15/08/2026
Quem me conhece sabe: eu não comeria nada disso.
Durante muito tempo, quando alguém me oferecia alguma coisa que eu não estava acostumada a comer, eu simplesmente dizia: “Eu não gosto. Eu não como.”
E eu realmente acreditava que era assim.
Mas, às vezes, a gente faz isso com a própria vida.
A gente se acostuma com uma situação, mesmo não gostando dela. Se conforma. E começa a pensar:
“Pra que mudar, se nada vai mudar?”
Só que a verdade é que a gente se acostuma tanto com as coisas boas quanto com as coisas ruins.
E eu aprendi que mudar é possível.
Foi fácil? Claro que não.
A primeira grande mudança foi tomar a decisão de mudar a minha vida. De sair de um relacionamento que já não fazia sentido para mim e que me fazia mal.
Depois disso, outras mudanças foram acontecendo. Inclusive essa: descobrir novos sabores, experimentar coisas que antes eu jurava que não gostava e perceber que eu também podia mudar a forma como enxergava pequenas coisas do meu dia a dia.
Hoje, neste sábado, olhando para esse prato, eu penso:
Quantas coisas na nossa vida a gente diz que não gosta, quando, na verdade, nunca se permitiu experimentar de outro jeito?
Mudar dá medo. Dá trabalho. Dá insegurança.
Mas permanecer em algo que já não faz sentido também tem um preço.
E, às vezes, a mudança que parece impossível começa simplesmente com uma decisão:
“Eu não quero mais viver assim.”