05/08/2026
Depois de um acidente, o trabalhador quer uma coisa acima de tudo. Resolver logo. Aí surge um acordo, ele assina, recebe um valor e segue a vida acreditando que aquele capítulo está fechado.
O que muita gente não sabe é que existem duas coisas diferentes em jogo. Uma é o acerto do contrato de trabalho, com as verbas a que você tem direito. A outra é a indenização pelo dano que o acidente causou na sua vida, e essa tem natureza própria, separada.
Por causa dessa diferença, em regra, acertar o contrato não apaga o direito de buscar a indenização por acidente depois. Mas existe um ponto de atenção. Quando o acordo traz uma cláusula de quitação total, dizendo que você abre mão de absolutamente tudo, inclusive de danos morais e materiais, esse documento pode tentar fechar uma porta que deveria continuar aberta.
Por isso, antes de assinar qualquer acordo depois de um acidente, vale entender o que você realmente está abrindo mão. Um valor que parece bom no susto do momento pode f**ar muito aquém do que a sua situação valia.
Se você sofreu um acidente e está diante de um acordo, ou já assinou um, vale conversar antes de concluir que não há mais nada a fazer.
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