02/06/2026
Risco psicossocial deixou de ser pauta de RH. A NR-1 atualizada transformou isso em obrigação de compliance.
Os afastamentos por burnout cresceram 823% nos últimos quatro anos no Brasil, segundo o Ministério da Previdência Social. A partir de 26 de maio de 2026, a atualização da NR-1 passou a exigir que empregadores incluam riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos. Na prática, fatores como sobrecarga de trabalho, metas excessivas e assédio moral integram formalmente o escopo de prevenção ocupacional das empresas.
Para Maurício Sampaio, advogado especialista em direito do trabalho e sócio do Badaró Almeida, o tema saiu do campo do bem-estar individual e passou a integrar o núcleo de responsabilidade jurídica das organizações.
“O adoecimento psíquico relacionado ao trabalho passou a ser tratado sob a ótica de risco ocupacional. A omissão preventiva pode gerar responsabilização trabalhista, previdenciária e até civil, conforme o nexo entre organização do trabalho e adoecimento.”
O especialista aponta que muitas empresas ainda tratam o tema exclusivamente dentro das áreas de RH, sem integração técnica com Saúde e Segurança do Trabalho, o que amplifica os riscos jurídicos em casos de litígios ou afastamentos.
A exigência da NR-1 impõe uma atuação preventiva estruturada: identificação formal dos riscos, revisão de práticas de gestão, canais de denúncia, protocolos de investigação e monitoramento contínuo de indicadores de afastamento. Prevenção documental, mensurável e integrada à governança da empresa.
A ausência de estrutura preventiva documental fragiliza a posição da empresa em qualquer litígio relacionado ao tema.
Link da matéria completa:
https://mundoba.com.br/saude/afastamentos-por-burnout-crescem-823-em-quatro-anos-no-brasil-diz-governo/
A equipe Badaró Almeida orienta empresas na estruturação desse processo.