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Sua empresa ocupa um imóvel comercial há anos, mas a propriedade nunca foi regularizada? Em muitos casos, existe um cami...
17/08/2026

Sua empresa ocupa um imóvel comercial há anos, mas a propriedade nunca foi regularizada? Em muitos casos, existe um caminho legal para transformar a posse em propriedade, e esse direito também pode ser exercido por pessoas jurídicas.

A usucapião é o instituto jurídico que permite a aquisição da propriedade pela posse prolongada. Na modalidade extraordinária (art. 1.238 do Código Civil), quem exerce posse mansa, pacífica, contínua e com animus domini sobre um imóvel por 15 anos pode adquirir sua propriedade, independente de justo título ou da comprovação de boa-fé. Esse prazo pode ser reduzido para 10 anos quando o possuidor estabelece no imóvel sua moradia habitual ou realiza obras ou serviços de caráter produtivo, ou seja, imóveis utilizados para atividades empresariais, como galpões, sedes e estabelecimentos comerciais.

Pessoas jurídicas também podem adquirir imóveis por usucapião! Quanto destinadas à moradia, há requisitos próprios e, em regra, não se aplicam às empresas. Por outro lado, modalidades como a usucapião extraordinária e a ordinária podem ser utilizadas por sociedades empresárias quando preenchidos os requisitos legais.

Isso ocorre com frequência em imóveis adquiridos por contratos particulares que nunca foram levados a registro, em sucessões patrimoniais que permaneceram sem regularização ou em outras situações em que a empresa passou a exercer a posse com características de proprietária ao longo dos anos.

A regularização traz benefícios! Um imóvel sem matrícula em nome da empresa normalmente não pode ser utilizado como garantia em operações de crédito, dificulta futuras alienações, pode gerar entraves em reorganizações societárias e sucessórias e tende a reduzir o valor econômico do patrimônio. Regularizar a propriedade é transformá-la em um ativo para gerar valor ao negócio.

Além disso, quando os requisitos legais e a documentação permitem, a usucapião pode ser processada diretamente em cartório, pela via extrajudicial, sem necessidade de ação judicial, o que costuma tornar a regularização significativamente mais célere.

Por Nilo Siroti – Sócio do KR Law

Advogar no universo corporativo é estar ao lado da empresa quando a decisão pesa: uma negociação travada, uma operação q...
11/08/2026

Advogar no universo corporativo é estar ao lado da empresa quando a decisão pesa: uma negociação travada, uma operação que precisa nascer segura, um risco que ninguém viu chegar.

É transformar técnica em proteção concreta. Antecipar o problema antes dele virar processo. Caminhar junto em cada etapa do crescimento, não só quando o contrato chega para assinar.

Hoje é dia de reconhecer essa advocacia que anda lado a lado com quem empreende.

A todos os colegas de profissão, o nosso respeito.

Burnout não é mais "só cansaço" para a Justiça do Trabalho: é doença ocupacional.Desde que a Organização Mundial da Saúd...
10/08/2026

Burnout não é mais "só cansaço" para a Justiça do Trabalho: é doença ocupacional.

Desde que a Organização Mundial da Saúde passou a reconhecer a Síndrome de Burnout como uma condição diretamente relacionada ao ambiente de trabalho, os tribunais brasileiros vêm consolidando o entendimento de que o esgotamento profissional pode, sim, ser equiparado a uma doença do trabalho, com todos os direitos que isso implica: afastamento remunerado, estabilidade provisória após o retorno, manutenção de benefícios e, em casos de nexo comprovado entre a doença e as condições de trabalho, indenização por danos morais e materiais.

O que caracteriza esse nexo? Não é qualquer cobrança de resultado. O que os tribunais vêm identificando como fator de risco são situações como metas abusivas e inatingíveis, jornadas exaustivas prolongadas por muito tempo, pressão constante e desproporcional por resultados, e ambientes com assédio moral naturalizado.

Para o empregador, a mensagem é clara: cuidar da saúde mental da equipe deixou de ser apenas uma boa prática de RH e passou a ser uma frente de gestão de risco jurídico. Empresas que não têm política clara de prevenção ao esgotamento profissional, com metas realistas, canais de escuta e cultura de liderança saudável, por exemplo, ficam mais expostas a passivos trabalhistas que podem ser altos e de longa duração, já que a reparação pode incluir pensão mensal enquanto durar a redução da capacidade de trabalho.

Prevenção aqui não é discurso: é estrutura. Documentar processos, calibrar metas e ter uma política interna de saúde mental bem construída é, hoje, parte da blindagem jurídica de qualquer empresa.

Precisa estruturar essa prevenção na sua empresa? O KR Law pode ajudar.

Por Leandro Moreira da Rocha Rodrigues - Sócio do KR Law

Você sabia que, na prática, muitas empresas Limitadas de hoje funcionam quase como Sociedades Anônimas fechadas?Um dos p...
03/08/2026

Você sabia que, na prática, muitas empresas Limitadas de hoje funcionam quase como Sociedades Anônimas fechadas?

Um dos primeiros passos ao abrir um negócio é escolher o tipo societário. Sociedade Limitada (LTDA) ou Sociedade Anônima (S.A.) são as opções mais comuns. Por muito tempo, essa escolha pareceu simples: a LTDA era vista como mais enxuta, e a S.A. como reservada a grandes corporações com muitos acionistas.

Esse cenário mudou. Nos últimos anos, a legislação tornou a LTDA muito mais flexível, permitindo que os sócios adotem ferramentas de governança antes típicas das S.A.: conselho de administração, acordos de sócios detalhados, cláusulas de saída organizada e regras de entrada gradual de novos sócios no capital.

Na prática, isso significa que a escolha entre LTDA e S.A. deixou de ser uma questão de burocracia e passou a ser uma decisão estratégica: qual estrutura protege melhor o patrimônio dos sócios, organiza a tomada de decisão e prepara a empresa para crescer, receber investimento ou passar por um processo de sucessão?

Não existe resposta única. O modelo de negócio, o momento da empresa e os objetivos dos sócios é que definem a estrutura ideal, e um tipo societário mal ajustado pode travar decisões importantes justamente quando a empresa mais precisa de agilidade.

Se sua empresa já cresceu, mudou de sócios ou está se preparando para um novo ciclo, vale revisitar essa escolha com apoio jurídico especializado. Uma estrutura bem desenhada evita conflitos, protege o patrimônio pessoal dos sócios e traz clareza sobre como as decisões são tomadas.

O KR Law está pronto para ajudar sua empresa a encontrar a estrutura certa para o momento certo.

Por Bruno Cescato – Sócio do KR Law

Compensar tributos é direito do contribuinte, mas só dentro das regras que a própria lei estabelece. E é exatamente ness...
29/07/2026

Compensar tributos é direito do contribuinte, mas só dentro das regras que a própria lei estabelece. E é exatamente nesse ponto que muitas empresas estão se expondo a risco sem perceber.

A Lei nº 9.430/1996 garante, de forma ampla, o direito de utilizar créditos que a empresa tem com o governo para abater o pagamento de tributos atuais. Até aqui, nenhuma novidade: a compensação tributária é uma ferramenta 100% legal e legítima de gestão de caixa.

O ponto que poucos observam com atenção é o outro lado dessa mesma lei: ao mesmo tempo em que autoriza a compensação, ela também estabelece vedações específicas, hipóteses em que essa compensação simplesmente não pode ocorrer.

Na prática, isso significa que qualquer "mecanismo" ou tese de compensação que não esteja expressamente autorizado pelo texto da lei não encontra respaldo na legislação vigente. Não basta a operação parecer razoável ou ser usada por outras empresas no mercado. Se não há previsão legal expressa, não há validade jurídica.

É esse o argumento central que a Receita Federal vem utilizando, em alertas recentes, para barrar planejamentos tributários mais agressivos. Um exemplo direto: o Fisco já deixou claro que a utilização de créditos de terceiros para quitar tributos federais próprios não tem respaldo legal. Para a Receita, esse tipo de manobra expõe o CNPJ a autuações e glosas imediatas, independentemente da intenção por trás da operação.

Portanto, antes de adotar qualquer estratégia de compensação, é preciso verificar se ela está expressamente prevista em lei, não apenas se ela parece funcionar.

O KR Law analisa a legalidade de operações de compensação tributária para identificar riscos antes que se transformem em autuação.

Sua empresa já validou juridicamente as compensações tributárias realizadas nos últimos meses? Fale com o nosso time.

Por André Pinguer Kalonki e Igor Meneses – KR Law

A Receita Federal abriu uma nova janela para regularizar débitos tributários, e o prazo já está correndo.Foi publicado o...
17/07/2026

A Receita Federal abriu uma nova janela para regularizar débitos tributários, e o prazo já está correndo.

Foi publicado o Edital de Transação por Adesão nº 9/2026, criando uma nova oportunidade para pessoas físicas e jurídicas negociarem débitos que ainda estão em discussão administrativa (contencioso administrativo) perante a Receita Federal. A modalidade vale para créditos de até R$ 50 milhões por contencioso, e a adesão pode ser feita até 30 de outubro de 2026.

As condições oferecidas variam conforme a capacidade de pagamento do contribuinte e a classificação do crédito, podendo incluir parcelamento em prazo ampliado, redução de juros, multas e encargos legais para débitos classificados como irrecuperáveis ou de difícil recuperação, e condições diferenciadas para facilitar a regularização fiscal.

Na prática, isso pode significar condições bem mais vantajosas do que as de um parcelamento comum, especialmente para empresas que estão passando por dificuldades financeiras.

E os benefícios vão além da redução do passivo: regularizar a situação fiscal facilita a emissão de certidões negativas, dá mais segurança em operações societárias e financiamentos, e pode ser decisivo para participar de licitações.

Cada caso tem suas particularidades, e uma análise individualizada é o que vai dizer se essa é, de fato, a alternativa mais vantajosa para a sua empresa.

Quer entender se sua empresa se enquadra e qual seria o ganho real nessa negociação? Fale com a nossa equipe. É só clicar no link da bio.

Por André Pinguer Kalonki e Igor Meneses – KR Law

Ninguém gosta de considerar a possibilidade de morte, mas é exatamente por isso que precisa ser previsto: o que acontece...
13/07/2026

Ninguém gosta de considerar a possibilidade de morte, mas é exatamente por isso que precisa ser previsto: o que acontece com a empresa quando um sócio falece?

Sem cláusulas claras sobre apuração de haveres, o cálculo do valor devido aos herdeiros pode se transformar em uma disputa longa e travar o caixa da operação justamente no momento mais delicado para todos os envolvidos.

Empresas de médio porte estão entre as mais expostas a esse risco, muitas vezes por não terem um acordo de sócios atualizado.

Um planejamento societário bem feito não supre a dor da perda, mas evita que ela se torne também uma crise financeira e jurídica.

Por Bruno Cescato – Sócio do KR Law

A escala 6x1 está mais perto do fim, mas ainda não acabou. A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos o fim dessa esc...
08/07/2026

A escala 6x1 está mais perto do fim, mas ainda não acabou. A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos o fim dessa escala, com jornada máxima de 40 horas semanais, e agora a proposta segue para o Senado.

Para o RH e a liderança de empresas de varejo, serviços e indústria, o momento é de planejamento, não de pânico nem de inércia: entender os cenários possíveis de transição evita decisões precipitadas e custos mal calculados.

O KR Law está acompanhando de perto cada etapa da tramitação da PEC 221/2019 para orientar nossos clientes com clareza, sem alarmismo e sem desinformação.

Quer entender o que essa mudança representa para o seu negócio? Fale com a gente.

Por Leandro Moreira da Rocha Rodrigues - Sócio do KR Law

A Reforma Tributária trouxe uma exigência que vai direto para a rotina operacional de incorporadoras e construtoras: a N...
02/07/2026

A Reforma Tributária trouxe uma exigência que vai direto para a rotina operacional de incorporadoras e construtoras: a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) passou a valer também para as transações do setor imobiliário.

Na prática, isso significa padronização, rastreabilidade e também mais atenção às obrigações acessórias em cada etapa da venda e locação de imóveis.

A emissão de NFS-e para operações de aluguel (imóveis e bens móveis) será obrigatória a partir de 1º de agosto de 2026, e afeta tanto pessoas jurídicas quanto locadores pessoa física contribuintes de IBS e CBS. Para Pessoas Jurídicas, todas as empresas que recebem receitas de aluguéis deverão emitir. Para Pessoas Físicas, a obrigatoriedade recai sobre locadores que se enquadram como contribuintes de IBS e CBS, critérios que costumam considerar volume de faturamento ou quantidade de propriedades, a exemplo de receitas acima de R$ 240.000 ao ano.

Para se adequar, a NFS-e deve ser gerada a cada recebimento de aluguel no Portal Nacional da NFS-e. A nota deve conter o endereço completo e a inscrição imobiliária/CIB do bem alugado. Recibos simples deixaram de ser suficientes para comprovação fiscal.

Empresas que ainda não adaptaram seus sistemas de emissão e seus contratos a essa nova exigência podem enfrentar inconsistências fiscais logo nos primeiros meses de vigência.

Consulte uma assessoria jurídico-imobiliário de sua confiança para verificar o seu enquadramento exato e evitar riscos de autuação ou problemas na dedução de tributos.

Por Nilo Siroti – Sócio do KR Law

Atenção, optantes do Simples Nacional: o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) virou a principal "porta de saída" do reg...
19/06/2026

Atenção, optantes do Simples Nacional: o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) virou a principal "porta de saída" do regime por falta de regularização. A Receita Federal intensificou o envio pelo sistema de notificações e Termos de Exclusão por débitos e inconsistências. O grande perigo? A notificação tem prazo de leitura automática. Se você não abrir o portal, o prazo corre do mesmo jeito e a exclusão pode se tornar inevitável.

A exclusão do regime favorecido do Simples Nacional significa um salto drástico na carga tributária, eis que obriga a empresa a migrar compulsoriamente para o Lucro Presumido ou Real. A gestão proativa das notificações eletrônicas deixou de ser uma tarefa burocrática para se tornar um protocolo de sobrevivência fiscal.

Acompanhe o KR Law nas redes sociais para manter sua empresa protegida!

Por Igor Meneses – KR Law

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