02/10/2026
O uso de Inteligência Artificial em pesquisas com seres humanos acaba de ganhar novas diretrizes éticas no Brasil.
A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), vinculada ao Ministério da Saúde, publicou um conjunto de orientações para apoiar pesquisadores, instituições e Comitês de Ética em Pesquisa na avaliação dos riscos relacionados ao uso da IA.
Entre os principais pontos analisados estão:
• vieses algorítmicos;
• representatividade e qualidade dos dados;
• privacidade e proteção das informações;
• transparência e explicabilidade dos sistemas;
• supervisão humana;
• monitoramento contínuo;
• responsabilidades e medidas de proteção.
A principal mudança está na adoção de uma avaliação proporcional ao risco de cada aplicação de Inteligência Artificial.
A Inaep também desenvolveu a MARIAH, uma ferramenta destinada a ajudar pesquisadores e Comitês de Ética na identificação, análise e classificação dos riscos éticos envolvidos nos projetos.
Importante: a MARIAH não substitui a avaliação do Comitê de Ética. Ela funciona como instrumento de apoio à análise.
O objetivo das novas diretrizes é permitir o avanço da inovação sem deixar de proteger participantes, grupos e comunidades afetados pelo uso da tecnologia.
A discussão mostra que o uso da Inteligência Artificial na saúde já não envolve apenas inovação tecnológica. Também exige atenção à ética, à proteção de dados, à responsabilidade e à supervisão humana.
Fonte: Ministério da Saúde – Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep).