21/03/2022
O combate à discriminação racial é essencial para a construção de uma convivência não só mais solidária e pacífica como mais judta e produtiva. A discriminação nasce e cresce à sombra de (pré)conceitos falsos, mas que, de tão vocalizados e repetidos, acabam se consolidando no imaginário das pessoas.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicam que pretos e pardos representam mais da metade da população brasileira. O Brasil é foi o país que recebeu o maior número de escravos africanos, qual seja. 5 milhões que correspondem a 40% do total dos cativos que embarcaram para a América, cerca de 12,5 milhões. Foi também o país que mais dependeu da escravidão no novo mundo e um dos últimos a libertá-los.
A luta contra a discriminação, qualquer que seja, e portanto, com a racial não é diferente só consegue vitórias com a mudança cultural, que se sabe é lentaCom uma desvantagem histórica, os descendentes dos antigos escravos sofreram e ainda sofrem prejuízos concretos e subjetivos que dificultam seu acesso à educação de qualidade e a funções de destaque na hierarquia das empresas até hoje, mesmo sendo mais de 50% da população. .
A solução encontrada para acelerar o combate ao preconceito e à discriminação veio pela Lei Nº 7.716 de 5 de janeiro de 1989, que determina no seu Art. 1º. - Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
O preconceito velado da sociedade brasileira transmitido de geração para geração contaminou a população negra com os séculos de lavagem cerebral subliminar em que foi construída uma imagem de inferioridade e desconfiança. O preconceito e a discriminação tem sido combatido e derrubado, de forma mais acentuada, a partir da última década do século passado, com a atuação dos movimentos de valorização e reconhecimento desses brasileiros cujos ancestrais formaram o Brasil.
A discriminação racial é fonte de injustiça social e econômica e fomentadora do ódio que afasta o ser humano da civilização.
Glória Faria
MOTTA & FARIA ADVOCACIA
www.mottaefaria.com.br