19/02/2026
É comum ver pais compartilhando fotos e vídeos dos filhos nas redes sociais. Mas o que parece inofensivo pode gerar problemas, inclusive legais.
Essa prática tem nome: sharenting, junção das palavras share (compartilhar) e parenting (parentalidade). Pode ser feita com ou sem fins comerciais, mas sempre envolve a exposição pública da imagem de crianças.
O problema é que essa exposição nem sempre considera o melhor interesse da criança, que é um princípio previsto na nossa Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Trazendo risco de:
• Privacidade: ao divulgar fotos, pais acabam mostrando dados sensíveis como nome completo, rotina e localização dos filhos. Isso pode abrir espaço para crimes como assédio, bullying ou até roubo de identidade.
• Consentimento: crianças têm direito à imagem e à privacidade. Compartilhar fotos sem o consentimento delas (ainda que sejam pequenas) pode causar constrangimento ou conflitos no futuro.
• Saúde emocional: exposição constante pode afetar a forma como a criança se enxerga, criando pressão por perfeição, insegurança ou dependência de aprovação externa.
Por isso que o ECA e a LGPD garantem proteção à imagem, dignidade e dados pessoais de crianças. Pais têm liberdade, mas ela encontra limites quando a exposição coloca os filhos em risco.
E como se proteger? Reflita antes de postar, respeite a vontade dos filhos e ajuste a privacidade dos perfis.
Se precisar de ajuda, consulte um advogado especializado em direito digital.