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Pensando no que me ajudou a não me acomodar ao longo desses anos, uma das coisas mais importantes foi entender a força d...
23/09/2026

Pensando no que me ajudou a não me acomodar ao longo desses anos, uma das coisas mais importantes foi entender a força da ambiência. A gente é muito influenciado pelos lugares que frequenta e pelas pessoas com quem convive. Se você está cercado de gente que reclama de tudo, que faz o mínimo e acha normal, isso vai te puxando pra baixo aos poucos, mesmo sem você perceber. Dependendo de quem está ao seu lado, você vai acabar acreditando que o básico bem feito já está bom, ou que está pensando grande demais. Por outro lado, quando você está num ambiente de gente que estuda, que trabalha sério, que sonha grande, isso contamina. Você começa a enxergar possibilidades que antes nem passavam pela sua cabeça. Por isso é tão importante se cercar de pessoas que inspiram a gente. Escolher onde e com quem estar é uma decisão que muda muita coisa.

Foi com tudo isso no coração que eu olhei pra aqueles alunos e lembrei de mim quase vinte anos atrás. E o que eu mais queria era que eles entendessem que o básico bem feito é o ponto de partida. Dali pra frente dá pra crescer muito, estando nos lugares certos, aprendendo com quem veio antes e tendo coragem de se colocar. A gente pode e deve ir muito além.

Saber se você vive um namoro ou uma união estável pode fazer diferença na hora de falar em partilha de bens.Entender que...
22/09/2026

Saber se você vive um namoro ou uma união estável pode fazer diferença na hora de falar em partilha de bens.

Entender que dependendo de como for a traição pode gerar dano moral e, por outro lado, saber identificar quando existe uma situação que ultrapassa os limites pode fazer diferença para quem foi vítima.

E guarda compartilhada não significa, automaticamente, que a criança vai morar metade do tempo na casa de cada um. Isso é outra questão, e confundir as duas coisas pode gerar uma preocupação enorme para quem já está passando por um divórcio.

Da mesma forma, ser padrasto ou madrasta é diferente de construir uma relação de paternidade ou maternidade socioafetiva. Saber onde estão esses limites também é importante, principalmente para quem está construindo uma família.

No Direito de Família, informação é proteção!!!

Tem gente que só quer usar as pessoas e os espaços em benefício próprio. Não quer crescer junto, não quer construir nada...
18/09/2026

Tem gente que só quer usar as pessoas e os espaços em benefício próprio. Não quer crescer junto, não quer construir nada em conjunto, só quer se dar bem, tirar proveito da estrutura que o outro já montou.

Essas pessoas acham que estão sendo espertas, que estão passando batido, que ninguém percebe. Mas percebe sim. Todo mundo enxerga quando alguém é oportunista, mesmo que demore um pouco. E oportunismo não se sustenta, porque relação de verdade exige reciprocidade, exige troca. Sem isso, não existe parceria, existe uso.

Em toda relação, seja na vida ou nos negócios, tem que haver os dois lados contribuindo. Não precisa ser igual o tempo todo, mas precisa existir. O problema é quando um lado só quer crescer, só quer ser servido, só quer o bônus, e nunca aparece pra dividir o ônus.

Não seja esse tipo de pessoa. Quem só recebe e nunca oferece nada em troca cava o próprio isolamento, mesmo achando que está levando vantagem. Ninguém sustenta relação com quem só quer ser servido e nunca servir!

Poderia ser só um discurso de empoderamento, mas não é! Toda semana eu atendo mulheres no escritório que chegam sem rend...
11/09/2026

Poderia ser só um discurso de empoderamento, mas não é!

Toda semana eu atendo mulheres no escritório que chegam sem renda própria depois que o relacionamento acabou. Sem condições nem de se manter, quanto mais de contratar um advogado. Confiaram, acreditaram que o casamento seria pra sempre, que o marido sempre pagaria as contas, e nunca imaginaram que um dia o cara ia deixar elas numa situação humilhante.

E aí vem a pergunta que eu mais escuto: “mas eu não tenho direito a pensão dele?”

Pensão alimentícia entre ex-cônjuges não é automática. Depende de vários fatores e o juiz ainda olha pra idade, condições de saúde, se a pessoa tem como se sustentar sozinha. Quando é concedida, muitas vezes vem com prazo determinado.

Tem também quem fale em alimentos compensatórios, mas esse é um assunto ainda mais delicado. É possível conseguir, não é automático nem garantido. Não contem com isso! Inclusive, é pauta para um outro post: façam pacto antenupcial prevendo já essa possibilidade, não esperem que um judiciário lhe assegure esse direito.

Não fique esperando uma decisão judicial garantir a sua dignidade.
Até porque se você depender da defensoria, isso vai demorar ainda mais que o normal. Tenha seu dinheiro!

Tô AMANDO essa trend dos anos 80!Não peguei essa época, nasci no final dos anos 80, mas sou apaixonada por aquela época....
08/09/2026

Tô AMANDO essa trend dos anos 80!

Não peguei essa época, nasci no final dos anos 80, mas sou apaixonada por aquela época.. a música, as roupas, o jeito que as pessoas levavam a vida..

Mas como advogada de família, tem coisa que me faz pensar “voltar no tempo? Só nas fotos…”

Separei algumas curiosidades sobre casamento e divórcio naquela época:

No casamento, o marido tinha o poder patriarcal: exercia o pátrio poder, e em discordância sobre os filhos, prevalecia a vontade dele (CC/1916, art. 233).

Pra trabalhar fora e pedir empréstimo, a mulher precisava de autorização do marido. Começou a mudar em 1962 (Estatuto da Mulher Casada), mas a igualdade só veio de vez com a CF/1988.

Existia a tese da legítima defesa da honra, usada até recentemente pra justificar crimes passionais, e funcionava. Só foi declarada inconstitucional pelo STF em 2021/2023 (ADPF 779).

Discutia-se muito de quem era a culpa pelo fim do relacionamento, porque repercutia em vários direitos, inclusive na guarda dos filhos.

E o período que precisava ficar separado até conseguir o divórcio? Isso só acabou com a EC 66/2010.

Naquela época, só existia divórcio judicial, processo longo e burocrático. Hoje dá pra fazer no cartório, sem conflito e sem filho menor.

Ah e tem outra, o divórcio só podia ser pedido uma única vez na vida. Isso só mandou em 1989. Hoje casamos e divorciamos quantas vezes quisermos. Viva a nossa liberdade! 🙌

Agora, me conta, o que você traria de volta dos anos 80, e o que pode ficar bem longe?

Não é fácil ser madrasta. Você chega num relacionamento que já existe, numa família que já tinha sua própria história an...
07/09/2026

Não é fácil ser madrasta. Você chega num relacionamento que já existe, numa família que já tinha sua própria história antes de você. Às vezes você não concorda com as decisões, mas não pode se meter, porque não é seu papel.

A gente se preocupa. Passa a noite estudando se for preciso, muda a agenda pra encaixar uma criança na rotina, aprende a comida preferida, torce pelas vitórias como se fossem nossas. Ninguém te ensina isso, ninguém cobra isso.. na verdade, gente só faz.

Ninguém te ensina onde é o seu lugar nisso tudo, você vai descobrindo com o tempo!

Feliz dia da Madrasta! 💜

05/09/2026
05/09/2026

Nada mais me abala!

Mesmo não sendo fácil, muitas vezes a gente precisa escolher pelo nosso direito de ser feliz, de ir atrás de uma vida qu...
04/09/2026

Mesmo não sendo fácil, muitas vezes a gente precisa escolher pelo nosso direito de ser feliz, de ir atrás de uma vida que a gente merece. Vai ser difícil. Mas lá na frente você se pergunta por que demorou tanto tempo pra tomar essa decisão. Você vai conhecer uma vida que você acreditava que não era possível, uma realidade que só existia na sua cabeça, mas você dá conta. E depois bate um orgulho danado de ter saído de um relacionamento que você achava que nunca ia conseguir sair.

Você já passou por um divórcio?
Qual conselho deixaria para quem tá nesse processo?

31/08/2026

Sabe aquele dilema que bate quando você vai criar seu perfil profissional? Eu vivi isso. Fico só no trabalho, só mostro caso, só mostro processo, só mostro a advogada séria e responsável?

Tem gente que defende isso, que precisamos separar a vida pessoal da profissional… Mas cara, que vida chata seria essa… por isso que tanta gente desiste de criar conteúdo, de se manter por aqui, porque não se sustenta!

Eu, como cliente de gente também, gosto de comprar de gente de verdade. Gosto de saber quem tá do outro lado. E é isso que eu decidi fazer aqui.

Eu tenho, sim, minha versão séria. A advogada que estuda, que defende, a advogada séria que você certamente vai esbarrar pela OAB ou pelos corredores do fórum... Mas eu tenho também a versão bagunceira, boba, que ri alto, que vive a vida, que não dispensa uma cervejinha gelada, que desce até o chão e que não dispensa uma oportunidade de colecionar momentos bons.

E aqui eu não escolhi mostrar só uma versão minha. Escolhi mostrar todas!

Será que pra ser levada a sério a gente precisa parecer certinha o tempo todo? Será que profissionalismo é sinônimo de esconder quem você é? Eu acredito que dá pra ser competente e ser de verdade, ao mesmo tempo, sem pedir licença pra ninguém!

Bora viver!

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