25/04/2026
Hoje, ao ver a publicação do IBDFAM sobre o Dia Internacional de Combate à Alienação Parental, senti a necessidade de trazer uma reflexão que vai além dos rótulos.
Em escritório, esse é um tema recorrente — e, infelizmente, ainda carregado de estigmas. Muitas vezes, a alienação parental é tratada como uma “bandeira” de disputa entre homens e mulheres. Mas essa leitura é reducionista… e perigosa.
A alienação parental não é sobre gênero.
É sobre vínculo.
É sobre responsabilidade.
E, sobretudo, é sobre o superior interesse da criança.
Quando adultos utilizam conflitos pessoais para interferir na percepção da criança sobre o outro genitor, o que está em jogo não é quem “tem razão”, mas sim o desenvolvimento emocional e psíquico de quem ainda está em formação.
Deslocar o foco para disputas ideológicas nos faz perder o essencial.
Ressignif**ar esse tema é urgente.
Retirar os estigmas é necessário.
E assumir a responsabilidade emocional nas relações parentais é um dever — não uma escolha.
O Estatuto da Criança e do Adolescente já nos dá o norte: proteger a criança é prioridade absoluta.
Agora eu te pergunto:
• Será que estamos realmente olhando para a criança — ou apenas para o conflito entre adultos?
• Em que momento o “direito” virou instrumento de disputa emocional?
• Até que ponto nossas narrativas pessoais estão interferindo na construção afetiva dos filhos?
• Estamos preparados para reconhecer nossas próprias atitudes dentro desse contexto?
E, no fim… talvez Nando Reis já tenha dito, com a delicadeza que o tema exige, aquilo que muitos processos não conseguem traduzir:
Pra Você Guardei o Amor.
Porque, quando o afeto é verdadeiro, ele não disputa… ele cuida, preserva e não transforma a criança em campo de batalha.
E aqui vai um convite — com carinho, mas sem rodeios:
terapia ainda é mais barato (emocionalmente falando) do que projetar feridas nos filhos.
Coragem, às vezes, não é vencer o outro.
É se responsabilizar por si.
Por
ECA