23/09/2026
Esse registro deveria ter vindo no dia 25 de agosto. Não veio por uma boa razão: trabalho. Muito trabalho. E, graças a Deus, não consigo pensar em justif**ativa melhor para chegar atrasada à comemoração dos meus 15 anos de OAB.
Olho para essa fotografia e é inevitável pensar em tudo o que aconteceu desde aquele dia. Vieram processos difíceis, responsabilidades cada vez maiores, causas que pareciam ter um caminho e acabaram exigindo outro, e aquelas em que foi preciso estudar muito até encontrar uma saída. Vieram clientes que confiaram a mim questões decisivas de suas vidas, empresas, famílias e projetos. E veio a experiência — essa que não traz todas as respostas, mas ensina a fazer perguntas melhores.
A advocacia também me ensinou que não existe trabalho sério sem estudo. Que processo tem rito e rito importa. Que nem sempre o melhor parecer é aquele que o cliente gostaria de ouvir. Que independência profissional, às vezes, signif**a sustentar uma posição difícil. E que confiança não se pede: se constrói, um trabalho de cada vez.
Quinze anos mudaram muita coisa. Mudaram a forma de trabalhar, a segurança para tomar decisões e, certamente, a advogada daquela fotografia.
Mas há algo de que gosto especialmente quando olho para trás: o olho ainda brilha quando aparece um bom desafio.
Ainda gosto de sentar, estudar, juntar as peças e encontrar o caminho que não estava evidente no começo.
Então f**a o registro, mesmo atrasado. Afinal, foram justamente esses 15 anos de advocacia que não me deixaram fazê-lo no dia certo. E eu não poderia estar mais feliz por isso.