27/04/2026
STJ autoriza retirada de sobrenome paterno por abandono afetivo e reforça direito à identidade familiar
Uma decisão histórica do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu que o abandono afetivo pode justificar a retirada do sobrenome paterno do registro civil — inclusive estendendo esse direito aos descendentes. O entendimento reforça que o nome vai muito além de um dado formal: ele representa identidade, dignidade e vínculos reais.
No caso, foi garantido ao autor e seus filhos o direito de manter apenas o sobrenome materno, respeitando a história afetiva vivenciada pela família. A decisão marca um avanço importante no Direito de Família, ao priorizar relações construídas com base no afeto e não apenas em laços biológicos.
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