18/05/2026
O Brasil vive um paradoxo energético.
Temos uma matriz cada vez mais renovável, com forte expansão da geração solar e eólica, mas ainda não temos a flexibilidade necessária para aproveitar toda essa energia no momento certo.
O resultado é conhecido: cortes de geração renovável, pressão sobre o sistema, contratação de capacidade, aumento de encargos e uma discussão cada vez mais urgente sobre segurança energética.
O armazenamento em baterias é necessário, seguro e urgente.
E eu concordo com a essência da tese.
A grande questão não é mais se as baterias terão espaço no setor elétrico brasileiro.
A pergunta correta é:
📌 qual será o modelo regulatório, tarifário e contratual capaz de viabilizar esse mercado com segurança jurídica?
Porque bateria não é apenas equipamento.
É infraestrutura.
É flexibilidade.
É resposta à ponta.
É integração renovável.
É redução de desperdício.
É serviço ancilar.
É estratégia de mercado.
É transição energética com inteligência.
Mas sem regulação clara, o mercado não escala.
A ANEEL já vem tratando do tema na Consulta Pública nº 39/2023, e em 2026 autorizou a primeira unidade de armazenamento colocalizada a uma usina fotovoltaica no Brasil.
Isso mostra que o armazenamento deixou de ser futuro distante.
Ele já começou.
E quem atua no setor elétrico precisa entender desde agora os impactos regulatórios, contratuais, tarifários e econômicos dessa nova realidade.