02/09/2026
Construção civil cria plano de carreira para atrair jovens da geração Z
A construção civil quer mudar a imagem das profissões dos canteiros de obras para atrair trabalhadores mais jovens e enfrentar a falta de mão de obra qualificada. O Sinduscon-SP lança em setembro o projeto “trilhas de carreiras profissionais”, iniciativa que prevê cursos de formação, plano de evolução profissional e mudanças na nomenclatura de funções tradicionais do setor.
O projeto surge em um cenário de dificuldade para preencher vagas na construção civil. Segundo o Sinduscon-SP, somente no Estado de São Paulo existem mais de 100 mil postos de trabalho abertos no setor. Atualmente, a idade média dos trabalhadores da área é de 42 anos, enquanto jovens das gerações Z e Alfa demonstram menor interesse por funções tradicionais como servente, pedreiro e carpinteiro.
A proposta do sindicato é apresentar a construção civil como uma área com possibilidade de crescimento profissional e melhores perspectivas de renda, além de aproximar o setor de um modelo mais industrializado.
A iniciativa será desenvolvida em parceria com o Senai e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo ( ). O plano será estruturado em sete níveis de carreira, começando pelo auxiliar de produção, função que substituirá a denominação tradicional de servente, até chegar ao cargo de mestre de obras sênior.
“Esse é o projeto mais revolucionário para atrair mão de obra para construção civil”, afirmou Yorki Estefan, presidente do Sinduscon-SP. Além da qualificação profissional, o projeto prevê cursos realizados dentro das próprias obras para preparar trabalhadores para o modelo de construção industrializada.
A Crítica