganho de capital e operações com imóveis.

📍 Aluguel para empresas
Contratos não formalizados até 31 de dezembro passam a sofrer incidência do chamado IVA dual, formado por dois tributos:
• CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
• IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)

Na prática, a carga tributária para esse tipo de locação pode saltar de aproximadamente 27,5% para até 35,9%.

🏠 Aluguel residencial
Aqui, o cenário é diferente. A transição será gradual e o IVA dual só será aplicado em situações específ**as, como:

✔️ Proprietários com 4 ou mais imóveis alugados e receita anual acima de R$ 240 mil
✔️ Menos de 4 imóveis, mas com receita anual superior a R$ 288 mil
✔️ Venda de 3 ou mais imóveis no mesmo ano, independentemente do valor
✔️ Construção e venda do imóvel em até 5 anos após a obra

📊 O novo sistema exige mais planejamento, regularização de contratos e atenção ao perfil do investidor.

🔎 Informação é estratégia. Entender as regras agora pode evitar custos maiores no futuro.

InvestimentoImobiliário

ITCMD 2026: o “imposto da herança” mudou. E isso exige atenção.A partir de 2026, entram em vigor mudanças relevantes no ...
18/01/2026

ITCMD 2026: o “imposto da herança” mudou. E isso exige atenção.

A partir de 2026, entram em vigor mudanças relevantes no ITCMD, o imposto que incide sobre heranças e doações. A principal alteração está na forma de cobrança, que passa a ser progressiva, ou seja, quanto maior o patrimônio transmitido, maior poderá ser a alíquota aplicada.

Essa mudança decorre da Reforma Tributária e impacta diretamente inventários, planejamentos sucessórios e doações em vida, exigindo uma análise mais cuidadosa por parte das famílias e de seus assessores jurídicos.

Antes, muitos estados aplicavam uma alíquota única, limitada a 8%. Com o novo modelo, os estados continuam respeitando esse teto, mas agora podem criar faixas de tributação, aumentando o imposto conforme o valor do bem ou do conjunto patrimonial transmitido.

Na prática, isso signif**a que heranças maiores tendem a pagar mais imposto, enquanto patrimônios menores podem permanecer em faixas mais baixas, a depender da legislação estadual que será editada.

Outro ponto importante: as doações em vida também entram nesse radar. Estratégias que antes eram utilizadas para reduzir a carga tributária podem perder eficiência ou exigir reorganização jurídica.

Além disso, cada estado terá autonomia para definir suas próprias faixas e critérios, o que reforça a necessidade de acompanhamento local da legislação e de planejamento personalizado.

O planejamento sucessório deixa de ser apenas uma opção patrimonial e passa a ser uma ferramenta essencial de gestão de riscos, tanto tributários quanto familiares.

Antecipar decisões, estruturar doações, avaliar holdings familiares, testamentos e outros instrumentos jurídicos pode representar economia tributária, segurança jurídica e tranquilidade para os herdeiros.

Em um cenário de mudanças, a pior escolha é a inércia.

O ITCMD mudou.
E quem se planeja, protege patrimônio.
Quem não se planeja, paga o preço.

📌 Informação é estratégia.
📌 Planejamento é proteção. você já sabia disso?

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