11/08/2026
Há uma advocacia que não aparece nas fotografias.
É a advocacia nua e crua. A das trincheiras.
Aquela que exige estudo quando todos já foram dormir, firmeza quando seria mais fácil ceder e coragem para questionar entendimentos que o tempo tornou incompatíveis com a sociedade que temos hoje.
Advogar também é desconstruir.
É insistir para que velhas respostas sejam novamente examinadas. É lembrar que o Direito precisa acompanhar a vida.
E, tantas outras vezes, é simplesmente lutar para que a lei seja cumprida — o que, por si só, já pode exigir uma batalha inteira.
Mas existe algo ainda mais profundo nessa profissão.
Por trás de cada processo há uma história que alguém decidiu nos confiar.
Entramos em capítulos delicados da vida de pessoas, famílias e empresas. Conhecemos medos, conflitos, projetos, perdas, patrimônios construídos ao longo de décadas, relações que chegaram ao limite e decisões capazes de mudar destinos.
Poucas profissões concedem tamanho privilégio. E tamanha responsabilidade.
Talvez seja por isso que a advocacia exija tanto de quem a escolhe.
Técnica, estratégia e disciplina são indispensáveis.
Mas há algo que não se aprende nos livros: a paixão que nos faz permanecer.
A paixão por uma boa tese. Pela palavra precisa. Pela justiça possível. Pela solução construída depois de tantas páginas, tantas conversas, tantas noites e tantos caminhos que precisaram ser revistos.
Advogar é carregar histórias que não são nossas como se, por algum tempo, também fossem.
E devolvê-las aos seus verdadeiros donos com mais segurança, mais clareza e, sempre que possível, um caminho.
Neste 11 de agosto, celebro a advocacia como ela é: exigente, imperfeita, humana e profundamente necessária.
E a honra de continuar escolhendo, todos os dias, estar nas trincheiras.
✨Feliz Dia da Advocacia! ✨