adv.andrevilela

Como chegar Site

adv.andrevilela |Maximizo segurança jurídica na atividade profissional
|Especialista na defesa de profissionais da Saúde

18/09/2026

O termo de consentimento que f**a na recepção pode ser um problema para o médico.

Aquele documento genérico, com várias páginas, que o paciente recebe para assinar antes do procedimento, sem que os riscos específicos sejam efetivamente explicados, pode ter pouca utilidade quando surge um conflito.

Consentimento livre e esclarecido não é simplesmente uma assinatura.

O paciente precisa receber informações adequadas sobre o procedimento, seus benefícios, riscos relevantes, possíveis complicações, alternativas existentes e consequências da decisão, em linguagem compatível com sua compreensão.

E existe um ponto jurídico que muitos médicos esquecem: não basta afirmar que o paciente foi informado. É preciso ter condições de demonstrar que essa informação foi efetivamente prestada.

Um TCLE genérico, utilizado indistintamente para todos os pacientes e procedimentos, pode não retratar aquilo que realmente foi conversado durante a consulta.

E quando ocorre uma complicação, a discussão pode ultrapassar a questão técnica do procedimento.

Pode envolver alegação de falta de informação, violação da autonomia do paciente e ausência de consentimento adequadamente esclarecido.

O resultado pode ser uma demanda judicial, prejuízo financeiro, desgaste profissional e até repercussões perante os órgãos de fiscalização profissional.

Por isso, o TCLE deve ser individualizado, específico e coerente com o procedimento realizado, além de integrar uma estratégia documental mais ampla.

Não se trata de fazer o paciente assinar um papel.

Trata-se de documentar adequadamente uma relação médico-paciente baseada em informação, transparência e autonomia.

Médico, seu TCLE é realmente específico para o procedimento que você realiza ou é apenas um formulário genérico da recepção?

Se você tem dúvidas sobre a documentação utilizada na sua prática, busque orientação jurídica especializada em Direito Médico.

15/09/2026

O maior erro do médico ao receber uma notif**ação de sindicância é achar que deve responder sozinho.

Quando chega uma notif**ação do CRM, é comum o médico pensar: “Eu não fiz nada de errado, então basta explicar o que aconteceu”.

E é justamente aí que mora o risco.

A sindicância não deve ser tratada como uma simples oportunidade para “contar a sua versão”. A manifestação apresentada ao Conselho pode ser determinante para os próximos passos do procedimento.

Uma resposta mal estruturada, informações desnecessárias, contradições, documentos apresentados sem contexto ou até mesmo uma tentativa de justif**ar determinada conduta podem acabar produzindo elementos que serão utilizados contra o próprio profissional.

Isso não signif**a que todo médico notif**ado esteja diante de uma condenação ou que precise entrar em pânico.

Signif**a que o momento da primeira manifestação exige estratégia e cautela.

Antes de responder, é importante compreender exatamente o que está sendo apurado, qual é a acusação, quais documentos deram origem à sindicância, quais normas éticas podem estar envolvidas e quais elementos devem — ou não — integrar a defesa.

O médico conhece Medicina. O advogado especializado conhece o procedimento, a legislação e a estratégia jurídica necessária para a defesa.

Não espere a sindicância avançar para procurar orientação.

Recebeu uma notif**ação do CRM?

Não responda sozinho. Busque ajuda especializada antes de apresentar sua manifestação.

📲 A defesa começa antes da primeira resposta.

12/09/2026

O vídeo do influenciador Matheus Costa é engraçado. 😂

Mas, por trás da brincadeira, existe uma pergunta que merece ser levada a sério.

Será que a Inteligência Artificial vai substituir a Medicina?

A IA já consegue analisar uma quantidade gigantesca de informações, identif**ar padrões, auxiliar na interpretação de exames e oferecer suporte à tomada de decisões.

E a tendência é que ela se torne cada vez mais presente nos consultórios, hospitais, clínicas e laboratórios.

Mas existe uma diferença importante entre auxiliar a Medicina e substituir o médico.

Medicina não é apenas analisar dados.

É ouvir o paciente. É compreender o contexto. É realizar o exame clínico. É avaliar riscos e benefícios. É tomar decisões diante de situações que nem sempre possuem uma resposta matemática.

E existe ainda uma questão que, para o Direito Médico, é fundamental, se a IA participar de uma decisão médica e algo der errado, quem será responsabilizado?

O médico? A instituição de saúde? A empresa responsável pela tecnologia? ou poderá existir uma responsabilidade compartilhada, dependendo das circunstâncias?

Uma coisa é certa, simplesmente dizer que “foi a IA que recomendou” não parece suficiente para afastar, por si só, a responsabilidade profissional.

A tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta de apoio.

Mas ela também traz novos riscos, falhas, informações equivocadas, ausência de transparência, proteção de dados, segurança da informação e decisões tomadas sem a devida supervisão.

Talvez a IA não venha para acabar com a Medicina.

Talvez ela venha para mudar a maneira como a Medicina é exercida.

E o profissional que compreender essa transformação antes que ela se torne um problema estará muito mais preparado.

A pergunta, portanto, não deveria ser apenas “A IA vai substituir o médico?”

Mas também, “O médico está preparado para exercer a Medicina na era da IA?”

Se você é médico, dentista ou profissional da saúde, acompanhe meus conteúdos sobre Direito Médico, tecnologia e responsabilidade profissional, e compartilhe este texto com aquele profissional que ainda acha que IA �

12/09/2026

7 ANOTAÇÕES NO PRONTUÁRIO QUE VIRAM PROVA CONTRA O MÉDICO

O prontuário é a principal prova de defesa do médico. E é também, com frequência, a principal prova contra ele. Sete registros que aparecem todo dia e que, em juízo, trabalham do lado errado:

7 — “Aguardando vaga na UTI.” Registrar a espera sem registrar o que foi feito durante ela. O documento passa a provar a demora e não prova a solicitação de vaga, o contato com a regulação, o reforço do pedido, o suporte mantido no leito. Sobra o dano e falta o esforço.

6 — “Sem alterações”, repetido dia após dia. Se o quadro evoluiu e as anotações são idênticas, o prontuário prova que não houve exame.

5 — “Paciente não colaborativo.” Juízo de valor não é dado clínico. É suporte a pedido de dano moral, escrito pela mão do próprio médico.

4 — “Alta a pedido, orientado quanto aos riscos.” Quais riscos? Recusa terapêutica sem o conteúdo do esclarecimento e sem assinatura não prova que o paciente saiu informado. Prova apenas que saiu.

3 — Registro de urgência sem horário. Em urgência, a discussão é tempo de resposta. Sem hora anotada, não há como demonstrar tempestividade.

2 — Anotação feita depois do evento, sem identif**ação de que é aditamento. Deixa de ser correção e passa a ser discutida como adulteração.

1 — Registro sem nome e sem CRM. Prontuário que não identif**a quem escreveu não defende ninguém. É o erro mais simples da lista e o mais frequente.

O que os sete têm em comum: nenhum é percebido no momento em que é escrito. Todos são percebidos quando o prontuário já está digitalizado nos autos, e aí não há mais o que ajustar.

Conteúdo informativo. Não constitui análise de caso concreto, situações específ**as exigem exame individualizado por advogado de sua confiança.

Salve para revisar antes do próximo plantão e compartilhe com quem divide a escala com você. Siga o perfil.

11/09/2026

MITOS E VERDADES NO DIREITO MÉDICO

Cinco frases que se repetem em consultório e em corredor de hospital. Três estão erradas e são justamente as três que reaparecem depois, dentro do processo.

1. “Assinei o termo de consentimento, então estou protegido.” MITO.
O TCLE prova que o dever de informação foi cumprido. Não cobre falha técnica. Consentimento não é quitação de responsabilidade: é prova de um dever, não de todos.
2. “A responsabilidade do médico depende de culpa.” VERDADE.
Art. 14, §4º, do CDC: a responsabilidade do profissional liberal é apurada mediante verif**ação de culpa. O hospital, por sua vez, responde objetivamente pela falha do serviço próprio.
3. “O prontuário é documento do médico.” MITO.
A guarda é do médico ou da instituição. A titularidade da informação é do paciente. Recusar cópia é infração ética e, no processo, a recusa é lida contra quem a opôs.
4. “CRM e Justiça correm separados.” VERDADE.
As instâncias são independentes. Arquivamento ético não vincula o juízo cível. E a defesa apresentada no CRM costuma ser juntada, depois, na ação indenizatória.
5. “Cirurgia plástica é obrigação de meio, como qualquer cirurgia.” MITO.
Na cirurgia estética prevalece o entendimento de obrigação de resultado, com presunção de culpa. Muda quem tem o ônus de provar o quê e é nesse ponto que a defesa costuma ser construída tarde demais.

O denominador comum dos cinco, nenhum é discutido quando o médico tem tempo. Todos são discutidos quando a demanda já existe.

Conteúdo informativo. Não se trata de análise de caso concreto situações específ**as exigem exame individualizado por advogado de sua confiança.

Salve este post para consultar depois e compartilhe com o colega que ainda acredita que o termo de consentimento resolve tudo. Siga o perfil.

Você já disse alguma dessas frases?

11/09/2026

UM STORY PODE CUSTAR CARO.

“Mas doutor, era só um story. Em 24 horas ele desaparece.”

O problema é que a imagem pode desaparecer das redes sociais, mas as consequências jurídicas não necessariamente desaparecem com ela.

Imagine a seguinte situação, um profissional da saúde publica, em seus stories, uma fotografia de um paciente em situação de vulnerabilidade.

Horas depois, a família vê a publicação.

E reconhece o familiar.

O story desaparece após 24 horas.

Mas a família já viu. Pode ter feito uma captura de tela. Pode ter compartilhado. E, principalmente, pode ter identif**ado aquela pessoa.

É nesse momento que uma publicação aparentemente banal pode se transformar em um problema jurídico sério.

A imagem, a honra, a intimidade e a dignidade integram os chamados “direitos da personalidade”.

E quando uma pessoa é exposta de maneira indevida, especialmente em situação degradante, vexatória ou de vulnerabilidade, pode existir discussão sobre responsabilidade civil e indenização por danos morais, além de possíveis consequências no âmbito ético-profissional.

E aqui está o erro que muitos cometem, achar que apagar a publicação resolve tudo.

Não necessariamente.

A exclusão posterior pode interromper a divulgação, mas não apaga automaticamente o fato de que aquela imagem foi publicada e eventualmente acessada por terceiros.

Na área da saúde, portanto, antes de apertar “publicar”, a pergunta não deveria ser apenas, “Isso vai f**ar bonito no meu perfil?

Mas “Eu tenho segurança jurídica para publicar essa imagem?”

Porque um story pode durar 24 horas. A responsabilidade pode durar muito mais.

Se você é médico ou profissional da saúde e tem dúvidas sobre o que pode ou não publicar, procure orientação jurídica antes de transformar uma postagem em um problema.

Salve este post e compartilhe com outro profissional da saúde.

Já viu alguma postagem que expôs paciente indevidamente?

Desde que comecei a atuar também na área de concursos públicos, passei a enxergar de muito perto uma realidade que nem s...
08/09/2026

Desde que comecei a atuar também na área de concursos públicos, passei a enxergar de muito perto uma realidade que nem sempre é percebida por quem está do lado de fora.

Tenho acompanhado o sofrimento, a ansiedade e os anseios de tantos concurseiros.

Pessoas que passam meses e, muitas vezes, anos estudando. Que abrem mão de momentos com a família, de descanso, de lazer e de tantas outras coisas em busca de uma oportunidade.

E o que mais chama a atenção é perceber que, para essas pessoas, concurso público nunca foi apenas uma prova.

É um projeto de vida.É a esperança de uma vida melhor.
A esperança de um futuro mais seguro.

A esperança de poder mudar a própria realidade e, muitas vezes, a realidade de toda uma família.

Por isso, quando um candidato tem um direito violado, é eliminado por uma situação que poderia ser evitada ou tem suas expectativas frustradas por uma decisão incompatível com as regras do próprio certame, o impacto vai muito além de uma simples reprovação.

Existe uma história por trás daquela pessoa.

Existe esforço. Existe renúncia. Existem noites mal dormidas, finais de semana estudando e uma expectativa construída ao longo de meses ou anos.

O Direito não pode garantir a aprovação de ninguém. Mas pode e deve garantir que o concurso público seja conduzido dentro da legalidade, da isonomia e do respeito às regras estabelecidas.

Porque, para quem está do outro lado da prova, aquela oportunidade pode representar muito mais do que um cargo público.

Pode representar a esperança de um novo começo.

E é justamente por isso que, quando essa esperança é retirada de forma incoerente ou ilegal, não estamos falando apenas de uma questão administrativa.

Estamos falando de vidas, sonhos e futuros.

Endereço

Rua Drive Pedro Costa/483/S15/Edifício Ágata Centro Empresarial
Taubaté, SP
12010160

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando adv.andrevilela publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar