12/08/2026
Sim.
Sou mulher. Sou mãe. Sou filha.
Sou profissional. Sou bonita, sensível, forte e tenho opinião.
Sou Paralegal formada nos Estados Unidos, advogada brasileira, formada em Comércio Exterior e em Negócios Internacionais pela Universidade de Tampa. Fiz extensão em Harvard, especializações, MBAs… Estudei muito, trabalhei muito e construí uma história da qual me orgulho.
Mas nenhum diploma me tornou imune à vida.
Também sou humana.
Eu sinto. Choro. Sofro. Canso. Tenho medo. Cometo erros. Preciso de colo. E, às vezes, sou eu quem precisa ouvir aquilo que tantas vezes digo aos outros: vai ficar tudo bem.
Existe uma ideia equivocada de que mulheres fortes não precisam ser cuidadas. Precisam.
Independência não elimina a necessidade de afeto.
Inteligência não anestesia o coração.
Sucesso não substitui carinho.
E autossuficiência não significa ausência de vulnerabilidade.
Posso conduzir uma negociação difícil durante o dia e querer um abraço quando chegar em casa.
Posso defender pessoas, empresas e causas e ainda desejar alguém que também cuide de mim.
Posso ser racional e profundamente sensível.
Firme sem perder a doçura.
Perdoar sem aceitar qualquer coisa.
Amar intensamente sem me abandonar para ser amada.
Talvez amadurecer seja compreender que não precisamos escolher entre nossas versões.
Não preciso escolher entre ser forte ou sensível. Entre carreira ou feminilidade. Entre independência ou amor. Entre razão ou coração.
Sou tudo isso.
Meu currículo diz o que estudei.
Minha carreira mostra o que construí.
Minha aparência é aquilo que os olhos alcançam.
Mas quem eu sou está além disso: nos meus princípios, na minha fé, na forma como amo, na maneira como cuido e na coragem de recomeçar.
Hoje eu sei: não preciso provar meu valor o tempo inteiro.
Sou forte não porque não choro.
Sou forte porque sinto profundamente e, ainda assim, continuo.
No fim, entre tantos títulos e conquistas, existe algo que nunca quero esquecer: antes de tudo, eu sou humana.
E ser humana também é uma das minhas maiores forças.