17/11/2023
O advogado não tem um minuto de sossego...rsrs
Encerrando a semana assombrados com a nossa sociedade, cada vez mais enferma e corroída pelo preconceito, retrocesso cultural e espiritual.
Hoje, os controladores de acesso da porta do fórum Cível de Porto Seguro, cujos vínculos se com a Prefeitura ou o Estado não sabemos, optaram pela infeliz decisão de constranger a Dra. Taynara Villas Boas, uma advogada no pleno exercício de sua profissão, tentando barrar-lhe a entrada com a alegação infundada de que sua vestimenta, uma suposta minissaia, violava normas estabelecidas por uma Juíza, tida como coordenadora, e de forma vexatória, insistia na frente de todos, que a roupa da advogada a deixava sem condições de adentrar ao local.
Somos zelosos do decoro e do respeito às instituições. Não nos iludimos e não acreditamos que a Magistrada, guardiã da ordem no fórum, pudesse instituir tal arbitrariedade, rotulando toda vestimenta que ousa transgredir a linha dos joelhos como minissaia.
Mesmo nos irresignando respeitosamente sobre o juízo de valor imposto pela funcionária sobre o comprimento da saia da advogada, e mesmo sabendo tratar-se de uma profissional, esta persistia em sua descrição desdenhosa ao telefone com outros funcionários do fórum, dizendo: “tem uma moça aqui de minissaia querendo entrar”, ignorando as tentativas da advogada em demonstrar que sua vestimenta, longe de ser uma minissaia, era um vestido que em nada comprometia o decoro do local.
Certos de tratar-se de uma abordagem feita por intérpretes carentes, adentramos o recinto sem esperar por mais absurdos e, em busca, primeiramente, dos responsáveis pela coordenação do fórum, fomos recebidos com a máxima urbanidade e respeito, prontos para pacificar a questão.
Neste encontro, além de pedirmos as devidas providências para que essas ações de controle fossem melhor gerenciadas a fim de não trazer prejuízos ao público em geral, pudemos constatar que se tratava de uma discricionariedade mal aplicada por esses prestadores despreparados, uma prática que, a nosso ver, já começa a corroer a devida prestação jurisdicional, ao impor uma tirania de vestimenta sobre aqueles que buscam a justiça.