20/08/2026
🚩Enfrentamento à Violência no Campo
No dia 13 de agosto, a AATR/BA promoveu a atividade ‘Violência no Campo: análise de conjuntura sobre novas e velhas dinâmicas de atuação contra comunidades tradicionais’. A iniciativa reuniu organizações parceiras e lideranças comunitárias para refletir sobre os desafios atuais enfrentados pelos povos e comunidades tradicionais e fortalecer estratégias coletivas de defesa dos direitos e dos territórios.
A complexa análise da conjuntura que nos cerca foi realizada pelo advogado popular, associado da AATR e coordenador do Ideas- Assessoria Popular, Wagner Moreira. Na ocasião, ele descreveu o perfil dos programas de proteção e sobre iniciativas de autoproteção de movimentos sociais e comunidades frente ao acirramento de ataques violentos e criminalização crescente no campo e na cidade no estado da Bahia.
"O evento foi muito importante, pois tivemos a oportunidade de falar sobre as comunidades, a luta, a resistência no dia a dia e também ter um olhar de projeção para futuramente olhar essa questão", diz Aliene Barbosa e Silva, liderança do Coletivo de Fechos de Pasto. Para ela, foi um privilégio participar da análise de conjuntura e fazer essa avaliação mais ampla do contexto político que vivencia. A percepção é compartilhada pela advogada popular e assessora jurídica da AATR, Daiane Ribeiro, que classificou a atividade como uma chance de “trocas genuínas, olho no olho” e uma possibilidade estratégica para delinear novas rotas frente à renovação das formas de opressão.
O encontro integrou a programação da Semana Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo, realizada pela Campanha Contra a Violência no Campo, articulação construída por mais de 70 entidades da sociedade civil comprometidas com a defesa da vida, dos territórios e dos direitos dos povos do campo, das florestas e das águas.
A atividade na Bahia foi realizada pela AATR com a parceria do Centro de Estudos e Ação Social (Ceas) e apoio do Ideas- Assessoria Popular como propósito de visibilizar as violências nos territórios, fortalecer a memória das vítimas e ampliar a solidariedade às comunidades atingidas.