01/05/2026
Você pode não conhecer o termo, mas é muito provável que já tenha presenciado esse tipo de comportamento!
O gaslighting consiste em enganar ou controlar alguém, fazer a pessoa crer em coisas irreais e, principalmente, sugerir a sua insanidade ou instabilidade mental.
Geralmente, é um conjunto de condutas direcionadas a manipular narrativas dentro de um relacionamento abusivo.
O primeiro sinal que podemos mencionar é a distorção de informações e fatos, sempre para favorecer o abusador, afastando a atribuição de culpa ou diminuindo a vítima.
Um segundo sinal pode ser a apropriação de narrativas.
Nessa hipótese, o abusador toma para si algo que, na verdade, aconteceu com a vítima.
Por exemplo: digamos que o abusador tenha proferido graves xingamentos durante uma discussão.
Após algum tempo, numa nova discussão, ele afirma, categoricamente, que jamais xingou.
Pior que isso, passar a dizer que foi xingado pela vítima na discussão prévia e em diversas outras.
Por fim, fique muito atenta à frases como:
-> “Não foi isso que aconteceu. Você só pode estar louca!”;
-> “Eu não disse isso. Eu disse ‘isso e isso’... você que nunca lembra de nada!”;
-> “Você devia procurar um psiquiatra e tomar remédio pra essa loucura!”.
O gaslighting caracteriza violência doméstica contra a mulher, pois é violência psicológica.
Inclusive, pode ser fundamento para a concessão de medidas protetivas de urgência!
O resultado dessa prática pode ser muito sério, pois a vítima passa a questionar suas próprias memórias.
Além de duvidar de seus padrões de comportamento e tornar-se autodepreciativa.
Em casos mais graves, pode questionar, de forma muito séria, a sua sanidade mental, caindo em quadros de depressão profunda, manias, paranóias etc.
Se você identificou algum desses sinais no seu relacionamento, busque ajuda profissional, seja na área psicológica ou jurídica!