15/10/2026
Com a facilidade da tecnologia, tornou-se comum o paciente gravar a consulta em áudio ou vídeo sem o conhecimento do médico, muitas vezes apenas para "lembrar das orientações". Juridicamente, a gravação da própria conversa por um dos interlocutores costuma ser considerada lícita.
Contudo, se o médico se sentir desconfortável e avaliar que a relação de confiança (pilar da medicina) foi prejudicada, há base ética que pode respaldar a recusa na continuidade do tratamento de forma preventiva — desde que não seja um caso de urgência.
Lidar com a tecnologia no consultório exige prudência.