M. Andrade Advogados

M. Andrade Advogados Marcia Andrade Santiago, advogada, especialista em direito empresarial, sócia da M.

Andrade Advogados, atua com expertise nas áreas de contratos de engenharia e infraestrutura, EPC, BTS, BOT, negociações estratégicas e outras áreas

Existe uma sobrecarga sobre a maternidade que ainda é tratada como se fosse apenas uma questão de organização. Como se b...
11/06/2026

Existe uma sobrecarga sobre a maternidade que ainda é tratada como se fosse apenas uma questão de organização. Como se bastasse uma agenda melhor, um aplicativo de produtividade, acordar um pouco mais cedo ou dormir um pouco mais tarde.

Mas há dias em que eu sinto dor no peito.

Uma dor física mesmo, mas a cardiologista disse que está tudo em ordem. Uma falta de ar que aparece quando estou atolada de prazos no trabalho, sendo cobrada por clientes, escola, médicos, impostos, pela casa, pela vida. Quando estou estudando para a prova da 5ª série enquanto lembro que não paguei uma guia, que esqueci de responder um e-mail importante e que existem três prazos processuais batendo à porta.

Há uma criança que precisa de mim. Uma criança neurodivergente, que demanda cuidados específicos, terapias, acompanhamento, previsibilidade. E eu sou mãe solo.

Não existe revezamento. Não existe “agora é a sua vez”. Não existe uma rede de apoio pronta para absorver as ausências inevitáveis da vida adulta. Existe apenas a matemática impossível dos dias: se eu entrego o prazo, a louça f**a na pia; se eu organizo a casa, atraso o trabalho; se consigo estar presente na terapia, carrego a culpa pelo e-mail não respondido; se descanso, me sinto negligente.

Outro dia ouvi que eu me dedico pouco ao escritório. Que precisaria trabalhar mais para aumentar a minha renda. Eu não respondi. O que se responde a isso?

Que o meu dia começa antes das seis da manhã? Que muitas vezes termina perto da meia-noite? Que, nesse intervalo, eu exerço profissões que nunca aparecerão em currículo algum: motorista, acompanhante terapêutica, professora de reforço, administradora da casa, responsável pelas contas, pelas consultas, pelas listas de material, pelas roupas, pelas refeições, pelas preocupações?

Que, às vezes, quando tudo finalmente silencia, eu me vejo rolando infinitamente vídeos de bebês e gatinhos, tentando anestesiar um cérebro que já não consegue produzir mais nada? E que, mesmo nesses minutos de distração, a culpa se senta ao meu lado para lembrar que eu deveria dormir imediatamente, porque em menos de seis horas tudo começará de novo? >>> continua nos comentários >>>

Na minha atuação em defesa dos direitos das mulheres, verifico que há processos de família em que a controvérsia é efeti...
09/06/2026

Na minha atuação em defesa dos direitos das mulheres, verifico que há processos de família em que a controvérsia é efetivamente financeira: discute-se quanto é possível pagar, quais são as necessidades do filho ou da filha, quais despesas devem ser compartilhadas entre pai e mãe e de que forma o binômio necessidade-possibilidade deve ser aplicado. Tudo isso faz parte do legítimo exercício do direito de defesa e da própria dinâmica das relações familiares após a separação.

Entretanto, com frequência preocupante, a planilha de gastos é apenas a superfície do conflito. O dinheiro deixa de ser apenas um instrumento de cumprimento do dever de sustento e passa a ser utilizado como mecanismo de exercício de poder e controle.

É nesses casos que nos deparamos com dinâmicas relacionais marcadas pela violência psicológica e emocional, muitas vezes dirigidas não apenas às ex-companheiras, mas também aos filhos já crescidos da relação, especialmente na delicada transição entre a adolescência e a vida adulta, período em que muitos ainda dependem economicamente dos pais para concluir sua formação universitária e construir sua autonomia.

Nessas situações, permeadas por falas agressivas, manipulação emocional e ameaças veladas ou explícitas, a continuidade do apoio financeiro passa a ser condicionada ao cumprimento de exigências cada vez mais rigorosas.

A filha pode receber alimentos, mas… desde que preste contas da própria vida; desde que apresente desempenho acadêmico considerado satisfatório; desde que não mude de curso; desde que determinadas despesas sejam previamente aprovadas; desde que suas escolhas pessoais sejam submetidas ao crivo paterno; desde que não desagrade; desde que permaneça ocupando o lugar da “boa filha”.

À primeira vista, algumas dessas exigências podem parecer razoáveis. Afinal, não seria natural que os pais acompanhassem a trajetória acadêmica dos filhos?

Mas a questão central é outra: onde termina o exercício legítimo da responsabilidade parental e onde começa o controle? >>> continua nos comentários >>>

Para hoje, um post bem diferente, sem conteúdo jurídico, apenas afetivo. É clichê mas ninguém prepara a gente para a mat...
05/05/2026

Para hoje, um post bem diferente, sem conteúdo jurídico, apenas afetivo. É clichê mas ninguém prepara a gente para a maternidade, e definitivamente ninguém prepara a gente para a maternidade atípica.

Há pouco mais de um ano, eu vivi daqueles dias de angústia materna paralisantes. Estávamos então no meio de um processo diagnóstico tardio de neurodivergência, cheia de perguntas e quase nenhuma resposta, o medo do desconhecido me sufocava por todos os lados e o coração tentando permanecer de pé.

A minha pequena que já nasceu lutando pela vida, que venceu a UTI neonatal, muitos procedimentos, terapias e desafios desde o primeiro dia dia de vida, passava então por uma cirurgia para corrigir um tamponamento no ouvido esquerdo e finalmente começar a ouvir de um lado que até então só conhecia o silêncio e o início de uma jornada de exames até a conclusão diagnóstica que durou quase dois anos.

Naquele momento o que mais precisávamos era de um abraço, sabe? Mas onde achávamos que seria um lugar seguro, demos de cara com a indiferença e a exclusão.

No retorno da cirurgia, e após algumas semanas de cama, minha filha foi escanteada e humilhada na escola de ballet onde estava havia 4 anos. Nos disseram, com palavras travestidas de “cuidado” e “proteção”, que ela não conseguiria fazer um exame qualquer de graduação, mesmo faltando quase 4 meses para a fatídica prova. Eu descobri também naquele instante, que nas últimas aulas ela vinha f**ando segregada em um canto enquanto as demais coleguinhas faziam aula com a professora.

Ela também sentiu, chorou e pensou em desistir do que ela chama de sonho da vida. Bem, eu nem sei descrever em palavras o que se passou comigo, mas doeu em lugares que eu nem sabia que existia. Com todas as dificuldades que poderiam haver, ninguém me convenceria que aquelas limitações que se apresentavam naquele recorte de vida seriam o único veredicto possível.
(Continua nos comentários >>>>)

A misoginia é uma forma de violência baseada no desprezo, na aversão ou no ódio direcionado às mulheres pelo simples fat...
10/04/2026

A misoginia é uma forma de violência baseada no desprezo, na aversão ou no ódio direcionado às mulheres pelo simples fato de serem mulheres. Ela se manifesta de diversas formas, desde discursos que inferiorizam, objetif**am ou deslegitimam a presença feminina, até práticas concretas de exclusão, discriminação e violência. Embora muitas vezes naturalizada como “opinião” ou “liberdade de expressão”, a misoginia é, na prática, um mecanismo de manutenção de desigualdades estruturais.

Nos últimos dias, o debate público tem sido atravessado por informações distorcidas sobre o projeto de lei que propõe a criminalização da misoginia. É importante esclarecer: o projeto não visa punir críticas, opiniões ou divergências legítimas. Tampouco pretende criar uma “proteção privilegiada” às mulheres. O que se busca é tipif**ar condutas específ**as que promovem, incentivam ou propagam violência, discriminação e ódio contra mulheres e meninas, especialmente em contextos coletivos ou públicos, como as redes sociais.

O foco do projeto está em práticas que extrapolam o campo da liberdade de expressão e ingressam no território da violência simbólica e estrutural. Discursos que desumanizam mulheres, que incitam violência ou que reforçam sua inferiorização não são meras opiniões: são formas de perpetuar um ambiente social que legitima agressões físicas, psicológicas e institucionais.

A criminalização da misoginia não surge como um instrumento isolado, mas como parte de um movimento jurídico e social mais amplo de enfrentamento à violência de gênero. Assim como já reconhecemos juridicamente o racismo e a lgbtfobia, outras formas de discriminação como condutas intoleráveis, é coerente e necessário reconhecer que o ódio sistemático contra mulheres também precisa de resposta estatal adequada.

Isso não signif**a limitar o debate público, mas qualificá-lo. A liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade para violar direitos fundamentais. Em uma sociedade democrática, o direito à palavra convive com o dever de não produzir violência.
[continua nos comentários >>>]

Nem toda história começa no fim, mas é no fim que muitos julgamentos aparecem.Quando uma mulher reivindica direitos após...
09/04/2026

Nem toda história começa no fim, mas é no fim que muitos julgamentos aparecem.

Quando uma mulher reivindica direitos após o término de uma relação, rapidamente surge um rótulo: “interesseira”.

Mas e se, por trás desse julgamento, existir uma história de renúncias, trabalho invisível e desigualdade estrutural?

Esse carrossel é um convite para olhar e refletir para além do senso comum e entender o que o Direito já reconhece, mas a sociedade ainda resiste em admitir.

Você conhece alguém ou já sofreu esse tipo de julgamento ? Me conta !

Nos últimos meses duas grandes amigas e outras duas clientes noa consultaram sobre o que é melhor? Casar de « papel pass...
07/04/2026

Nos últimos meses duas grandes amigas e outras duas clientes noa consultaram sobre o que é melhor? Casar de « papel passado »? Fazer uma escritura ou contrato de união estável ? Deixar como está ? 😅🤷🏼‍♀️ Para tirar algumas das principais dúvidas fizemos esse pequeno guia! E se você também está indecisa, vem consultar a gente para ajudarmos com a melhor decisão !

Ontem foi sancionada a Lei do Pai Presente estabelecendo a ampliação gradual da licença-paternidade de 5 para até 20 dia...
01/04/2026

Ontem foi sancionada a Lei do Pai Presente estabelecendo a ampliação gradual da licença-paternidade de 5 para até 20 dias, com implementação escalonada até 2029.

Essa ampliação encontra respaldo na Constituição Federal de 1988, e é uma adequação progressiva de comando constitucional já existente.

Sob a ótica jurídica, a ampliação da licença-paternidade materializa o princípio da igualdade material, porém não basta tratar homens e mulheres de forma idêntica, é necessário corrigir desigualdades estruturais.

A disparidade histórica entre licença-maternidade (120 dias ou mais) e licença-paternidade (5 dias) sempre funcionou como um fator indireto de discriminação contra a mulher no mercado de trabalho, reforçando:
• a presunção de que o cuidado é feminino
• a maior “onerosidade” da contratação de mulheres
• a penalização da maternidade nas trajetórias profissionais.

Nesse sentido, a ampliação da licença-paternidade atua como instrumento jurídico de reequilíbrio que é muito necessário

O direito à convivência familiar, previsto no art. 227 da Constituição e regulamentado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, também fundamenta a medida.

Lembramos que em que pese ainda termos um número signif**ativo de crianças sem o registro paterno, a presença ativa do pai nos primeiros dias de vida, fortalece vínculos afetivo, contribui para o desenvolvimento emocional da criança e concretiza o princípio da parentalidade responsável, ou seja, não se trata de mais um benefício trabalhista e sim um direito da infância.

Com essa medida o Brasil também se alinha a diretrizes internacionais da OIT e da ONU especialmente por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 5 – igualdade de gênero).

A ampliação da licença-paternidade dialoga diretamente com esses compromissos, reforçando a necessidade de políticas públicas que promovam a corresponsabilidade parental.

Do ponto de vista empresarial, a mudança não deve ser analisada apenas como adequação normativa, vez que esta se conecta a princípios jurídicos relevantes, como a função social da empresa, dignidade da pessoa humana e não discriminação nas relações de trabalho.

Continua nos comentários ➡️➡️➡️➡️

A recente discussão pública impulsionada por denúncias sobre a exposição e a adultização de crianças nas redes sociais t...
18/03/2026

A recente discussão pública impulsionada por denúncias sobre a exposição e a adultização de crianças nas redes sociais trouxe à tona uma urgência que já vinha sendo sentida há anos: a necessidade de atualizar a proteção jurídica da infância e da adolescência no ambiente digital.

Nesse contexto, surge o chamado “ECA Digital”, uma evolução normativa do Estatuto da Criança e do Adolescente voltada à realidade das plataformas digitais, redes sociais e economia da atenção. Mas afinal, o que muda na prática?

O ECA Digital representa um avanço importante ao reconhecer, de forma expressa, que o ambiente virtual é extensão do espaço de convivência social de crianças e adolescentes e, portanto, deve ser igualmente protegido. Entre os principais pontos, destacamos:

• Responsabilização ampliada das plataformas: redes sociais passam a ter deveres mais claros de prevenção, monitoramento e remoção de conteúdos que envolvam exploração, exposição indevida, sexualização precoce ou qualquer forma de violência contra menores.

• Dever de cuidado reforçado para responsáveis legais: pais e responsáveis passam a ter um papel mais ativo e juridicamente relevante na supervisão do uso de redes, com possibilidade de responsabilização em casos de negligência grave.

• Proteção contra exploração econômica digital: o uso da imagem de crianças em conteúdos monetizados (como perfis familiares ou de influenciadores mirins) passa a exigir maior controle, transparência e, em alguns casos, autorização judicial especialmente quando houver indícios de violação de direitos.

• Combate à adultização e sexualização precoce: conteúdos que induzam comportamentos incompatíveis com a idade passam a ser tratados como potencial violação de direitos fundamentais.

• Enfrentamento da violência digital entre pares: o ECA Digital também inova ao reconhecer e buscar coibir práticas como cyberbullying, exposição vexatória e linchamentos virtuais praticados por crianças e adolescentes.

Apesar dos avanços, ainda há lacunas importantes.
(Continua nos comentários ⤵️

Estamos na Semana da Mulher. No próximo domingo, 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher e em 2026, a Lei M...
03/03/2026

Estamos na Semana da Mulher. No próximo domingo, 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher e em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Uma lei que nasceu da dor, da luta e da resistência de mulheres brasileiras.

E o que vemos? A escalada da violência contra mulheres e meninas. Não é “só” a violência doméstica. É a violência generalizada divulgada e até estimulada por algoritmos misóginos que alimentam comunidades de ódio. Grupos que respiram e propagam desprezo pelas mulheres.

E esses grupos têm alvo: homens e meninos que foram ensinados, desde cedo, que homem é melhor, mais forte, mais capaz e mulheres devem ser submissas, inferiores, descartáveis.

A consequência dessa socialização está nos jornais. Nas estatísticas. Nas redes sociais. E, às vezes, dentro da nossa própria casa.

Se você é homem e pensa: “mas eu não sou assim”, percebe que essa mensagem não é sobre você, Mas diga aí,
Você já riu da piada machista no grupo?
Já silenciou diante da objetif**ação de uma mulher?
Já normalizou a humilhação de uma ex chamada de “louca” ou “interesseira”?
Já ignorou quando um amigo não paga a pensão dos próprios filhos?

O fim da violência doméstica começa pelo fim das microviolências diárias. Sim, vamos pesar o clima.

Porque a microviolência banalizada é o terreno fértil para o estupro coletivo. Para arrastar um corpo por quilômetros. Para 51 socos no rosto. Para múltiplas facadas que poderiam ter sido evitadas se alguém tivesse interrompido o ciclo antes.

A violência não começa no soco. Começa na piada. No silêncio cúmplice. Na conivência confortável.

Neste Dia da Mulher — e em todos os outros, posicione-se. Transforme-se.
Escute mulheres.
Leia mulheres.
Consuma conteúdo produzido por mulheres.
Questione seus privilégios.
Interrompa seus pares.

A mudança não é um favor às mulheres.
É uma responsabilidade coletiva e ela começa nas pequenas escolhas de todos os dias.

Voltamos do recesso cheia de novidades, e mais uma vez com a promessa de « aparecer » mais, fazer mais vídeos. Mas antes...
19/01/2026

Voltamos do recesso cheia de novidades, e mais uma vez com a promessa de « aparecer » mais, fazer mais vídeos. Mas antes dessa nova era começar, queria falar com vocês sobre a série « All Her Fault », na Prime Videos, que eu assisti, ou melhor, devorei, durante as férias e pode ler que não terá spoiler.

Alguns diálogos me pegaram muito. E para além do crime ou do desaparecimento de uma criança, a não é apenas uma série sobre um crime ou um desaparecimento, é uma narrativa sobre como o sistema patriarcal organiza a culpa para que ela sempre tenha um endereço: o corpo e a mente das mulheres, especialmente das que são mães. E olha, estamos falando sobre mães casadas, quando passamos para o recorte mãe solo, um outro rol de culpabilidade se acrescenta.

A série expõe com uma precisão desconfortável toda a sobrecarga feminina como um sistema estrutural: mulheres que sustentam o cuidado, a logística emocional, o trabalho doméstico invisível, enquanto os homens orbitam como figuras aparentemente neutras, mas beneficiários diretos dessa engrenagem. Eles erram, se omitem, manipulam e mesmo assim raramente são convocados à mesma violência moral e o escrutínio social que recai sobre as mulheres.

A maternidade ali não é romantizada como vemos nas redes sociais. É vigiada, julgada e criminalizada. A culpa materna aparece como instrumento de controle social: qualquer desvio do ideal impossível de “boa mãe” vira prova cabal de negligência, egoísmo ou incapacidade moral. O sistema não pergunta o que aconteceu, pergunta onde essa mãe falhou.

A violência de gênero retratada não é apenas física ou explícita, ela permeia de modo sistêmico e cotidiano em cada olhar, no tribunal social, e sobretudo nas instituições que reproduzem todos os estereótipos a que nós mulheres estamos sujeitas, em especial na narrativa que exige perfeição feminina e não enxerga e ainda é tolerante com a mediocridade masculina. >>>>continua nos comentários >>>>>

Endereço

Rua Leopoldo Couto De Magalhães Junior, 758, 11° Andar
São Paulo, SP
04583-110

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando M. Andrade Advogados posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Categoria