Ramos Filho e Piva Sociedade de Advogados

Ramos Filho e Piva Sociedade de Advogados Fundada em 2005, atua no campo do Direito Empresarial, Planejamento Estratégico e Tributário e Responsabilidade e Investimento Social.

Carta do seu advogado nº 7/2026Quando a empresa perde quem decidiaAmigo, algumas situações não aparecem em planejamento ...
28/04/2026

Carta do seu advogado nº 7/2026
Quando a empresa perde quem decidia
Amigo, algumas situações não aparecem em planejamento algum, mas quando acontecem, expõem com clareza o que estava — ou não estava — preparado.
O falecimento de um sócio é uma delas.
Na empresa unipessoal, o impacto é imediato. Quem f**a precisa lidar ao mesmo tempo com o luto e com decisões que não podem esperar: acesso a contas, cumprimento de obrigações, continuidade da operação. O problema não é apenas jurídico. É prático. E urgente.
Nas sociedades com mais de um sócio, a dificuldade muda de forma, mas não de intensidade. A empresa continua existindo, mas a ausência de quem centralizava as decisões costuma revelar um ponto frágil: falta de regra clara para a transição. Quem decide? Como decide? Em que condições?
É comum que essas respostas não estejam organizadas. E, quando não estão, o que era negócio passa a depender de consenso — ou de disputa.
O direito sucessório entra nesse cenário como instrumento necessário, mas não suficiente. Inventário resolve a titularidade. Não resolve a gestão. E empresa sem gestão definida tende a travar no momento em que mais precisa funcionar.
Esse é o ponto que raramente é enfrentado enquanto tudo está sob controle. Planejar a sucessão empresarial não é apenas definir quem será titular das quotas ou ações. É definir como a empresa seguirá operando quando a figura central sair de cena — de forma repentina ou não.
Isso envolve prever quem pode decidir, em que limites, como se dá a substituição, quais são os mecanismos de continuidade e, principalmente, como evitar que o momento de maior fragilidade se transforme em paralisia.
Não se trata de antecipar conflitos, mas de evitar que eles surjam onde poderiam ter sido prevenidos.
A experiência mostra que empresas bem estruturadas atravessam esse tipo de situação com menos desgaste. As demais aprendem na prática — e, muitas vezes, no pior momento possível.
Escrevemos esta carta apenas para lembrar que sucessão empresarial não começa quando alguém falta. Começa antes, quando ainda é possível organizar o que depois não poderá esperar.
As Cartas do seu Advogado são um meio de informação e contato do nosso escritório com você. Caso não queira mais receber esse tipo de mensagem, basta avisar por aqui.
Um abraço,
Adermir Ramos da Silva Filho
Tania Cristina Piva
Ramos Filho e Piva Sociedade de Advogados

08/04/2026

Carta do seu advogado nº 6/2026
Crédito rural e restrições ambientais: o que mudou — e como agir
Amigo, entrou em vigor um conjunto de regras que passou a impactar diretamente o acesso ao crédito rural. Instituições financeiras estão intensif**ando a análise da regularidade ambiental dos imóveis vinculados às operações. Na prática, anotações ambientais passaram a ter peso real na concessão de crédito.
Se você tem uma propriedade rural, precisa estar atento.
O tema não é novo. O que mudou foi o grau de exigência e a forma de cruzamento de dados. Informações do CAR, registros de embargos e autuações administrativas passaram a ser consideradas com mais rigor na análise das operações.
Isso signif**a que o produtor pode enfrentar restrições mesmo quando a situação ainda está em discussão ou em processo de regularização. Em alguns casos, a simples existência de apontamento já é suficiente para dificultar o crédito.
A reação mais comum — e mais arriscada — é tratar o problema como algo meramente documental. Não é. Antes de qualquer medida, é essencial entender qual é a anotação, de onde ela vem e qual é sua consistência.
Hoje, há recursos à disposição. Ferramentas técnicas, inclusive monitoramento por satélite, permitem verif**ar dados, identif**ar inconsistências e, em alguns casos, sustentar a contestação de registros indevidos. Informação qualif**ada faz diferença.
Também é importante lembrar que nem toda irregularidade ambiental impede o crédito, assim como nem toda restrição decorre de situação definitiva. Generalizar, aqui, costuma levar a decisões equivocadas.
O ponto central é simples: o acesso ao crédito deixou de ser apenas financeiro. Passou a exigir organização ambiental e leitura jurídica adequada da situação do imóvel.
Não é motivo para pânico.
Mas também não é assunto para ignorar.
Crédito se negocia.
Restrição se analisa.
Decisão se constrói.
Um abraço,
Adermir Ramos da Silva Filho
Tania Cristina Piva
Ramos Filho e Piva Sociedade de Advogados

18/03/2026

Carta do seu advogado nº 1 - jan/2026

Amigo, deixa eu te contar uma coisa importante sobre holding.

Muita gente nos procura achando que o grande desafio da holding é o imposto.
Não é.

O imposto é a parte objetiva, técnica, resolvível.
O verdadeiro desafio começa depois, quando o patrimônio já está dentro da estrutura.

Aí entra a gestão.
E, junto com ela, a família — com tudo o que ela tem de virtude e complexidade.

Quando você cria uma holding, você não está só organizando bens.
Você está depositando a sucessão em vida.
Está dizendo: “isso aqui não vai mais passar por inventário; vai continuar existindo depois de mim”.

Isso é poderoso.
E justamente por isso exige cuidado.

Porque patrimônio não se governa com afeto.
Afeto é essencial para a família, mas patrimônio precisa de regra, método e decisão clara.
Sem isso, o que era para proteger começa a gerar tensão, ruído, conflito silencioso.

Outro ponto sensível — e aqui falo com a franqueza de quem já viu isso muitas vezes:
herdeiro não nasce gestor.

Não é desmerecimento, é realidade.
Quando isso é ignorado, o patrimônio não quebra — ele paralisa.
As decisões emperram, os papéis se confundem e a holding vira um problema sofisticado, daqueles que ninguém sabe bem como resolver.

A boa holding não é a mais barata, nem a mais “esperta” no imposto.
É a que aguenta o tempo, as mudanças de humor, as ausências e, principalmente, as transições.

Por isso, mais importante do que criar a holding é pensar como ela será governada quando você não estiver no centro das decisões.
Esse é o ponto que quase ninguém gosta de enfrentar — mas é exatamente aí que mora a tranquilidade.

A gente escreve isso não como alerta frio, mas como quem diz:
estamos juntos, dá pra fazer direito, dá pra evitar dores desnecessárias.

Planejamento sucessório sério não é sobre hoje.
É sobre preservar relações amanhã — quando você já não estiver ali para mediar.

Um abraço,

Ramos da Silva Filho
Cristina Piva

Filho e Piva Sociedade de Advogados

Endereço

São Paulo, SP

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