27/06/2026
🏟️ Levi’s na Copa do Mundo da FIFA.
Durante a Copa um detalhe chamou a atenção: o icônico Levi’s Stadium, casa do time da NFL de San Francisco, teve toda a identidade visual da Levi's coberta durante as partidas.
Motivo? A FIFA possui rígidas regras de exclusividade comercial. Como a Levi’s não era patrocinadora oficial do torneio, sua marca não poderia aparecer no evento.
À primeira vista, parece uma derrota para a Levi’s. Mas o efeito foi justamente o contrário.
As imagens do estádio “descaracterizado” viralizaram nas redes sociais e na imprensa mundial. O público rapidamente percebeu que o nome havia sido ocultado, gerando uma enorme exposição espontânea para a marca — sem que ela tivesse investido na competição.
Esse episódio também abre espaço para discutir o chamado ambush marketing (ou marketing de emboscada), que se caracteriza quando uma empresa busca associar sua marca a um grande evento sem ser patrocinadora oficial, aproveitando-se da visibilidade gerada pela competição.
No Brasil, a proteção jurídica decorre principalmente da Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996), que tutela os atos de concorrência desleal, além das normas de proteção às marcas e, em eventos específicos, de legislações especiais que podem ser editadas para resguardar os direitos dos organizadores.
No caso da Levi’s, entretanto, não houve uma ação deliberada para se associar ao evento. A marca apenas permaneceu onde sempre esteve: no nome do estádio. O paradoxo é que a tentativa de ocultar sua identidade acabou despertando ainda mais curiosidade e repercussão.
💬 Você entende que esse tipo de repercussão espontânea pode ser equiparado ao ambush marketing ou trata-se apenas de uma consequência inevitável da realização do evento em um estádio patrocinado?