"Lei da Alienação Parental desviou-se do propósito de proteger as crianças, submetendo-as aos abusadores e agressores, e por falta de entendimento por parte Promotores e Juízes acabam deixando as crianças em vulnerável e a Mãe nada pode fazer. Sou Viviane de Moura Dolovetes, tenho 43 anos, divorciada, mãe de duas filhas e uma neta, moradora da Cidade de São José dos Pinhais, cursando Gestão Públi
ca, nascida em São Paulo Capital, com 11 anos de idade fui para Apucarana Norte do Paraná, aos 28 anos mudei-me para Curitiba-PR e, atualmente, resido em São José dos Pinhais-PR. Contudo, ao contrário de muitas mulheres, tive a coragem de denunciar. Na verdade, quase me arrependi de denunciar, pois fui tratada como criminosa ao invés de vítima, sem qualquer apoio dos órgãos públicos. Nas delegacias e no judiciário deparei-me com tratamento de agentes arrogantes e grosseiros, cujos atos me deixavam humilhada. Ao invés de encontrar apoio dos órgãos públicos, encorajavam-me a não denunciar, mesmo decidida de ir adiante, a cada passo dado era uma nova decepção desde uma simples informação a decisão final dos juízes. Todo o esforço por justiça acabava sendo em vão, porque alegavam que não tinham elementos suficientes para incriminar o réu. Nós Mulheres somos submetidas à violência, fazemos exame de corpo de delito e mesmo assim não é elemento suficiente para incriminar o agressor, parece que precisa chegar ao extremo, a palavra tão famosa que todos conhecemos – FEMINICÍDIO - para que a justiça se mexa e faça algo a nosso favor. Além disso, sou outra das muitas Mães vitimas de Processo de Alienação Parental na Justiça, simplesmente porque o pai acusou e não demonstrou nenhuma prova e até onde sei, quem acusa, precisa provar e foi ao contrário, mesmo eu provando que suas alegações eram mentirosas a minha palavra de nada valia, mesmo provando com provas documentais, nem se quer eram apreciadas no processo. Nunca fui Mulher de abaixar a cabeça e aceitar que me desabonassem como Mulher e principalmente como Mãe, até que um dia descobri que minha filha estava em risco de vulnerável e as autoridades da Comarca onde residia, se recusavam a escutar a minha filha, precisei pedir ajuda em outra Comarca e gritar por Socorro para que não viesse ocorrer o pior por negligência e descaso das autoridades competentes que, ao invés de proteger a criança, fazia o contrário, protegia o genitor. Por toda polêmica, acabei sendo convidada pela Rádio Nona FM em Curitiba para apresentar uma programação ao vivo para abordar temas relacionados aos direitos das Mulheres e, principalmente, de Mães que desconheciam dos seus direitos e dos seus filhos. Consegui o apoio de profissionais voluntários para ajudar esclarecer as dúvidas e seus direitos dentro da minha Programação, onde fiquei conhecida como Viviane Dolovetes A voz da Mulher, mas devido a pandemia Covid-19 foi necessário interromper a programação e recusar outros convites como o da Rádio Pinheirinho para dar continuidade ao meu trabalho. E por estar diretamente envolvida com Mães e seus filhos, que passam pela mesma situação que eu ou já passaram que a realidade é uma só. O Pai que é bom pai seu filho clama por ele, e o Pai que não é bom pai, seu filho reclama dele! Os sinais são claros. E quem se identificou e apoia essa luta, f**a aqui o meu muito obrigada e para aqueles que acham que tudo que estou expondo é balela e não gostou, vão continuar não gostando, porque eu não estou nem aí para vocês! A minha luta é em defesa de Mães e crianças que são injustiçadas e separadas de seus filhos, por leis que ao invés de proteger, fazem justamente o contrário. Sou Mãe, Mulher, Chefe de Família e Defensora da causa MÃES NA LUTA!