27/08/2026
A digitalização dos serviços financeiros mudou profundamente a relação entre bancos e clientes. Aplicativos, Pix, internet banking e fintechs tornaram muitas operações mais rápidas e acessíveis. Ao mesmo tempo, a presença física das instituições bancárias vem diminuindo de forma significativa.
Segundo dados divulgados pelo jornal O Sul, o número de agências bancárias no Brasil caiu 36% em uma década. Desde 2015, 638 municípios deixaram de contar com agências, atingindo uma população estimada em 6,9 milhões de pessoas.
Para parte dos consumidores, essa mudança representa praticidade. Para outros, pode significar dificuldade de acesso a serviços essenciais.
Idosos, pessoas com deficiência, moradores de regiões afastadas, consumidores com pouca familiaridade digital e usuários sem acesso adequado à internet podem enfrentar obstáculos para realizar operações, solucionar problemas ou obter atendimento especializado.
O fechamento das unidades físicas também amplia a necessidade de atenção a outros pontos, como:
• Acessibilidade dos canais digitais;
• Qualidade e rapidez do suporte;
• Segurança contra golpes e fraudes;
• Disponibilidade de alternativas presenciais;
• Orientação adequada ao consumidor.
A transformação digital do setor bancário é uma realidade, mas precisa avançar de forma inclusiva. Modernizar serviços também exige garantir que diferentes perfis de clientes consigam acessar, compreender e utilizar essas ferramentas com segurança.
O desafio está em conciliar eficiência operacional, inovação tecnológica e proteção ao consumidor.
Na sua cidade, a redução das agências bancárias já afetou a qualidade ou o acesso ao atendimento?
Fonte: Jornal O Sul, com dados do Banco Central e do Dieese.