07/08/2024
Hoje vou trazer para cá um post mais pessoal, afinal são 18 anos da 11.340/06! A lei que irritava a estagiária Ana Beatriz, por ter o número muito parecido com a Lei de Dr**as - 11.343/06 e deixar ela louca na hora de escrever, mas também a lei que fez essa mesma estagiária ser a Doutora que é hoje, que mesmo “se casando” com o Direito Imobiliário, segue por aí espalhando “as palavras e a vida de Maria”.
A especialização em imobiliário veio em 2018, mesmo que abandonei definitivamente o direito penal para me dedicar ao cível, mesmo ano também que comecei a rodar as escolas do DF e entorno palestrando inicialmente só sobre a letra da lei, mas logo depois sobre Direitos das Mulheres, Cultura da Violência e toda a amplitude do tema. Fazendo o meu trabalho de formiguinha na esperança, talvez utópia, de deixar um Brasil (ou pelo menos uma Brasília) povoado por Marias vivas e livres no futuro.
No início achei que não seria possível conciliar, uma imobiliarista falando de matéria penal? Mas no fundo percebi que na verdade não tem nem tanto a ver com o Direito em si, mas comigo e com todas as Mulheres, tem a ver com o que eu quero pra mim e pra todas hoje, amanhã e daqui 100 anos.
Ainda há MUITO a ser feito, parece que quanto mais falamos de Maria da Penha, mais casos aparecem mas isso não é de todo ruim, porque se de um lado temos agressores irritados com uma lei “injusta”, do outro temos Marias cada vez mais fortes e cheias de coragem pra denunciar.
Sim, falta muito a ser feito, mas já diz a canção: Você não sabe o quanto eu caminhei, pra chegar até aqui…
18 vivas para a Lei Maria da Penha, é uma tristeza enorme precisarmos dela, mas um alívio maior ainda saber que a temos!
Encerro aqui meu pequeno texto, menos profissional do que gostaria de escrever aqui, mas com a esperança de que de tijolinho em tijolinho vamos mudando a cara desse castelo e como eu digo quando começo as palestras para crianças mais novas:
ERA UMA VEZ, MARIA!
(Ana Beatriz Sitta)