20/01/2021
Quando era criança eu olhava para meu pai e só conseguia enxergar um herói. Sei que essa história de pai herói é um clichê, mas meu pai realmente era um herói, ele era um advogado. Respeitado e admirado, era alguém que todos buscam para resolver seus problemas. E sempre que me perguntavam o que queria ser quando crescer eu respondia prontamente, quero ser advogada, como meu pai.
Espelhando na pessoa e no profissional que meu pai era, eu escolhi cursar direito. Mas sabemos como funciona adolescente... queria criar asas e voar. Mudei-me para Belo Horizonte onde estudei, formei e comecei a advogar. Comecei atuando para cientes pequenos, aprendendo a me colocar profissionalmente. Cheguei a ser responsável por uma multinacional em um escritório. E em toda essa caminhada aprendi muito, acertei muito e também errei e, com os erros aprendi mais ainda.
Mas ainda não estava satisfeita, pois era cobrada apenas pelos resultados, o processo não era o foco da atuação, o que sempre me incomodou muito. Pois acredito que para alcançar bons resultados é preciso cuidar de todo o processo, de todas as etapas. E por isso escolhi retornar às minhas raízes, ou seja, retornar para Varginha e trabalhar junto com meus pais (sim, à medida que fui crescendo minha mãe também optou pela carreira da advocacia e também se tornou uma advogada he***na). Junto deles finalmente estou podendo fazer aquilo que sempre quis, que é cuidar de todas as etapas e orientar meus clientes em suas escolhas, planejando os caminhos, para então alcançar resultados satisfatórios.
E o que posso dizer quando me perguntam se tive medo? Sim, tive muito medo e ainda tenho, pois abri mão de muitas coisas com essa escolha. Mas acredito junto com meus pais poderemos traçar uma história ainda mais bonita, sempre à serviço de quem busca ajuda e/ou orientação, pois é assim que advogamos, orientando a todos em suas escolhas para alcançar resultados mais acertados.