Menezes, Vasconcellos e Tosato Advogados

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O escritório MVT Advogados formou-se pela união de profissionais com competências complementares, oferecendo diferentes soluções jurídicas nos mais diversos segmentos.

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) anulou a Resolução nº 198/2019 do Conselho Federal de Odont...
21/08/2026

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) anulou a Resolução nº 198/2019 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), que reconhecia a Harmonização Orofacial como especialidade odontológica e regulamentava procedimentos estéticos na face por cirurgiões-dentistas.

A decisão recoloca em pauta os limites do poder regulamentar dos conselhos de classe e a divisão de atribuições profissionais:

1. Limite do Poder Regulamentar

O tribunal acolheu recurso de entidades médicas (CFM e SBD) para fixar que conselhos profissionais têm atribuição de fiscalizar e organizar o exercício da categoria, mas não podem, via resolução administrativa, ampliar o campo de atuação além do previsto em lei federal (Lei nº 5.081/66 e Lei do Ato Médico - Lei nº 12.842/13).

2. Efeitos da Decisão Judicial

Os efeitos da anulação dependem da publicação oficial do acórdão. Em nota oficial, o CFO informou que recorrerá às instâncias superiores (STJ/STF) e defende que a prática integra as prerrogativas dos cirurgiões-dentistas, mantendo a orientação de que a atuação permanece amparada durante a tramitação do recurso.

3. Impacto para Clínicas, Profissionais e Pacientes

O cenário exige acompanhamento atento de compliance regulatório por clínicas estéticas e profissionais da saúde. O embate entre conselhos sobre atos privativos e áreas correlatas afeta diretamente a gestão de riscos, contratos de prestação de serviços e a segurança jurídica na oferta de procedimentos.

A definição de limites profissionais por decisões judiciais reforça a importância da governança preventiva para empresas do setor de saúde e estética.

Em julgamento histórico sob o rito da Repercussão Geral (Tema 1.412), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unan...
20/08/2026

Em julgamento histórico sob o rito da Repercussão Geral (Tema 1.412), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que as medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06) aplicam-se a toda e qualquer forma de violência de gênero, independentemente de haver vínculo doméstico, familiar ou relação íntima de afeto entre vítima e agressor.

A decisão unifica a interpretação dos tribunais do país e traz avanços decisivos para a segurança e integridade das mulheres:

1. Alcance para Além da Porta de Casa

A proteção da lei passa a amparar expressamente situações de risco comunitário, profissional, social, virtual e político. Casos de perseguição (stalking) por desconhecidos ou vizinhos, assédio no ambiente de trabalho e violência política de gênero (Justiça Eleitoral) passam a contar com o respaldo imediato das medidas protetivas.

2. Efetividade e Socorro Imediato

O STF fixou que, diante de situação de risco à integridade física ou psíquica, o pedido de proteção deve ser apreciado de pronto pelo juízo que o receber, mesmo que ele se considere aparentemente incompetente. O encaminhamento à vara especializada ou competente será feito após o deferimento da proteção.

3. Autonomia da Medida Protetiva

O tribunal reafirmou que as medidas protetivas possuem natureza autônoma. O direito ao amparo e à proteção da vida prevalece e independe de inquérito instaurado, ação penal em curso ou retratação da vítima na esfera criminal.

A ampliação do alcance regulatório fortalece o dever de resposta estatal, garantindo que o aparato de proteção acompanhe as mulheres em todos os espaços de convivência e na vida pública.

A rotina de quem trabalha com criação de conteúdo nas redes sociais envolve muito mais do que aquilo que aparece na tela...
19/08/2026

A rotina de quem trabalha com criação de conteúdo nas redes sociais envolve muito mais do que aquilo que aparece na tela. Por trás de um vídeo de pouquíssimos segundos, há reuniões de alinhamento, elaboração de roteiro, gravações, revisões, emissão de nota fiscal e aprovações complexas.

O grande gargalo da Creator Economy ainda está no pós-publicação: prazos de pagamento que se estendem por 60, 90 ou até 120 dias após a veiculação do conteúdo.

A justificativa recorrente de que "a marca ou a agência funciona assim" acabou normalizando condições contratuais abusivas. Por medo de perder a vaga na campanha ou pela falta de suporte jurídico na negociação, muitos criadores aceitam prazos desproporcionais e arcam sozinhos com o custo financeiro da espera.

Pontos de atenção indispensáveis em contratos de publicidade:

• Alocação de Risco e Prazo de Pagamento: O tempo de espera deve estar refletido no valor do cachê, prevendo multas e juros moratórios em caso de atraso.

• Repasse e Bitributação: Em campanhas intermediadas por agências, a estruturação do contrato deve prever o faturamento direto para cada participante (marca, intermediação e creator), evitando incidência tributária em duplicidade e retenção injustificada de repasses.

• Escopo e Direitos de Imagem: Prazos longos de exclusividade ou direitos irrestritos de impulsionamento e veiculação em mídias fora das redes sociais (TV, mídias físicas) exigem remuneração compatível.

A maturidade do mercado de influência depende de segurança jurídica. Ter contratos bem redigidos e alinhados à realidade do seu negócio não é um obstáculo para fechar campanhas — é o que garante a sustentabilidade financeira da sua carreira.

As declarações do cantor Fiuk sobre ter sido "deserdado" por seu pai, Fábio Jr., movimentaram as redes sociais e trouxer...
18/08/2026

As declarações do cantor Fiuk sobre ter sido "deserdado" por seu pai, Fábio Jr., movimentaram as redes sociais e trouxeram à tona uma dúvida comum no Direito de Família e Sucessões: é juridicamente possível retirar um filho da herança no Brasil?

No linguajar popular, dizer que foi "deserdado" costuma se referir a um rompimento familiar ou à decisão dos pais de interromper o auxílio financeiro em vida. Contudo, do ponto de vista estritamente jurídico, a resposta é bem mais rígida.

1. A Proteção da Legítima

Pelo Código Civil brasileiro, os descendentes são considerados herdeiros necessários. Isso significa que 50% de todo o patrimônio do falecido (a chamada "legítima") pertence obrigatoriamente a eles. O titular do patrimônio só pode testar e destinar livremente a outra metade dos seus bens (a parte disponível).

2. Quando a Deserdação é Permitida pela Lei?

Um pai não pode simplesmente deserdar um filho por desentendimentos cotidianos ou opção pessoal. A deserdação é uma medida de exceção, que exige:

Motivo legal gravíssimo: hipóteses expressas no Código Civil, como ofensas físicas, injúria grave, relações ilícitas com padrasto/madrasta ou desamparo do genitor em grave enfermidade;

Formalização em Testamento: a indicação expressa da causa motivadora deve constar no documento;

Comprovação Judicial: após a abertura da sucessão, os demais herdeiros precisam provar na Justiça a veracidade dos fatos alegados.

3. Planejamento Sucessório vs. Deserdação

Embora não possa privar um filho da legítima sem causa legal, o pai pode organizar a divisão da sua parte disponível da forma que desejar em testamento, beneficiando outros filhos, terceiros ou instituições.

A organização do patrimônio familiar e o planejamento sucessório exigem rigor técnico para garantir que a vontade do titular seja cumprida em estrita conformidade com a legislação.

Em decisão unânime sob o rito da Repercussão Geral (Tema 1.455), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os municíp...
17/08/2026

Em decisão unânime sob o rito da Repercussão Geral (Tema 1.455), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os municípios não podem utilizar a extensão territorial ou a metragem da área construída como critério para aumentar a alíquota do IPTU.

A controvérsia envolveu uma legislação municipal de Chapecó/SC que estipulava a alíquota do imposto em 1% para imóveis com área igual ou superior a 400 m², contra 0,5% para os demais. O tribunal declarou a prática inconstitucional.

Principais fundamentos fixados pelo STF:

• Limites Constitucionais da Progressividade: A Emenda Constitucional nº 29/2000 permite que a alíquota do IPTU seja progressiva apenas em razão do valor venal do imóvel ou diferenciada por sua localização e uso (ex: residencial, comercial, edificado ou não).

• Metragem não é "Uso": A Corte rejeitou o argumento municipal de que um imóvel maior representa "uso mais intenso do solo". A metragem indica dimensão espacial, e não a destinação/finalidade dada à propriedade.

• Tese de Repercussão Geral (Tema 1.455): "É inconstitucional a fixação, por lei municipal posterior à EC nº 29/2000, de alíquota do IPTU em razão da área do imóvel."

Impacto Prático para Contribuintes e Empresas:

Proprietários e empresas que sofreram majorações na alíquota do IPTU fundamentadas exclusivamente no tamanho da área construída podem buscar o reajuste do lançamento fiscal e o ressarcimento das quantias pagas a maior nos últimos cinco anos.

A revisão de passivos tributários e a adequação dos lançamentos municipais são instrumentos essenciais para conter a cobrança indevida de tributos e garantir o respeito às limitações constitucionais.

A 16ª Vara Criminal do Foro Central da Barra Funda/SP condenou um influenciador digital pelo crime de difamação (art. 13...
14/08/2026

A 16ª Vara Criminal do Foro Central da Barra Funda/SP condenou um influenciador digital pelo crime de difamação (art. 139 do Código Penal) praticado contra seu ex-companheiro por meio de perfis falsos nas redes sociais.

O caso traz importantes lições sobre crimes de calúnia e difamação no ambiente virtual e a validade das provas digitais:

1. Perfis Falsos e Rastreabilidade Digital

A alegação de anonimato em aplicativos de relacionamento (como Grindr) ou redes sociais (como Instagram) foi superada por meio da preservação da cadeia de custódia e perícia técnica. A quebra de sigilo junto à Meta e ao Grindr permitiu a identificação do endereço de IP e da localização do autor das mensagens.

2. Limite entre "Alertar/Desabafar" e Difamação

O tribunal afastou a tese defensiva de que as mensagens seriam apenas alertas ou desabafos sobre o término. A imputação de fatos como "aplicar golpes na região" ou "dever dinheiro a terceiros" ultrapassa o mero dissabor e possui o claro animus diffamandi (intenção de lesar a reputação alheia).

3. Causa de Aumento de Pena pelas Redes Sociais

O Código Penal prevê que a pena para crimes contra a honra cometidos ou divulgados em redes sociais e plataformas de alcance global seja triplicada (Art. 141, § 2º). No caso, a pena definitiva resultou em 10 meses e 15 dias de detenção, substituída por prestação de serviços à comunidade.

O ambiente digital não é uma terra sem leis. A produção adequada de provas técnicas é o elemento central para responsabilizar autores de ofensas virtuais e proteger a honra e a imagem no meio digital.

Falar sobre a transmissão do patrimônio e das obrigações financeiras após a morte nem sempre é simples, mas entender com...
13/08/2026

Falar sobre a transmissão do patrimônio e das obrigações financeiras após a morte nem sempre é simples, mas entender como funciona a quitação de dívidas é essencial para a proteção patrimonial da família.

A dúvida mais comum é: os filhos podem ser obrigados a pagar as dívidas dos pais com seu próprio dinheiro?

A resposta da legislação é clara: não.

Como funciona a quitação das obrigações na herança:

• Responsabilidade do Espólio (Art. 1.792 do Código Civil): É o conjunto de bens e direitos deixados pelo falecido que responde por suas dívidas. Primeiro pagam-se os débitos; o que sobrar é compartilhado entre os herdeiros. Se as dívidas forem maiores do que o patrimônio, os credores absorvem o prejuízo.

• A Exceção das Garantias Pessoais: O filho só responde com o seu patrimônio pessoal se tiver assinado o contrato em vida na condição de fiador, avalista ou coobrigado, condição que decorre do compromisso contratual assumido, e não da qualidade de herdeiro.

• Financiamentos e Seguro Prestamista: Empréstimos e financiamentos imobiliários frequentemente contam com seguro prestamista acoplado à apólice, destinado a quitar o saldo devedor em caso de falecimento. Antes de dar continuidade aos pagamentos, é indispensável analisar as cláusulas contratuais.

A organização prévia do patrimônio, o mapeamento de garantias e o planejamento sucessório evitam surpresas e protegem os herdeiros no momento do inventário.

A 9ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo/SP manteve a multa de R$ 12,5 milhões aplicada pelo Procon/SP à Netflix em raz...
12/08/2026

A 9ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo/SP manteve a multa de R$ 12,5 milhões aplicada pelo Procon/SP à Netflix em razão de sete infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O caso traz importantes lições sobre transparência contratual e compliance para plataformas digitais e serviços de streaming:

1. Regras do Serviço Devem Ser Claras e Ostensivas
A Justiça confirmou que a plataforma pode restringir o uso do serviço à mesma residência. No entanto, considerou ilegal o fato de as regras sobre a “Residência Netflix” (como agir em viagens ou segundas residências) ficarem escondidas na Central de Ajuda, e não visíveis de forma ostensiva antes da contratação.

2. Direito de Arrependimento Aplica-se ao Digital
A tese de que o prazo de 7 dias de reflexão (Art. 49 do CDC) não se aplicaria ao streaming por ser de “fruição imediata” foi rejeitada. Contratações online de serviços digitais continuam submetidas ao direito de desistência e reembolso dentro do prazo legal.

3. Cláusulas Abusivas e Isenções Genéricas de Responsabilidade
A decisão manteve a nulidade de termos que afastavam genericamente a responsabilidade da empresa, restringiam canais gerais de contato ou permitiam alterações unilaterais de planos e promoções de forma discriminatória.

4. Função Preventiva do Procon
O tribunal destacou que a atuação dos órgãos de proteção não exige comprovação de prejuízo individual concreto, pois visa resguardar a coletividade. Pela capacidade econômica da plataforma, o valor milionário da sanção foi considerado proporcional.

A decisão reforça que a experiência do usuário (UX/UI) e os Termos de Uso das empresas de tecnologia precisam estar em permanente alinhamento com os deveres de informação e boa-fé do CDC.

ProconSP

O mercado mudou. A tecnologia acelerou. Os modelos de negócios, a forma de trabalhar, criar conteúdo e se relacionar gan...
11/08/2026

O mercado mudou. A tecnologia acelerou. Os modelos de negócios, a forma de trabalhar, criar conteúdo e se relacionar ganharam novas dinâmicas a cada dia.

Nesse cenário em constante transformação, o papel do advogado deixou de ser apenas o de "remediar problemas" ou "dizer não" para as inovações.

No MVT Advogados, acreditamos em uma advocacia estratégica, dinâmica e preventiva. Nosso compromisso é navegar ao lado de empresas, criadores e profissionais, traduzindo normas complexas em soluções práticas que garantem segurança sem engessar a evolução.

Homenageamos hoje todos os colegas que exercem a advocacia com ética, coragem e olhar atento ao futuro.

Feliz Dia do Advogado!

10/08/2026

Que semana intensa e transformadora no Rio Innovation Week!

Nossa sócia Thais Vasconcellos esteve no centro de duas conversas urgentes para o mercado corporativo, a tecnologia e a Creator Economy:

O futuro do trabalho precisa de novas leis? (Arena B2Mamy)

Ao lado de grandes nomes, Thais provocou a reflexão de que o avanço tecnológico e os novos modelos de trabalho exigem do Direito muito mais adaptabilidade e aplicação de princípios — como boa-fé e gestão de riscos — do que necessariamente o engessamento por novas legislações.

🔹 Criança é conteúdo? Os limites da influência infantil (Arena Creators Economy)

Convidada pela CoCreators e dividindo o palco com (CEO da ), a discussão abordou o limite entre o registro da "maternidade real" e o trabalho infantil artístico digital, reforçando a importância do compliance, das diretrizes do e do melhor interesse do menor.

Para o MVT Advogados, estar nesses palcos reafirma o nosso compromisso diário: apoiar a inovação, impulsionar novos negócios e garantir a segurança jurídica em um ambiente digital em constante transformação.

Agradecemos a todos que estiveram presentes nas arenas e continuam essa conversa conosco! 📸👇

(Assista ao vídeo para conferir alguns registros desse encontro!)

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São Paulo, SP

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Terça-feira 09:30 - 17:00
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