Gabriela Manssur Advocacia para Mulheres

Gabriela Manssur Advocacia para Mulheres Escritório de Advocacia

24/08/2026

“Mulher de malandro” é um ditado que precisa ser questionado.
Ele transforma a mulher, que é vítima, em responsável pela violência que sofreu.

Muitas vezes, permanecer em uma relação violenta envolve uma teia difícil de romper: dependência emocional e financeira, medo, ameaças, isolamento, afastamento da rede de apoio e preocupação com os filhos.

Quem está de fora pode perguntar: “Por que ela não foi embora?”
Mas talvez a pergunta mais importante seja: o que fez essa mulher se sentir sem saída?

A violência nunca é responsabilidade de quem a sofre. A responsabilidade é de quem agride.

23/08/2026

É impossível assistir às imagens de Emiliane e não se indignar.

Uma mulher de 24 anos, amarrada, amordaçada, mantida em cárcere e submetida a uma violência de uma crueldade assustadora.
Ela relatou que o agressor colocava panos com ácido em sua boca.
As imagens dela, ainda usando máscara de oxigênio após ser resgatada, são de cortar o coração.

O agressor foi preso em flagrante e, após a audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva.

Mas, para mim, esse caso vai muito além da notícia e das imagens que viralizaram.

Existe uma mulher que passou por algo inimaginável e que agora precisa lidar com as marcas que essa violência deixou.
Marcas no corpo, na memória e na própria forma de enxergar a vida.

É por isso que eu escolhi estar onde estou.

Como advogada e especialista em Direito das Mulheres, reafirmo todos os dias o compromisso que escolhi assumir: defender mulheres e enfrentar, com coragem e firmeza, todas as formas de violência que ainda atravessam suas vidas.

Porque quando uma mulher é violentada dessa maneira, não podemos tratar como apenas mais um caso que viralizou nas redes e depois desapareceu.

Por trás de cada notícia existe uma mulher.
Existe uma história.
Existe uma vida que precisa continuar.

E é por essas mulheres que eu sigo.
Com a mesma indignação.
Com a mesma coragem.
E com ainda mais vontade de lutar.

21/08/2026

A violência contra as mulheres cresce, mas por trás de cada número existem histórias de medo, dependência e falta de apoio.

Muitas mulheres permanecem em relacionamentos violentos por dependência emocional ou financeira, pelo medo de perder a guarda dos filhos, pela insegurança em relação à pensão alimentícia e, principalmente, pelo receio do que pode acontecer quando decidem romper.

E quando falta informação, orientação e uma rede de apoio, denunciar pode parecer ainda mais difícil.

Por isso, o acesso a uma profissional especializada em Direito das Mulheres faz diferença.
Uma orientação jurídica adequada pode ajudar essa mulher a compreender seus direitos, conhecer os caminhos possíveis e tomar decisões com mais segurança.

Romper o ciclo da violência também passa por garantir que mulheres não estejam sozinhas no momento em que mais precisam de apoio.

Informação, acolhimento e orientação podem ser o primeiro passo para transformar uma história.

Acabamos de assumir, juntamente com o Dr. Fabio Fajolli | Advogado Criminalista SP, o caso da Dra. Giullia Falcão | Esté...
21/08/2026

Acabamos de assumir, juntamente com o Dr. Fabio Fajolli | Advogado Criminalista SP, o caso da Dra. Giullia Falcão | Estética Orofacial.

Nossa atuação vai além de um caso.

É também um compromisso com todas as mulheres que enfrentam situações de violência e com a construção de uma sociedade em que nenhuma mulher precise ter medo, seja silenciada ou fique desprotegida.

Agradeço imensamente o apoio fundamental do Projeto Projeto Justiceiras e de toda equipe Justiceiras.

Ianca Santos Naj Sueli Amoedo Gabriela Saroli Lourdes Oliveira

Confiamos na Justiça! ✍️

💪⚖️❤️🏃‍♀️💃🏻👊

20/08/2026

“Parem de nos matar, porque nós resolvemos parar de morrer.” Ministra Cármen Lúcia

Essa fala é forte porque representa um momento em que as mulheres dizem: não vamos mais aceitar a violência como parte da nossa realidade.

A ampliação da proteção da Lei Maria da Penha é um passo importante nessa luta.
É sobre reconhecer que a violência de gênero pode acontecer em diferentes contextos e que a mulher precisa ser protegida onde quer que esteja.

E quando mulheres ocupam espaços de decisão, como a ministra Cármen Lúcia no STF, essas vozes também chegam aos lugares onde leis são interpretadas, direitos são garantidos e mudanças podem acontecer.

Que a nossa força continue sendo também a força de dizer: basta.
Não aceitamos mais.

A proteção das mulheres precisa acompanhar a realidade da violência e não f**ar limitada à existência de um relacionamen...
20/08/2026

A proteção das mulheres precisa acompanhar a realidade da violência e não f**ar limitada à existência de um relacionamento.

A ampliação da aplicação da Lei Maria da Penha reforça um ponto fundamental: a mulher pode buscar proteção mesmo quando o agressor não é marido, namorado ou familiar.

O que deve ser considerado é a existência de violência baseada no gênero e uma situação de risco.

Isso signif**a reconhecer que ameaças, perseguições e outras formas de violência podem acontecer em diferentes contextos e partir de pessoas com diferentes níveis de vínculo.

Conhecer essa mudança é importante porque informação também é uma forma de proteção.

Salve este conteúdo e compartilhe com outras mulheres.

Sabe quando uma agressão é tratada como “só mais uma briga de casal”? Essa decisão mostra que o contexto importa e muito...
19/08/2026

Sabe quando uma agressão é tratada como “só mais uma briga de casal”?
Essa decisão mostra que o contexto importa e muito.
A violência não acontece no vazio: a maneira como ela é praticada e as circunstâncias envolvidas podem revelar uma gravidade que precisa ser reconhecida pela Justiça.

É importante que nós, mulheres, saibamos que a violência que sofremos não deve ser minimizada.
Cada caso precisa ser olhado com atenção, seriedade e respeito à história da vítima.
E decisões como essa ajudam a fortalecer esse olhar.

Por que é tão fácil prender um homem que não paga alimentos e é tão difícil prender um homem que bate em uma mulher?A pe...
18/08/2026

Por que é tão fácil prender um homem que não paga alimentos e é tão difícil prender um homem que bate em uma mulher?

A pensão alimentícia é, sem dúvida, muito importante. Ela garante o sustento e a dignidade de quem dela depende e precisa ser cumprida.

Mas f**a a reflexão: se somos capazes de dar respostas tão efetivas quando está em jogo uma obrigação financeira, por que ainda encontramos tantos obstáculos para proteger uma mulher quando está em jogo a própria vida?

Não se trata de diminuir a importância da pensão.
Trata-se de reconhecer que a vida de uma mulher também precisa ser tratada como prioridade.

A ameaça não pode ser banalizada.
A perseguição não pode ser normalizada.
A agressão não pode ser tratada como um episódio qualquer.

Quando uma mulher está em situação de risco, cada minuto importa.

Precisamos de mecanismos cada vez mais ef**azes para identif**ar a escalada da violência, interromper ciclos de agressão e impedir que uma ameaça se transforme em uma vida perdida.

Porque a vida da mulher não pode ser considerada importante apenas depois que uma tragédia acontece.

A vida dela importa antes.
Durante.
E, principalmente, enquanto ainda há tempo para protegê-la.

Essa é a reflexão que precisamos fazer.

17/08/2026

Angelita Manoela Rodrigues, 40 anos, foi assassinada pelo companheiro dentro de um supermercado, em São Paulo.

Ela estava em um local público, cercada de pessoas e sob o alcance de câmeras de segurança. Ainda assim, nada disso foi suficiente para impedir que Lafayete Gonzaga da Silva a atacasse brutalmente com uma faca.

Angelita chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Segundo as informações divulgadas, antes do crime, o homem teria matado o cachorro da vítima.
Depois, foi até o supermercado onde ela estava e cometeu o feminicídio.
Ele foi preso em flagrante e o caso segue sendo investigado.

Esse caso nos lembra, mais uma vez, que feminicídio não acontece por acaso e não é “crime passional”.

Quando uma mulher decide terminar, nenhum homem ganha o direito de decidir se ela pode ou não ir embora.

O que assusta não é apenas a violência.
É perceber que nem um supermercado cheio, nem testemunhas, nem câmeras foram capazes de intimidar um homem determinado a matar.

Por isso, precisamos falar cada vez mais sobre os sinais de violência, sobre proteção, medidas de prevenção e sobre a importância de acolher uma mulher quando ela decide romper um relacionamento.

A culpa nunca é da mulher que decidiu sair.
A responsabilidade é de quem escolheu violentar.

Angelita não pode ser apenas mais um nome nas estatísticas.

Que a sua história nos faça olhar para a violência antes que ela termine em feminicídio.
Créditos: Uol

17/08/2026

Três mulheres.
Três histórias.
Uma realidade que ainda precisa ser enfrentada: a violência contra a mulher.

Giullia Falcão, dentista, veio a público após sofrer uma grave agressão física que teria sido cometida pelo marido.

Raffa Rarbbie também relatou episódios de violência psicológica, ameaças e agressões em seu relacionamento.

Já Clara Aguilar, ex-BBB, expôs situações que descreve como abuso psicológico, emocional, chantagens e agressões.

Histórias diferentes, mas com algo em comum: mulheres fortes, independentes e que, mesmo assim, podem ser vítimas de violência.

E precisamos falar sobre isso sem colocar a culpa sobre elas.

“Mas ela tinha condições de sair.”
“Por que não terminou antes?”
“Por que continuou nesse relacionamento?”

A violência doméstica não é uma escolha da vítima. Dependência emocional, medo, ameaças, manipulação, vergonha, isolamento e tantos outros fatores podem tornar extremamente difícil romper um relacionamento abusivo.

Ser independente não signif**a estar imune à violência.

Por isso, quando uma mulher consegue romper o silêncio, denunciar e buscar ajuda, ela não deve ser julgada.
Ela deve ser acolhida, protegida e orientada.

A responsabilidade é sempre de quem agride, ameaça, humilha, controla ou violenta.

Falar é um passo.
Denunciar é um passo.
Buscar ajuda especializada é um grande passo.

E nós precisamos garantir que, quando uma mulher der esse passo, ela encontre uma rede preparada para ajudá-la a seguir em frente.

Endereço

São Paulo, SP

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