27/05/2026
A disputa entre a FIFA e a Electronic Arts revelou algo que vai muito além dos games: no universo digital, o verdadeiro valor muitas vezes não está no produto em si, mas na propriedade sobre ele. Durante anos, a EA utilizou a marca “FIFA” mediante um acordo milionário, construindo uma das franquias mais lucrativas da história dos jogos. Quando as negociações começaram a falhar, ficou evidente que o ponto central não era apenas o jogo, mas o direito de uso de uma marca globalmente reconhecida.
Esse cenário mostra como a Propriedade Intelectual se tornou um dos ativos mais estratégicos do mercado. Marcas não apenas identificam produtos, elas geram valor, conexão com o público e oportunidades de monetização por meio de licenciamento. No caso da FIFA, a marca por si só representa um poder econômico enorme, capaz de influenciar decisões de mercado e reposicionamentos inteiros de empresas.
No fim, o que essa disputa deixa claro é que, no mundo atual, não basta criar algo de sucesso. É a titularidade sobre a marca, os direitos e os ativos intangíveis que garante controle, crescimento e vantagem competitiva ao longo do tempo.