28/05/2026
Há histórias que transformam completamente nossa forma de enxergar a advocacia.
Uma das pessoas que mais amo na vida sofreu um grave acidente, com traumatismo craniano severo, passando por cirurgias, internação de longo período na UTI e um ainda passando por longo processo de recuperação. Em meio à dor e à insegurança, nossa família ainda enfrentou outra batalha: a negativa do plano de saúde (um dos melhores do Brasil) em fornecer a prótese craniana — material essencial e indispensável para a cirurgia — além das dificuldades para garantir as reabilitações necessárias ao tratamento.
Diante da urgência do caso, busquei a Justiça. E conseguimos êxito já em 1ª Instância, com concessão de liminar para assegurar imediatamente o fornecimento da prótese craniana e o deferimento de reabilitações ilimitadas, garantindo a continuidade integral do tratamento necessário.
Foi vivendo essa realidade de perto que compreendi ainda mais profundamente o impacto que uma negativa abusiva pode causar na vida de uma família. Não se trata apenas de um processo. Trata-se de saúde, dignidade, continuidade de tratamento e esperança.
Embora eu já atuasse no Direito da Saúde, essa experiência me levou a me aprofundar ainda mais na área, buscando atualização constante, estudo técnico e estratégias cada vez mais eficazes para defender pacientes e suas famílias diante de abusos praticados por operadoras de saúde.
Hoje, além da experiência jurídica, carrego também a sensibilidade de quem vivenciou na prática a angústia de lutar por um tratamento essencial entre a vida e a morte.
Transformar dor em propósito também é uma forma de justiça.