01/12/2025
[CONVITE À VIGILÂNCIA]
Um dos prefácios do Advento acentua as duas vindas de Cristo: Revestido de nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor... Revestido de sua glória, ele virá uma segun-da vez, para conceder-nos em plenitude os dons prometidos que hoje vigilantes esperamos. Entre essas duas vindas, ocorrem as vindas cotidianas do Senhor, e o risco é nada perceber.
O convite à vigilância é um alerta deste tempo do Advento para não fazer da vida uma rotina consolidada, mas imprimir sentido em tudo o que fazemos. Não nos é facultado ser cristãos distraídos e sem entusiasmo no anúncio e testemunho do Evangelho. A autorreferencialidade nos impede de vislumbrar horizontes mais amplos e nos deixa estacionados entre duas concorridas estações, denunciadas pelo saudoso papa Francisco: a comodidade mundana e a mediocridade espiritual. Nisso é preciso vigiar!
A tentação de acostumar-nos a buscar o próprio conforto, tornando-nos indiferentes aos outros, está sempre à espreita. Com isso perdemos de vista o horizonte da nossa identidade cristā: sair do próprio eu para estar a serviço do próximo em suas necessidades. Estejamos atentos também para não seguir os que, em vez de estar a serviço do Evange-Iho, empreendem lucrativo comércio em seu nome. Não ceder à "comodidade mundana" é necessidade constante na vida de quem se propõe seguir Jesus, do jeito dele e não do próprio.
Advento é sinônimo de espera ativa e vigilante. É início de tempo novo. Preparar o Natal requer em-penho pessoal e comunitário para que os males que asfixiam o bem comum sejam afastados do meio de nós. O Senhor que vem espera de nós a prática da justiça, mediante o serviço à comunidade, na vivência das bem-aventuranças, junto aos que anseiam por um mundo novo.
Por Pe. Darci Luiz Marin.