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Quem aluga um imóvel e faz melhorias no local pode pensar que terá direito de receber esse dinheiro de volta quando sair...
04/10/2026

Quem aluga um imóvel e faz melhorias no local pode pensar que terá direito de receber esse dinheiro de volta quando sair. Mas isso não acontece em todos os casos. É necessário verificar o tipo de benfeitoria e o que foi combinado no contrato de aluguel.

Imagine que o inquilino faça uma reforma necessária porque havia um problema grave na parte elétrica ou no encanamento do imóvel, essa despesa poderá gerar direito à indenização.

A lei do inquilinato diferencia as benfeitorias em necessárias, úteis e voluntárias. As necessárias são aquelas feitas para conservar o imóvel ou evitar que ele se deteriore. As úteis são as que melhoram ou facilitam seu uso. Já as voluntárias são aquelas feitas apenas para deixar o imóvel mais bonito ou confortável.

Em regra, as benfeitorias necessárias podem gerar indenização, enquanto as úteis dependem de autorização do proprietário. Já as voluntárias não costumam gerar direito a indenização, embora o inquilino possa retirá-las quando isso puder ser feito sem prejudicar o imóvel.

Mas o contrato de aluguel pode estabelecer regras diferentes sobre indenização e retenção por benfeitorias.

Por isso, antes de fazer uma reforma em imóvel alugado, é importante verificar o contrato e, quando necessário, obter autorização do proprietário por escrito.

Busque orientação jurídica e salve este conteúdo.

Um dos maiores mal-entendidos em processos de separação com filhos é achar que guarda compartilhada obriga a uma divisão...
02/10/2026

Um dos maiores mal-entendidos em processos de separação com filhos é achar que guarda compartilhada obriga a uma divisão exata do tempo entre as casas dos pais.

O art. 1.583, parágrafo 1º, do Código Civil define a guarda compartilhada como a responsabilização conjunta dos pais pelo exercício de direitos e deveres relativos aos filhos, e não necessariamente uma divisão igualitária do tempo de convivência.

Isso significa que pode existir guarda compartilhada mesmo quando a criança tem uma residência de referência fixa, desde que as decisões importantes sobre educação, saúde e rotina continuem sendo tomadas em conjunto pelos pais.

A divisão do tempo de convivência é apenas um dos aspectos analisados e depende das circunstâncias de cada família e do melhor interesse da criança.

Também vale observar que mudanças na rotina, como distância entre as residências dos pais e a idade da criança, costumam influenciar como esse tempo é organizado na prática.

Se você tem dúvidas sobre como a guarda compartilhada funciona no seu caso, um advogado de família pode ajudar a esclarecer.

Existe uma crença espalhada de que, depois de um certo período morando junto, o relacionamento se transforma automaticam...
01/10/2026

Existe uma crença espalhada de que, depois de um certo período morando junto, o relacionamento se transforma automaticamente em união estável perante a lei. Essa ideia simplifica demais uma análise que, na realidade, é bem mais ampla.

A união estável se caracteriza pela convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas, com o objetivo de constituir família. Não existe um número exato de meses ou anos que, sozinho, defina essa transformação. O que se avalia é o conjunto da relação: vida em comum, divisão de responsabilidades, apoio mútuo e a intenção real de formar família, e não apenas um namoro mais longo.

Elementos como dividir despesas, ter endereço em comum e se apresentar socialmente como casal entram nessa análise, mas nenhum deles, isoladamente, é suficiente.

Um contrato de convivência pode ajudar a organizar direitos e deveres patrimoniais, mas não impede, por si só, o reconhecimento da união quando os demais requisitos estiverem presentes.

Se você tem dúvidas sobre a sua situação, vale conversar com um advogado de família.

A pensão por morte pode ter duração diferente conforme a categoria do dependente, sua idade e as condições previstas na ...
29/09/2026

A pensão por morte pode ter duração diferente conforme a categoria do dependente, sua idade e as condições previstas na legislação aplicável à data do óbito.

Para cônjuges e companheiros, a duração pode depender da idade na data do falecimento, do tempo de casamento ou união estável e do número de contribuições do segurado, observadas as exceções legais.

Para óbitos ocorridos a partir de 2021, por exemplo, a pensão pode ser vitalícia para cônjuges e companheiros com pelo menos 45 anos na data do falecimento, desde que cumpridos os demais requisitos aplicáveis.

Já para filhos, em regra, o benefício é devido até os 21 anos, com exceções previstas em lei, especialmente em situações de invalidez ou deficiência.

A existência de outra fonte de renda ou um novo casamento não encerra automaticamente a pensão por morte do cônjuge ou companheiro no Regime Geral de Previdência Social.

Por isso, é fundamental verificar a legislação vigente na data do óbito e a condição específica de cada dependente.

A orientação jurídica especializada ajuda a identificar a duração aplicável ao benefício.

Muita gente ainda associa inventário a processos judiciais longos, mas hoje existem mais situações em que ele pode ser f...
25/09/2026

Muita gente ainda associa inventário a processos judiciais longos, mas hoje existem mais situações em que ele pode ser feito diretamente em cartório.

O inventário extrajudicial é realizado por escritura pública e pode tornar o procedimento mais simples e ágil quando os requisitos legais são atendidos.

Desde 2024, o CNJ passou a admitir o inventário extrajudicial mesmo quando há herdeiros menores ou incapazes, desde que sejam cumpridas exigências específicas, como a preservação da parte que lhes cabe e a manifestação favorável do Ministério Público.

A existência de testamento também não impede automaticamente o procedimento em cartório, desde que sejam observadas as condições previstas pelo CNJ.

A participação de advogado continua obrigatória.

Além disso, em 2026, o CNJ estabeleceu que a escritura não depende mais da comprovação do recolhimento prévio do ITCMD, embora o imposto continue devido.

Por isso, cada caso precisa ser analisado individualmente para verificar se a via extrajudicial é possível.

O proprietário decidiu vender? Em determinadas situações, o inquilino tem direito de preferência para comprar o imóvel a...
23/09/2026

O proprietário decidiu vender? Em determinadas situações, o inquilino tem direito de preferência para comprar o imóvel antes que ele seja oferecido a terceiros.

Isso significa que o locador deve comunicar ao inquilino a intenção de venda, informando as condições do negócio, especialmente o preço, a forma de pagamento e outras condições relevantes. O locatário poderá manifestar seu interesse dentro do prazo legal, desde que aceite a compra nas mesmas condições oferecidas a terceiros.

Esse direito, porém, não significa que o proprietário seja obrigado a vender pelo preço que o inquilino considera adequado. A preferência existe justamente para permitir que o locatário tenha a oportunidade de adquirir o imóvel nas mesmas condições da proposta.

Se o procedimento for desrespeitado, podem existir consequências jurídicas, inclusive a possibilidade de o inquilino buscar medidas para preservar seu direito, conforme as circunstâncias e os requisitos previstos na lei do inquilinato.

A venda de imóvel alugado exige cuidados específicos.

Conte com assessoria jurídica especializada para avaliar o procedimento de venda e garantir que os direitos de proprietário e inquilino sejam respeitados.

O fato de um imóvel estar alugado não impede que o proprietário decida vendê-lo. Mas a venda pode envolver direitos do i...
17/09/2026

O fato de um imóvel estar alugado não impede que o proprietário decida vendê-lo. Mas a venda pode envolver direitos do inquilino e, por isso, não significa que ele deverá deixar o imóvel imediatamente.

A lei do inquilinato permite a venda do imóvel durante a locação. Porém, o inquilino possui o chamado direito de preferência. Isso significa que o proprietário deve oferecer o imóvel primeiro ao inquilino, informando o preço e as condições da venda.

Se o inquilino não tiver interesse ou não exercer a preferência dentro do prazo legal, o proprietário poderá vender o imóvel para outra pessoa.

Mas e depois da venda?

O comprador poderá, em determinadas situações, pedir que o inquilino deixe o imóvel dentro de um prazo. Isso dependerá do contrato de locação e de questões como sua duração e se existe cláusula de vigência em caso de venda.

Por isso, quem compra ou vende um imóvel alugado precisa verificar o contrato de locação e os direitos do inquilino.

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Quando alguém está sob curatela, surge uma dúvida comum: essa pessoa ainda pode assinar contratos? A resposta depende do...
15/09/2026

Quando alguém está sob curatela, surge uma dúvida comum: essa pessoa ainda pode assinar contratos? A resposta depende do caso. É preciso verificar o motivo da curatela e, principalmente, quais limites foram definidos pela justiça.

A deficiência, sozinha, não retira a capacidade civil. A curatela é uma medida excepcional e, em regra, envolve decisões relacionadas ao patrimônio e aos negócios.

Imagine uma pessoa curatelada que queira vender um imóvel. Não basta saber que existe uma interdição: é necessário conferir a decisão judicial para saber quem pode praticar esse ato e se é necessária autorização do juiz.

Por isso, nem todo contrato assinado por uma pessoa sob curatela é automaticamente inválido. É preciso analisar a extensão da medida, o conteúdo da decisão judicial, o tipo de contrato e as circunstâncias do negócio.

O estatuto da pessoa com deficiência determina que a curatela deve atingir apenas os atos necessários, preservando, tanto quanto possível, a autonomia da pessoa.

Assim, antes de celebrar um contrato envolvendo alguém curatelado, é fundamental conhecer os limites estabelecidos judicialmente.

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É bastante comum ouvir que "toda dívida caduca em cinco anos". Embora esse prazo realmente exista em diversas situações,...
10/09/2026

É bastante comum ouvir que "toda dívida caduca em cinco anos". Embora esse prazo realmente exista em diversas situações, ele não se aplica a todos os tipos de dívida. Cada caso deve ser analisado conforme a origem da obrigação e as regras previstas na legislação.

Um dos equívocos mais frequentes é confundir prescrição com negativação. A inscrição nos órgãos de proteção ao crédito, em regra, pode permanecer por até cinco anos. Já a prescrição está relacionada ao prazo que o credor possui para cobrar judicialmente a dívida, sendo que esse período pode variar conforme a natureza do débito.

Também é essencial identificar quando a contagem do prazo começou. Em determinadas situações, fatos como o reconhecimento da dívida, uma renegociação ou outros atos previstos em lei podem interromper ou alterar essa contagem, modificando o prazo final da prescrição.

Mesmo após a prescrição, a cobrança extrajudicial ainda pode ocorrer, desde que seja realizada de forma respeitosa, sem ameaças, constrangimentos ou práticas abusivas.

Por isso, para saber se uma dívida realmente prescreveu, é indispensável analisar o contrato, as datas envolvidas e todo o histórico da obrigação, e não apenas contar cinco anos desde a contratação.

Buscar orientação jurídica pode ajudar a conferir o prazo correto e a legalidade da cobrança.

Comprar um imóvel que possui dívidas de condomínio exige atenção. Afinal, quem compra pode acabar sendo cobrado por valo...
08/09/2026

Comprar um imóvel que possui dívidas de condomínio exige atenção. Afinal, quem compra pode acabar sendo cobrado por valores que foram gerados antes mesmo da compra do imóvel.

Isso acontece porque a dívida de condomínio está ligada ao próprio imóvel. Assim, se uma pessoa compra um apartamento com parcelas condominiais atrasadas, o novo proprietário pode ser responsabilizado por esses valores, mesmo que a dívida tenha sido gerada pelo antigo dono.

Alguém que compre um apartamento e descubra depois que existem dois anos de condomínio em atraso. Mesmo que não tenha sido a pessoa que deixou de pagar, o condomínio poderá cobrar a dívida do atual proprietário.

Por isso, antes de comprar, é importante verificar se existem débitos condominiais e solicitar documentos que comprovem a situação financeira do imóvel. O ideal é que eventuais dívidas sejam identificadas e resolvidas antes da transferência.

Também é possível estabelecer no contrato de compra e venda quem ficará responsável pelos débitos anteriores. Porém, esse acordo entre comprador e vendedor não impede necessariamente que o condomínio cobre o atual proprietário, caso a dívida esteja vinculada ao imóvel.

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