13/08/2020
Qualquer divórcio, por mais consensual e amigável que possa parecer, não tem nada de simples.
As partes me procuram com uma dor imensa.
A dor do vazio.
Muitas vezes o vazio é pré existente ao relacionamento, as partes se encontram e veem que o companheiro aparentemente preenche esse vazio, que por muitos anos f**a submerso nas emoções, na paixão e no amor pelo outro.
E quando esse amor se esvai, volta o vazio e a necessidade do olhar para si próprio.
A dor é também pelo luto do fim uma relação sobre a qual colocamos a pretensiosa expectativa de eternidade.
O processo judicial do divórcio, portanto, serve também ao amadurecimento desse autoconhecimento, a essa transição do estado de casado(a) à condição de divorciado (a).
E nesse aspecto, sob um olhar sistêmico, é possível ver o vazio que ficou e porque o ex-cônjuge ocupou aquele lugar, a fim de que, desse luto, possa renascer um novo sentimento.