11/02/2026
Você já reparou que, das lojas de departamento às marcas de luxo, todas parecem ter sua própria versão da sandália de duas tiras com sola de cortiça? O modelo Arizona, da gigante alemã Birkenstock, tornou-se um ícone cultural, e também o centro de algumas das maiores batalhas jurídicas do mundo da moda.
Para entender por que você vê tantas "versões" por aí sem que a marca derrube todas na justiça, precisamos analisar os limites da proteção legal.
O prazo de validade do design
Diferente do que muitos pensam, a Birkenstock não possui uma patente sobre o design (que protege invenções funcionais), mas sim o registro de Desenho Industrial. O modelo Arizona foi lançado em 1973. Como essas proteções costumam expirar entre 15 e 25 anos, o desenho básico caiu em domínio público. Hoje, o formato de duas tiras é considerado um “padrão utilitário”.
A estratégia da Birkenstock contra as cópias agora é cirúrgica. Ela diferencia três níveis de mercado:
➡️ Falsificação: quando há uso do nome ou logo. Aqui, a marca é implacável e vence processos globalmente, como ocorreu recentemente na Índia.
➡️ Cópia de design: marcas que usam o formato da sandália, mas colocam sua própria etiqueta. É uma "zona cinzenta" onde a Birkenstock frequentemente perde, pois o formato é visto como tendência de mercado.
➡️ Inspiração: é legal, faz parte do mercado da moda. Occore quando há sandálias que lembram o estilo, mas mudam materiais ou detalhes
A tecnologia da palmilha da Birkenstock é o seu grande segredo e diferencial. Embora o visual seja replicado, a anatomia da palmilha (footbed) é difícil de copiar. O marketing atual foca no argumento: “Muitos copiam a aparência, mas ninguém copia o conforto”.
Para mais detalhes sobre o assunto, incluindo algumas das batalhas judiciais travadas pela Birkenstock, acesse o artigo completo em nosso site: https://llip.com/Noticias/Details/a91816a121434c7c9d354a609bed38ba/copia-ou-leg