11/07/2025
A advocacia criminal ainda é cercada por preconceitos e julgamentos equivocados. Frases como “advogado criminal defende bandido” ou “se a pessoa é inocente, não precisa de advogado” são exemplos de mitos que distorcem o verdadeiro papel do profissional criminalista e comprometem o entendimento da sociedade sobre o funcionamento da Justiça.
A verdade é que o advogado criminal não defende o crime, defende o devido processo legal, os direitos constitucionais do cidadão e a aplicação justa da lei.
Sua função é garantir que nenhuma pessoa seja condenada sem provas, sem defesa ou com base em um processo falho. Isso vale para todos: inocentes e culpados. É um trabalho técnico, fundamentado em garantias que protegem qualquer um de nós diante do poder punitivo do Estado.
Além disso, o trabalho do criminalista não começa e nem termina no tribunal. Envolve etapas estratégicas desde o inquérito policial, acompanhamento de audiências, análise minuciosa das provas, sustentação oral, elaboração de peças jurídicas complexas, além da atuação em habeas corpus, recursos e revisões criminais. É uma área que exige conhecimento técnico aprofundado, sensibilidade e responsabilidade.
A presença de um advogado criminal é, portanto, um direito fundamental de todo cidadão. O acesso à defesa qualificada não é um privilégio, é uma garantia constitucional, prevista no artigo 5º da Constituição Federal, que assegura a todos o contraditório e a ampla defesa.