Eduardo Mazzi Arquitetura

Eduardo Mazzi Arquitetura Arquitetura, Urbanismo, Desenvolvimento de Projeto Executivo, Legalização, Detalhamentos, Reformas, Corporativos, Coordenação, Estudos de Viabilidade

Estudo de Viabilidade para prédio residencial na av. Delfim Moreira, Rio de Janeiro, RJ
24/04/2020

Estudo de Viabilidade para prédio residencial na av. Delfim Moreira, Rio de Janeiro, RJ

Projeto para reforma de portaria de prédio situado na Rua Prudente de Moraes, Rio de Janeiro
24/04/2020

Projeto para reforma de portaria de prédio situado na Rua Prudente de Moraes, Rio de Janeiro

Projeto para condomínio residencial no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro
24/04/2020

Projeto para condomínio residencial no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro

Spot Gourmet, Eventos, Rio de Janeiro
24/04/2020

Spot Gourmet, Eventos, Rio de Janeiro

Projeto para uma Capela, Rio de Janeiro
24/04/2020

Projeto para uma Capela, Rio de Janeiro

Espaço para Eventos ao ar livre, Vargem Grande, Rio de Janeiro
24/04/2020

Espaço para Eventos ao ar livre, Vargem Grande, Rio de Janeiro

Spa em Vargem Grande, Rio de Janeiro
24/04/2020

Spa em Vargem Grande, Rio de Janeiro

Estudo para criação de Praça de Alimentação a céu aberto em bairro do Rio de Janeiro. Metas: privilegiar a circulação de...
09/04/2019

Estudo para criação de Praça de Alimentação a céu aberto em bairro do Rio de Janeiro. Metas: privilegiar a circulação de pedestres; revitalizar e valorizar região abandonada, mas com forte vocação para a gastronomia; promover a convivência e o ambiente familiar; melhorar segurança, limpeza e conforto. A proposta agrega todos os benefícios que criam vínculo afetivo para com o lugar e o consequente crescimento econômico que ele gera.

Estudo de Viabilidade em Miguel Pereira
05/02/2019

Estudo de Viabilidade em Miguel Pereira

21/09/2018

Estudo de Viabilidade, Condomínio em Teresópolis, Exercício de Ocupação

06/12/2017

Arquitetura Brasileira?

Vivemos num país com grande diversidade climática. Temos quente e super úmido, quente e semi árido, temperado e super úmido, semi árido com chuvas, etc, etc.

As variações de temperatura são grandes e temos distinções fortes entre épocas de chuvas e épocas secas.

É um pesadelo para o ar condicionado.

Cada região de nosso país apresenta características de clima próprias e quase que exclusivas.

Seria, então, de se esperar que nossa arquitetura moderna se ajustasse de acordo, protegendo do sol ou da chuva forte, da pouca luz ou do excesso de luz, do calor ou do frio, do ar seco ou da umidade, não? Beirais longos em regiões com muito sol ou chuvas fortes, sombreamento das fachadas mais insolaradas nas regiões quentes, ventilações cruzadas, proteção contra o excesso de luz…

Mas não é o que acontece.

Na grande maioria das vezes, o que vemos são modelos e padrões de prédios e casas que se repetem por todo nosso território e que ainda se baseiam no chamado “Estilo Internacional”: Caixotes impessoais construídos a partir de formas geométricas básicas, revestidos com vidro e alguns apliques de concreto, ferro ou outro material qualquer. Tudo muito sofisticado e inteligente.

Com a desculpa de adotarmos no Brasil uma arquitetura baseada no funcionalismo, passamos a fazê-la sem ornamentação, minimalista, massificada e pasteurizada, desconectada da escala humana e da estética universal, tudo igual, com a mesma cara, seja para residência, seja para escritório, para fábrica ou depósito, baseada na escola de design e arquitetura alemã do início do século XX, de gente que acreditava até que a cadeira, um dia, se tornaria obsoleta.

Na verdade, o conceito se baseava intimamente na idéia comunista (considerada o supra sumo da intelectualidade da época) da massificação de tudo, incluindo, é claro, o espaço usado para moradia e trabalho.

E era necessário deixar claro o domínio do Homem sobre a Natureza.

A preferência do indivíduo era considerada luxo. Nem o gosto pessoal era admitido: tudo tinha que ser comum a todos e de todos (exceto para eles, a elite pensante). A produção tinha (e tem) que ser de nível industrial, padronizado, mecanizado.

Então, no Brasil, descartamos qualquer regionalização e mergulhamos de cabeça na vanguarda da intelectualidade importada diretamente da Alemanha.

Temos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer como grandes expoentes dessa chamada “Arquitetura Moderna”.

Podemos verificar a consagração deste estilo com Brasilia, que é uma sucessão de parelelepípedos de concreto e vidro, dispostos ora na horizontal, ora na vertical, em repetições continuadas.

Dizer que é monótona e impessoal é crime hediondo em nosso país. Bem, mas é só uma opinião...

E hoje é o que temos valorizado como arquitetura sofisticada: uma arquitetura triste, monótona, impessoal, repetitiva, desprovida de qualquer criatividade e sem qualquer relação com nossa geografia e nosso clima (na maioria dos casos, claro).

O pior de tudo? Lúcio Costa e Niemeyer defendiam a idéia de que no século XXI todo cidadão seria provido de transporte individual (carro mesmo…). Todo mundo. Isto iria resolver a questão da mobilidade urbana. Então veja que temos sempre grandes vias e grandes eixos, para o trânsito de carros, e não temos calçadas, passarelas ou pontos de ônibus nas avenidas da Barra da Tijuca (sim, projeto urbanístico de Lúcio Costa…). Os pontos de ônibus que tiveram que ser implementados depois são improvisados, impedem a circulação de pedestres na calçada e atrapalham o fluxo de veículos. As distâncias são sempre enormes, não são projetadas para se percorrer a pé.

E eles tinham tal convicção que deram a esta concepção a força de um tombamento: não há como se construir passarelas (que não são a melhor opção) na Barra da Tijuca. Mais desconectado com as pessoas do que isso acho difícil.

Isso sem falar no padrão urbanístico geral que adotamos no Rio de Janeiro, em particular. Uma mistura do padrão das cidades medievais européias com idéias modernistas.

Mas isso é pra outro registro de opinião.

23/03/2017

Muitos falam hoje da globalização como se ela fosse a panacéia definitiva para os problemas do mundo.

Mas a globalização talvez tenha feito um mal enorme para a arquitetura, em certos casos.

Não temos mais a valorização da arquitetura local, regional, própria da cultura que se desenvolveu por muito anos em uma determinada área, seja ela de que tamanho fôr.

Históricamente, tinhamos as condicionantes do clima e da geografia como principais determinantes dos parâmetros de uma construção, fosse ela para moradia, fosse para abrigo de animais, fosse para local de trabalho ou mesmo para estocagem.

Frio ou calor, excesso de umidade ou a falta dela, muita ou pouca radiação solar (luminosidade), altitude, regimes de chuvas, ventos ou marés, tipo de solo, tipo de material disponível, tipo de mão de obra e tecnologia disponíveis, declividades, fontes de água, terras férteis, pastos, dificuldades de acesso, segurança contra saqueadores ou contra invasões, ou seja, o ambiente e suas circunstâncias ditavam as definições básicas da arquitetura.

Em seguida vinham as ideações, as motivações, a capacidade, a cultura, as quantidades, o nível de conhecimento ou da educação e o domínio de tecnologias próprias, que estabeleciam as características estéticas, as proporções e as dimensões, os adornos, a higiene, o nível de privacidade, as cores, a finalidade, enfim, os componentes que, em seu conjunto, resultavam em arquitetura com características exclusivas, próprias de cada povo, de cada localidade.

Com a globalização passamos a ter acesso mais rápido a informações de todo o tipo sobre o que acontece ao redor do mundo, e cada vez mais rápido.

Isso fez com que alguns povos se dessem conta de como outros povos conseguiam viver melhor, dispunham de conforto, de segurança, de facilidades ou de vantagens que lhes eram, até então, desconhecidos.

A arquitetura de países considerados mais desenvolvidos passou a ser então considerada referência do que há de melhor, tanto funcional como estética e tecnológicamente falando.

Daí para que passasse a ser tomada e usada como valores universais foi um pulo.

Além disso tudo, vivemos, no ocidente, por décadas, sob a influência da escola alemã de Gropius, Bauhaus, que tratava a arquitetura como mais um dos elementos típicos da produção industrial, fria, racional e, é claro, impessoal.

A idéia era a de baratear o custo da construção através do ganho de escala, da simplificação do desenho, do uso predominante da razão, da modulação, da repetição.

Apesar de bem intencionada, esta idéia contribuiu para a formação da cultura ocidental da arquitetura altamente funcionalista. Não havia espaço para a questões subjetivas e, muito menos, para a vontade individual ou para a adequação que cada região ou cultura pediam. Quando a escola Bauhaus passou a ser atacada pelos nazistas, ela assumiu o papel de contracultura, de rebelde contra o sistema dominante fascista, mesmo que suas idéias, em muito, se parecessem com as do próprio pensamento nazista - que se baseavam na imposição de uma cultura única, universal e dominante.

Ou seja, já não valorizavamos nossa própria Arquitetura.

Com a globalização das tecnologias veio a impressão de que tudo era possível, de que tínhamos domínio total sobre os elementos da natureza.

Então ninguem mais se preocupou com as condicionantes do clima e da geografia mencionadas acima e aqueles que o fizeram foram tratados como atrasados, arcaicos e pouco informados, já que nós detinhamos o poder sobre as intempéries.

A arquitetura se tornou impessoal, globalizada. E isto passou a ser considerado o modo inteligente de se projetar: sofisticado, universalista. Ela passou a ser a mesma em Hong Kong, Londres, São Paulo ou Nova York, salvo, apenas, pela disponibilidade de investimentos ou por restrições legais respectivas.

Nós temos uma arquitetura tipicamente brasileira, sendo feita hoje?

A arquitetura globalizada tirou do indivíduo e sua comunidade o direito de moldar seu espaço de acordo com sua personalidade, suas necessidades e demandas, que são próprias e exclusivas, tanto como são suas impressões digitais.

Também ignorou a cultura, os gostos, as referências, os valores, as tradições e os hábitos de cada povo, de cada região.

E, principalmente, ignorou as condicionantes do clima e da geografia locais. A consequência foram projetos completamente desconectados da nossa realidade.

Daí vemos os palácios de cristal sendo considerados símbolos de modernidade e sofisticação, quando são adequados apenas para regiões com pouca luminosidade ou que precisam aproveitar, ao máximo, o calor produzido pela radiação solar.

Temos beirais curtos onde a radiação solar e a quantidade de chuvas pedem proteção e sombra para as fachadas, para os acessos e para as esquadrias.

Vemos o descuido com o excesso de pavimentação e impermeabilização do solo.

Vemos o uso de materiais que absorvem calor em revestimentos de pisos e paredes, sabendo que temos verão excessivamente quente em quase todo o pais - mas estes são os materiais usados nos paises mais desenvolvidos.

Vemos o uso de cores escuras em telhados e pisos, que também contribuem para o aumento de calor.

Víamos a desconsideração com o verde por que copiamos o desenho que veio de países em que o verde era tão caro e dava tanto trabalho para se manter que era melhor não considerá-lo.

A arquitetura passou a ser vista como a representação própria do dominio do Homem sobre a natureza, então esta precisava abrir caminho para sua implantação e não atrapalhar a visão.

A questão ambiental mudou um pouco isso, hoje, mas a herança desta concepção está aí: diversos espaços urbanos com extensas áreas áridas e cobertas de concreto e asfalto.

Copiamos modelos de desenho urbano que funcionam em países cujas cidades evoluíram ao longo de milhares de anos de convivência e vizinhança próximas, que dispõem de transporte coletivo já funcionando por muitas e muitas gerações, que possuem boa parte da sua economia ou sistemas administrativo e financeiro descentralizados, que dispõem de vastas áreas planas, que não têm problemas com insetos, que precisam se defender dos ventos frios e constantes ou que buscam reter ou não precisam se proteger contra a umidade.

Como vamos reverter isso?

Quem sabe a tecnologida da construção devesse ser o caminho: sua evolução deveria tornar os processos rápidos, baratos, simples de adotar. Deveria ser adaptável, personalisavel. Deveríamos poder usá-la de acordo com as necessidades de cada projeto e não o inverso.

Mas a tecnologia da construção é a que evolui ou adota novidades mais lentamente entre as que temos hoje. Ainda usamos tijolo cerâmico como sendo o mais barato e prático material de construção. O mesmo material de centenas de anos atrás, que depende de trabalho artesanal e lento, com desperdício da ordem de 30%.

O ensino nas faculdades de arquitetura então deveria estimular o resgate e o desenvolvimento da nossa Arquitetura: conceitos, parâmetros, fundamentos e, por extensão, materiais e tecnologias de construção próprios para o nosso clima, nossa geografia, mas com custos, velocidade de aplicação e personalização otimizados.

A partir dai, dar apoio a formação técnica dos profissionais que farão uso dos nossos materiais e da nossa tecnologia, por todo o país.

Divulgar para o mercado, para o usuário final. Estimular sua difusão com programas dedicados.

Então, profissionais, empresas e fornecedores bem preparados teriam condições de mostrar a seus clientes as vantagens em se adotar as soluções próprias de nosso país, em cada uma de suas regiões.

Teríamos o profissional local valorizado, já que ele estaria melhor sintonizado com as demandas, a cultura e as condicionantes de sua região.

Todos sairiam ganhando.

A partir da percepção dos usuários finais de que o conforto, os custos de construção e de manutenção, a segurança e a durabilidade seriam em muito otimizados com a aplicação dos elementos da nossa Arquitetura, em pouco tempo observariamos a mudança da cultura de mercado.

A educação, mais uma vez, exerceria seu papel fundamental na viabilidade da formação de um ambiente civilizado.

Quem sabe ainda teremos a chance de ve-la sendo aplicada de modo correto para ver resurgir a nossa Arquitetura e o nosso Urbanismo.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00
Sábado 09:00 - 17:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Eduardo Mazzi Arquitetura posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Eduardo Mazzi Arquitetura:

Compartilhar