12/09/2026
Vocês compraram o imóvel juntos.
Você pagou a maior parte da entrada com recursos particulares. Talvez até tenha vendido algum bem seu para conseguir completar esse valor.
Mobiliou o apartamento, participou das despesas, ajudou a construir aquela vida.
Mas o financiamento ficou apenas no nome dele e nem passou pela cabeça de vocês formalizar alguma coisa.
Estava tudo bem.
Até que a relação terminou.
E então aquela diferença que parecia não importar durante a vida a dois passou a ser uma questão jurídica:
Quanto cada um colocou naquele imóvel?
Quando, de fato, começou a união estável?
Qual era o regime de bens?
O que pode ser partilhado?
E como comprovar a origem dos recursos que você utilizou?
A união estável não depende de um contrato para existir. Mas isso não significa que deixar tudo sem formalização seja sempre a melhor escolha.
Principalmente quando existe patrimônio sendo construído.
Porque, quando surge o conflito, aquilo que antes parecia óbvio pode precisar ser demonstrado por documentos, comprovantes e outros elementos de prova.
Formalizar não é falta de confiança. É planejamento.
Se você está construindo patrimônio com alguém e ainda não definiu essas questões, talvez seja hora de olhar para isso enquanto está tudo bem e não depois que deixar de estar.
Agora me conta: conhece alguém que vive em união estável e não formalizou a relação?
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