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24/08/2026

Família empresária se diz unida mas costuma ser testada em decisões concretas, não em datas comemorativas. E poucas decisões expõem tanto quanto uma conversa sobre dinheiro, herança ou o futuro do patrimônio.
A maioria das famílias evita esse assunto até que um evento obrigue a conversa a acontecer, geralmente uma doença, um falecimento ou uma disputa que já começou. Nesse ponto, a conversa deixa de ser sobre planejamento e vira sobre mágoa acumulada, e é isso que transforma uma reunião de família numa mesa de brigas.
Evitar o assunto não preserva a união, apenas adia o desconforto para um momento em que há menos espaço para pensar com calma.

Existe uma forma diferente de conduzir esse tipo de conversa:
👉🏻 Comunicação não violenta
👉🏻 Técnica de espelhamento
👉🏻 Separação entre posição e interesse
👉🏻 Escolha de momento e pauta
👉🏻 Mediação neutra, quando o histórico da família pede

São técnicas que conduzem a conversa com estratégia, não com emoção pura. E é isso que separa uma família que consegue decidir junto de uma família que só discute.
Se esse tipo de raciocínio te interessa, siga o perfil e não perca os conteúdos

O Canadá ficou em mim mesmo depois de eu ter voltado de lá.Essas férias tiveram um poder transformador que começou na mi...
23/08/2026

O Canadá ficou em mim mesmo depois de eu ter voltado de lá.

Essas férias tiveram um poder transformador que começou na minha mente e, aos poucos, encontrou lugar de ação na vida.

A partida foi afobada, desajeitada, com malas feitas às pressas, sem tempo para planejar sequer as roupas ou conferir com cuidado a temperatura que encontraríamos no destino. Nossa ida havia sido antecipada e, quando cheguei, percebi que carregava uma mala repleta de roupas quentes que em nada combinavam com o verão canadense.

Precisei comprar algumas peças por lá, poucas, porque o câmbio não era exatamente um convite ao consumo. E foi assim que passei uma viagem longa com praticamente cinco roupas, que revezava enquanto lavava as outras.

À medida que os dias passavam, fui percebendo que aquilo que eu imaginava ser desconforto estava se transformando em praticidade. Sem muitas opções, meu cérebro simplesmente não gastava tempo decidindo o que vestir. Uma escolha a menos, uma preocupação a menos, uma pequena parte da vida que, de repente, parecia mais simples.

Nos campings, essa sensação ganhou outra dimensão. Ali, o excesso estava apenas na natureza estonteante. O silêncio começava a se impor no início da noite, embora o céu permanecesse azul por muitas horas, e aquela combinação nos convidava a desacelerar. Dormíamos cedo, acordávamos naturalmente, sem despertador, sem pressa, sem a sensação de começar o dia já atrasados. Comíamos de forma mais simples, sem excessos, e havia espaço para pensamentos vagos, leves, sem a obrigação de produzir alguma coisa a partir deles.

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22/08/2026

O caso do Fiuk e de Fábio Jr. reacendeu uma discussão que parece simples, mas juridicamente exige filtro.

Ninguém é obrigado a construir patrimônio para os filhos. Também não existe dever de manter bens intactos durante toda a vida apenas para que um dia eles se transformem em herança.

Enquanto a pessoa está viva, ela administra o próprio patrimônio.

A questão muda quando existe patrimônio no momento da morte.

Filhos são herdeiros necessários e a lei brasileira protege a chamada legítima. Isso significa que a vontade do titular encontra limites quando falamos em sucessão.

E deserdação não acontece apenas porque existe afastamento, conflito ou rompimento familiar. É uma medida excepcional, sujeita às hipóteses e formalidades previstas em lei.

Esse é um dos pontos mais importantes do planejamento patrimonial: entender que liberdade patrimonial em vida e liberdade sucessória não são exatamente a mesma coisa.

Planejar é conhecer essa diferença antes que uma decisão familiar se transforme em conflito jurídico.

Uma família pode passar décadas acumulando bens e descobrir, justamente na sucessão, que não deixou recursos suficientes...
21/08/2026

Uma família pode passar décadas acumulando bens e descobrir, justamente na sucessão, que não deixou recursos suficientes para preservá-los.

A carta de hoje nasceu dessa pergunta: se a sucessão acontecesse agora, de onde viria o dinheiro para custeá-la?
Link na bio para o texto completo.

20/08/2026

O inventário extrajudicial ficou mais eficiente, mas isso não significa que o ITCMD deixou de existir.

O CNJ retirou da Resolução nº 35/2007 a exigência de pagamento prévio do imposto para a lavratura da escritura de inventário em cartório.

Na prática, isso melhora o fluxo da sucessão, especialmente em famílias com patrimônio relevante e pouca liquidez imediata.

É uma mudança de procedimento, não de tributação.

E aqui está o ponto que realmente importa: planejamento sucessório não é apenas escolher entre inventário judicial ou extrajudicial. É organizar patrimônio, liquidez, tributação e governança para que a família não precise tomar decisões importantes no pior momento possível.

Planejar é cuidar do que vem depois, futuro da família começa hj.

20/08/2026

A reforma tributária entrou na fase de te**es em 2026, mas a maioria das famílias empresárias ainda trata o assunto como algo para o próximo ano, apesar de o cronograma já estar em andamento e algumas mudanças práticas já valerem.

O que muda, na prática:

✍🏻 Doações e heranças passam a ser avaliadas pelo valor de mercado dos bens, não mais pelos valores contábeis ou venais defasados que muitas famílias usavam há décadas.

✍🏻 O imposto sobre essas transmissões se tornou obrigatoriamente progressivo em quase todo o país, o que altera diretamente o cálculo de qualquer estrutura pensada há alguns anos.

✍🏻 Holdings patrimoniais continuam sendo uma ferramenta legítima, mas passam a operar num ambiente mais técnico e mais caro de manter, o que torna modelos genéricos e replicados de forma automática mais arriscados do que antes.

Uma holding ou um planejamento sucessório criado em outro cenário tributário pode continuar existindo no papel sem continuar cumprindo a função que deveria cumprir, porque as premissas que sustentavam aquela estrutura mudaram e ninguém revisou.

Por isso, revisar agora, enquanto a transição ainda está em curso, custa menos do que revisar depois que as novas regras estiverem totalmente em vigor e a estrutura da família já tiver ficado desatualizada.

Clique no link da bio e fale comigo.

19/08/2026

Colocar a família na empresa costuma ser apontado como a causa dos problemas em negócios familiares. Na prática, o problema aparece antes disso: quando um cargo é definido pelo sobrenome de quem vai ocupá-lo, e não pela competência exigida pela função.

O custo dessa escolha aparece anos depois, quando a empresa cresce e a estrutura informal que funcionava no início não sustenta mais a operação. Corrigir um cargo mal definido nesse momento envolve muito mais do que reorganizar um organograma, envolve orgulho, comparação entre familiares e anos de expectativa acumulada.

Papéis claros e critérios claros de competência produzem um resultado diferente, porque cada decisão sobre função passa a ser uma decisão sobre o negócio, e deixa de ser uma decisão sobre quem nasceu em qual ordem na família.

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18/08/2026

Planejar é cuidar do que vem depois, o futuro da família começa na decisão de hj!

O caso da Baly mostra algo que vale para qualquer empresa de família: o sucessor precisa ter coragem para bancar decisõe...
17/08/2026

O caso da Baly mostra algo que vale para qualquer empresa de família: o sucessor precisa ter coragem para bancar decisões novas, mas também precisa levar a sério o que o fundador já sabe sobre o negócio. Uma coisa sem a outra não sustenta o crescimento.

Quando o sucessor decide sozinho, sem considerar a experiência de quem construiu a empresa, a modernização vira ruptura e a empresa perde justamente o que a fez chegar até ali. Quando o fundador não permite que o sucessor decida nada, a empresa para no tempo e perde competitividade para quem se atualiza mais rápido.

O que sustentou a Baly foi a combinação dos dois: o pai manteve seu conhecimento por perto, hoje como conselheiro, e a filha teve espaço para modernizar o negócio, assumindo o risco das próprias decisões. É essa soma, conhecimento acumulado e coragem para inovar, que leva uma empresa a um futuro longo.

O pai deu o terreno de coração e o filho construiu ali não apenas uma casa, mas uma vida inteira. A família inteira sabi...
16/08/2026

O pai deu o terreno de coração e o filho construiu ali não apenas uma casa, mas uma vida inteira. A família inteira sabia e por isso mesmo, ninguém achou que precisava assinar nada.

Vinte anos depois, os pais morrem. E aí a lei brasileira decide uma coisa que ninguém naquela família esperava.

Toda família com patrimônio tem um “terreno” assim um gesto óbvio, feito de coração, que nunca foi formalizado porque parecia óbvio demais para precisar.

Na Carta 11 eu conto o que acontece quando isso chega ao inventário.

Link na bio.

Planejar é cuidar do que vem depois. O futuro da família começa nas decisões de hoje!

Endereço

Avenida Paulista 2073, Conjunto Nacional/Horsa I/Cj 1811
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